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terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Globo de Ouro 2025: Fernanda Torres leva estatueta de 'Melhor Atriz em Filme de Drama' por 'Ainda Estou Aqui'



Atriz brasileira era a favorita da categoria, segundo projeções da Variety; em discurso emocionado, Fernanda dedicou o prêmio inédito à mãe, Fernanda Montenegro

Escrito por Ana Beatriz Caldas
06 de Janeiro de 2025 - 01:06
(Atualizado às 12:12)


Legenda: Fernanda celebrou a estatueta e dedicou o prêmio à mãe, Fernanda Montenegro
Foto: Robyn Beck / AFP

Após uma disputa acirrada, Fernanda Torres levou o aguardado prêmio de "Melhor Atriz em Filme de Drama" no Globo de Ouro 2025.

A premiação de Fernanda pelo papel de Eunice Paiva em "Ainda Estou Aqui", de Walter Salles, ocorre 25 anos após sua mãe , a atriz Fernanda Montenegro , ter sido indicada ao mesmo prêmio, pela atuação em Central do Brasil (1998).

É a primeira vez que o Brasil leva a estatueta nessa categoria .

Fernanda Torres concorria com as atrizes Pamela Anderson (The Last Showgirl), Angelina Jolie (Maria), Nicole Kidman (Babygirl), Tilda Swinton (O Quarto ao Lado) e Kate Winslet (Lee).


Veja o discurso de Fernanda Tores ao aceitar Globo de Ouro de melhor atriz por "Ainda Estou Aqui"

Em um discurso emocionado a atriz se monstrou surpresa , agradeceu à parceria com o diretor Walter Salles e dedicou o prêmio à mãe.

"Foi um ano incrível para os desempenhos de atrizes, tantas atrizes aqui que eu admiro tanto. Claro, eu quero agradecer ao Walter Salles, meu parceiro, meu amigo. Que história, Walter! E, é claro, eu quero dedicar esse prêmio à minha mãe. Vocês não têm ideia. Ela estava aqui há 25 anos, e isso é uma prova que a arte dura na vida. Até durante momentos difíceis pelos quais a Eunice Paiva passou. E, com tanto problema hoje em dia no mundo, tanto medo, esse é um filme que nos ajudou a pensar em como sobreviver em tempos como esses."

Antes da premiação, tanto Fernanda Torres quanto o diretor Walter Salles concederam diversas entrevistas em que, apesar da gratidão pelo reconhecimento, se mostravam céticos sobre a possível vitória de um filme em língua portuguesa na premiação. Salles chegou a afirmar que sabia que a disputa estava "muito mais competitiva" neste ano.

Pouco antes da cerimônia, Torres destacou, nas redes sociais, que os maiores prêmios que a equipe de "Ainda Estou Aqui" poderia receber já haviam sido concedidos: o acolhimento do público e o legado que a obra deixa para a história do cinema brasileiro.

"A vitória já existe! A resistência tem sido gigante diante da indústria cinematográfica. Ainda Estou Aqui, de Walter Salles mostra ao mundo que não estamos brincando em serviço e a entrega é de qualidade", escreveu.

Legenda: Na trama, Fernanda Torres vive Eunice Paiva, símbolo da luta contra a ditadura militar
Foto: Divulgação

Na corrida pela estatueta, Ainda Estou Aqui ainda concorria ao prêmio de "Melhor Filme em Língua Não Inglesa". O vencedor desta categoria, no entanto, foi o francês Emilia Pérez. Concorriam ainda os filmes Tudo o que Imaginamos como Luz (Índia); A Garota da Agulha (Dinamarca); The Seed of the Sacred Fig (Alemanha) e Vermiglio (Itália).

Selton Mello, Fernanda Torres e Walter Sales

“Ainda Estou Aqui”

Selton Mello e Fernanda Torres
Foto: Divulgação

O filme que rendeu ao Brasil duas indicações no Globo de Ouro narra os momentos de dor e tensão da Ditadura Militar vividos pela família de Eunice Paiva (Torres), ao ver o seu marido, o ex-deputado Rubens Paiva (vivido por Selton Mello), ser levado pelos órgãos de repressão.

A obra, baseada no livro de Marcelo Rubens Paiva, filho de Rubens, resgata a trajetória de Eunice na luta por reparação após e durante o regime autoritário. O filme também emocionou os espectadores com a participação de Fernanda Montenegro, mãe de Fernanda Torres, que interpreta Eunice na fase idosa.

Um dos grandes sucessos de bilheteria no Brasil em 2024 – e ainda em cartaz –, o filme do diretor Walter Salles já foi visto por mais de 3 milhões de espectadores.


Legenda: Fernanda Montenegro concorreu ao mesmo prêmio que a filha há 25 anos; ela interpretou Dora em 'Central do Brasil'
Foto: Reprodução

O drama biográfico é a quarta obra cinematográfica do diretor indicada ao Globo de Ouro. O primeiro filme de Salles que obteve reconhecimento da premiação foi Central do Brasil (1998), estrelado pela mãe de Fernanda Torres, a atriz Fernanda Montenegro, que também concorreu ao prêmio de "Melhor Atriz em Filme de Drama" em 1999.

Na ocasião, o filme levou a estatueta de "Melhor Filme em Língua Não Inglesa", mas Fernanda perdeu a premiação para a atriz australiana Cate Blanchett, que concorria pela interpretação no filme Elisabeth.

Já em 2002, Abril Despedaçado, uma coprodução internacional, representou o Brasil na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. Em 2005, Walter Salles voltou a ser indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro pelo filme Diários de Motocicleta.

Diariodonordesteverde mares.com.

“Ainda Estou Aqui”: saiba onde assistir ao filme

Estrelado por Fernanda Torres e Selton Mello, filme brasileiro retrata vida de Eunice e Rubens Paiva

Nicoly Bastos da CNN06/01/2025 às 17:56 | Atualizado 06/01/2025 às 18:02

 
Cena de "Ainda Estou Aqui" • Divulgação


quarta-feira, 30 de outubro de 2024

Do Sertão para o mundo: o legado de Graciliano Ramos para a literatura

Notícias
25/10/2024 às 17:24

Vida e obra de um dos maiores ícones da literatura brasileira. Ascom Imprensa Oficial

Caroline Oliveira (sob supervisão)

Em 27 de outubro de 1892, nascia em Quebrangulo, no interior de Alagoas, Graciliano Ramos de Oliveira, um dos maiores escritores da literatura brasileira e um ícone do modernismo em nosso país. Filho de comerciantes, Graciliano alternou a vida entre o Nordeste e o Rio de Janeiro, atuou no jornalismo, na política e, ao mesmo tempo, desenvolveu-se como literato.

Conhecido por suas obras que retratam a vida no sertão nordestino, Graciliano se destacou pela profunda conexão com as questões sociais e culturais da região, enfrentando desde cedo as adversidades da pobreza e da seca.

Os primeiros anos de sua vida, entre 1899 e 1910, foram em Viçosa, onde cresceu de fato. O livro "Graciliano Ramos em Viçosa", que está disponível na livraria da Imprensa Oficial Graciliano Ramos, explora esse período de formação do autor. Escrito por Sidney Wanderley e Júlia Cunha, a obra aborda suas primeiras leituras, influências e experiências marcantes.

No prefácio, o escritor e jornalista cearense Xico de Sá ressalta: “o menino que se tornou o velho Graça tem sua substância fermentada em Viçosa, eternamente presente na arte e na existência.” Xico destaca também a importância da pesquisa de Wanderley, que, com sensibilidade, realiza uma “arqueologia poética” ao investigar os rastros de Graciliano, ampliando o retrato de sua existência para o mundo.

A carreira literária de Graciliano teve início com "Caetés" (1933), em que narra a história de Paulo, um jovem que retorna à sua terra natal após anos de ausência. Com um estilo seco e direto, a obra reflete a dura realidade do sertão. No entanto, foi com "Vidas Secas" (1938) que se consolidou como um dos grandes mestres da literatura brasileira. Este romance aborda a vida de uma família de retirantes, explorando temas como opressão e a luta pela sobrevivência.

Nos últimos anos de sua vida, Graciliano Ramos lançou Memórias do Cárcere", uma obra publicada em 1953, ano em que faleceu. O livro relata sobre suas experiências na prisão entre 1936 e 1937, durante o governo de Getúlio Vargas. Nele, o autor destaca as condições desumanas do cárcere e as injustiças enfrentadas pelos prisioneiros. A obra foi publicada sem seu último capítulo, já que Graciliano não conseguiu finalizá-la a tempo.

O legado de Graciliano Ramos vai muito além do seu tempo. Ao longo dos anos, se tornou um dos autores essenciais para entender as particularidades do Brasil, principalmente, do povo nordestino. Hoje, as obras escritas pelo Velho Graça são vistas como uma porta de entrada para debates sobre a condição social e humana.

Ascom Imprensa Oficial


A1 .com.br

Graciliano Ramos
Graciliano Ramos | Imagem: Reprodução

Livia Nolla
Cantora e Pesquisadora Musical

Música
10 livros de Graciliano Ramos no dia do seu aniversário

Graciliano é considerado um dos maiores nomes da literatura brasileira e o site da Novabrasil preparou uma lista com os 10 livros mais importantes do autor; confira

Graciliano Ramos | Imagem: Reprodução

Hoje, dia 27 de outubro, seria celebrado o aniversário de Graciliano Ramos, um dos maiores nomes da literatura brasileira de todos os tempos.

Para celebrar a data, preparamos uma lista com 10 importantes livros do autor, fazendo um mergulho na obra do alagoano.

Quem foi Graciliano Ramos?

“Os dados biográficos é que não posso arranjar, porque não tenho biografia. Nunca fui literato, até pouco tempo vivia na roça e negociava. Por infelicidade, virei prefeito no interior de Alagoas e escrevi uns relatórios que me desgraçaram. Veja o senhor como coisas aparentemente inofensivas inutilizam um cidadão. Depois que redigi esses infames relatórios, os jornais e o governo resolveram não me deixar em paz. Houve uma série de desastres: mudanças, intrigas, cargos públicos, hospital, coisas piores e três romances fabricados em situações horríveis – Caetés, publicado em 1933, S. Bernardo, em 1934, e Angústia, em 1936. Evidentemente, isso não dá uma biografia. Que hei de fazer? Eu devia enfeitar-me com algumas mentiras, mas talvez seja melhor deixá-las para romances.”

Este é um trecho de uma carta enviada, em novembro de 1937, por Graciliano Ramos ao tradutor argentino Raúl Navarro, para ser anexado a um conto em vias de publicação em Buenos Aires, chamado Cartas inéditas de Graciliano Ramos a seus tradutores argentinos Benjamín de Garay e Raúl Navarro.

Graciliano Ramos | Foto: Reprodução Site Oficial

Graciliano Ramos de Oliveira nasceu em Quebrangulo, Alagoas, primeiro de 16 irmãos em 1892. Em 1904, publicou o conto Pequeno Pedinte, no Dilúculo, jornal do Internato Alagoano, de Viçosa (Alagoas), onde estudava.

Nos anos que se seguiram, já em Maceió, redigiu o periódico quinzenal Echo Viçosense e publicou sonetos na revista carioca O Malho, sob alguns pseudônimos como Feliciano de Olivença e Soeiro Lobato.

Em1909, iniciou sua colaboração ao Jornal de Alagoas, onde publicou diversos textos sob vários pseudônimos, entre eles Soares de Almeida Cunha e Lambda, usado para trabalhos em prosa até 1913.

Quando completou 18 anos, passou a morar em Palmeira dos Índios (Alagoas) e deu sua primeira entrevista como escritor ao Jornal de Alagoas. Colaborou no Correio de Maceió, até que em 1914, mudou-se para o Rio de Janeiro para tentar a sorte na imprensa, trabalhando como revisor dos jornais cariocas Correio da Manhã, A Tarde e O Século, e colaborando para o jornal fluminense Paraíba do Sul e para o Jornal de Alagoas, assinando “R.O.” (Ramos de Oliveira). A compilação destes textos compõem sua obra póstuma Linhas Tortas.

Em 1915, o escritor retornou às pressas para Palmeira dos Índios por conta da morte de três irmãos e um sobrinho, vitimados pela epidemia de peste bubônica.

Neste mesmo ano, aos 23 anos de idade, Graciliano se casou com Maria Augusta de Barros, com quem teve quatro filhos. Maria morreu no parto de seu quarto filho, em 1920.

Depois de cinco anos sem publicação, Graciliano Ramos passou a colaborar com o semanário palmeirense O Índio, sob os pseudônimos J. Calisto, Anastácio Anacleto, J.C. e Lambda.

Trajetória Literária Graciliano Ramos | Foto: Reprodução Site Oficial

Em 1925, o autor começa a escrever Caetés, seu primeiro romance. Dois anos depois, foi eleito prefeito de Palmeira dos Índios, cargo que tomou posse em 1928, mesmo ano em que concluiu a escrita de Caetés.

Também no mesmo ano, aos 35 anos de idade, Graciliano se casou com Heloísa Leite de Medeiros, com quem teve mais quatro filhos (um deles morreu com poucos meses de vida).

Em 1929, o autor e então prefeito enviou ao governador de Alagoas o relatório de prestação de contas do município. O relatório, pela sua qualidade literária, chega às mãos de Augusto Frederico Schmidt, editor, que procura Graciliano Ramos para saber se ele tem outros escritos que possam ser publicados.

Em 1930, ele renuncia ao mandato de prefeito, muda-se para Maceió com a família, e é nomeado diretor da Imprensa Oficial de Alagoas, cargo que exerce até 1932.

Neste mesmo ano, começa a escrever – na sacristia da Igreja Matriz de Palmeira dos Índios – os primeiros capítulos de São Bernardo, romance concluído nesse mesmo ano.

Em 1933, o autor foi nomeado diretor da Instrução Pública de Alagoas, cargo equivalente a Secretário Estadual da Educação e contratado como redator do Jornal de Alagoas, onde publica vários trabalhos, entre eles Comandante dos Burros, Doutores e Mulheres, não publicados em livro.

Em 1933, publicou também o seu primeiro romance, Caetés, e, em 1934, São Bernardo, seu segundo livro.

O escritor era tão meticuloso, que chegava a comparecer à gráfica no momento em que o livro entrava no prelo, para checar se a revisão não havia interferido em seu texto.

Graciliano Ramos foi preso em Maceió após a Intentona Comunista de 1935 e levado para o Rio de Janeiro, onde ficou detido por 11 meses.

Em 1936, publicou Angústia, seu terceiro livro, que recebeu o Prêmio Lima Barreto, instituído pela Revista Acadêmica.

Em 1938, Graciliano Ramos publicou Vidas Secas, seu quarto e mais famoso romance.

No ano seguinte, foi nomeado Inspetor Federal de Ensino Secundário do Rio de Janeiro e publicou o livro infantil A Terra dos Meninos Pelados, que recebeu o Prêmio de Literatura Infantil do Ministério da Educação.

Em 1940, o escritor traduziu o livro Memórias de Um Negro, de Booker T. Washington, e publicou uma série de crônicas intituladas Quadros e Costumes do Nordeste, na Revista Cultura Política, material que viria a ser publicado sob o título Viventes das Alagoas.

Mais livros e últimos dias de Graciliano RamosFoto: Hélio Santos (Última Hora) – Arquivo Público do Estado de São Paulo

Em 1942, aos 50 anos, Ramos recebeu o Prêmio Felipe de Oliveira, pelo conjunto de sua obra, e publicou o romance Brandão Entre o Mar e o Amor, escrito em parceria com Jorge Amado, José Lins do Rego, Aníbal Machado e Rachel de Queiroz.

Em 1944, foi a vez do livro infanto-juvenil Histórias de Alexandre e no ano seguinte, do livro de memórias Infância e do livro de contos Dois Dedos.

No mesmo ano, o autor filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro, a convite de Luís Carlos Prestes, então Secretário Geral do partido.

Em 1946, publicou Histórias Incompletas, reunindo os contos Dois Dedos e Luciana, três capítulos de Vidas Secas e quatro de Infância.

No ano seguinte, publicou o livro de contos Insônia, seu sexto livro, e traduziu A Peste, romance de Albert Camus.

Em 1951, tornou-se Presidente da Associação Brasileira de Escritores e publicou Sete Histórias Verdadeiras, extraídas de Histórias de Alexandre.

No ano seguinte, 1952, Graciliano Ramos viajou pela União Soviética, Tchecoslováquia, França e Portugal. Foi operado, sem sucesso, por conta de um tumor no pulmão, que o levou a falecer meses depois, em março de 1953, aos 60 anos.

Depois de sua morte, sua esposa Heloísa Ramos publicou Memórias do Cárcere (1953), Viagem (crônicas, 1964), Linhas Tortas (crônicas, 1962), Viventes das Alagoas (1962) e Alexandre e outros Heróis (literatura infanto-juvenil, 1962), e Cartas (compilação da correspondência pessoal de Graciliano, 1982).

Ainda em 1962, Vidas Secas recebeu o Prêmio da Fundação William Faulkner, nos EUA, como livro representativo da Literatura Brasileira Contemporânea.

Em 2012, o jornalista Thiago Mio Salla organizou e lançou Garranchos, livro de textos inéditos de Graciliano Ramos.

10 livros de Graciliano Ramos

1 – Caetés (1933)

João Valério, o personagem principal, introvertido e fantasioso, apaixona-se por Luísa, mulher de Adrião, dono da firma comercial em que trabalha. O caso amoroso é denunciado por uma carta anônima, levando o marido traído ao suicídio. Arrependido, João Valério, afasta-se de Luísa, continuando, porém, como sócio da firma.


2 – S. Bernardo (1934) 
A história de Paulo Honório, um homem simples que, movido por uma ambição sem limites, acaba se transformando em um grande fazendeiro do sertão de Alagoas e casa-se com Madalena para conseguir um herdeiro. Incapaz de entender a forma humanitária pela qual a mulher vê o mundo, ele tenta anulá-la com seu autoritarismo. Com este personagem, Graciliano Ramos traça o perfil da vida e do caráter de um homem rude e egoísta, do jogo de poder e do vazio da solidão, em que não há espaço nem para a amizade, nem para o amor.

3 – Angústia (1936)

Ao longo das páginas do livro, o leitor depara-se com o narrador Luís da Silva, funcionário público e jornalista medíocre, que nutre ódio profundo pelo sistema que o inferioriza e oprime, aqui representado por Julião Tavares, moço rico, gordo, bem vestido e excessivamente falante, que, com seus agrados hipócritas, afasta Marina do amor do protagonista.

A angústia tecida desde as primeiras páginas anuncia a fatalidade inevitável e alimenta o envolvimento do leitor com a narrativa pontuada pelos horrores do ódio do narrador.

4 – Vidas Secas (1938)
Romance em que Graciliano alcança o máximo da expressão que vinha buscando em sua prosa. O que impulsiona os personagens é a seca, áspera e cruel, e paradoxalmente a ligação telúrica, afetiva, que expõe naqueles seres em retirada à procura de meios de sobrevivência e um futuro.

5 – Infância (1945) 

Autobiografia de Graciliano Ramos que prova ser possível uma obra somar os elementos pessoais com os sociais. Muito do que o autor confessa em suas memórias são problemas que afetaram não só a ele mesmo, mas também o seu meio. Sua dor é também a dor de nosso mundo.

Além disso, esse livro lida com elementos que nos fazem entender como base de todo o universo literário do autor. Nele vemos temáticas que vão povoar suas obras-primas: São Bernardo, Vidas secas e Angústia. O primeiro aspecto que chama a atenção é a descrição de Graciliano como uma criança oprimida e humilhada, pois é um ser fraco diante de adultos, mais fortes. Este é um dos cernes de sua visão de mundo: a opressão. Quem tem poder, naturalmente massacra, sufoca.

6 – Insônia (1947) 

Esta obra reúne treze contos, que trazem temas muito caros a Graciliano, como morte, envelhecimento e injustiça social.

Insônia mostra como o ser humano reage a situações diversas, revelando suas fragilidades e angústias. As histórias desta obra estão repletas de inquietudes existenciais que oferecem ao leitor a possibilidade de confrontar a própria realidade, acompanhado sempre do estilo que consagrou Graciliano Ramos como um dos maiores autores brasileiros, e que já é conhecido dos leitores: a economia vocabular, a secura emotiva e a precisão psicológica.

7 – Memórias do Cárcere (1953)

  

Testemunho de Graciliano Ramos sobre a prisão a que foi submetido durante o Estado Novo, uma narrativa contundente de quem foi torturado, viveu em porões imundos e sofreu privações provocadas por um regime ditatorial.

8 – Viagem (1954) 

Livro de contos que reafirma o compromisso de Graciliano com a justiça social, sem negociar sua liberdade literária. Um relato imprescindível de uma época de fortes paixões políticas e ideológicas, feito por um dos maiores escritores da Literatura Brasileira.

9 – Linhas Tortas (1962)

“Deve-se escrever da mesma maneira com que as lavadeiras lá de Alagoas fazem em seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.”
10 – Viventes das Alagoas (1962) 

Reunião de textos que misturam crônica, ensaio e ficção. Os textos híbridos que compõem este livro fazem parte das colaborações de Graciliano para a imprensa a partir de 1937. O livro traz ainda, em suas páginas finais, os relatórios redigidos por Graciliano quando prefeito de Palmeira dos Índios – AL. A linguagem burocrática e formal, característica desses documentos, é substituída por notas irônicas e sarcásticas, além de rasgos literários que simbolizam o ingresso de Graciliano na literatura.

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Conheça as 10 maiores obras de Jorge Amado



Arte e cultura


Sucessos que vão do livro à TV, ao teatro e ao cinema; confira especial do site da Novabrasil
Clarissa Sayumi - 29.10.2024 - 14:13
Foto: Acervo Casa de Jorge Amado.

Há quase 87 anos, em novembro de 1937, mais de 1,8 mil obras de literatura consideradas simpatizantes do comunismo serviram como combustível para uma grande fogueira que ardia na Cidade Baixa de Salvador a mando do Estado Novo de Getúlio Vargas.

Mais de 90% dos livros queimados foram escritos por um jovem baiano chamado Jorge Amado.

Apesar de ter se formado em direito, em 1935, nunca exerceu a profissão, e resolveu se dedicar à escrita e à militância política. Sua posição como comunista o levou ao exílio, entre 1941 e 1942, período em que viveu na Argentina e no Uruguai.

Ao retornar ao Brasil, em 1945, foi o deputado federal mais votado de São Paulo pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB). Contudo, com a ilegalização do PCB em 1947, Amado novamente se viu forçado ao exílio, desta vez na França e na então chamada Tchecoslováquia.

A partir daí, é possível entender por que suas obras, que abordavam temas como a vida dos trabalhadores da Bahia, as injustiças sociais e as tradições culturais locais, alimentaram o fogo do fatídico novembro de 37.

Conheça suas principais obras

1- Capitães da Areia (1937)


Este romance narra a comovente história de meninos pobres que moram num trapiche abandonado em Salvador. Uma das obras mais emblemáticas do escritor, vendeu mais de cinco milhões de cópias desde o seu lançamento.

Capitães da Areia, trata sobre a infância abandonada e permanece atual até hoje. Vivendo à margem das convenções sociais, esses meninos de rua foram transformados em heróis por Jorge Amado.
Divulgação

2- Gabriela, Cravo e Canela (1958)


Ambientada na Ilhéus da década de 1920, Gabriela, Cravo e Canela fala sobre os costumes provincianos da sociedade cacaueira. Como personagens, coronéis e jagunços, prostitutas e malandros, imigrantes e sinhazinhas envolvidos em manobras políticas e tramas de amor e crime.
Divulgação.

O romance entre o sírio Nacib e Gabriela, um dos mais sedutores personagens femininos criados por Jorge Amado, tem como pano de fundo a luta pela modernização de Ilhéus.

O romance esgotou as seis primeiras edições no primeiro ano de publicação, ganhou versões em 33 idiomas (é a obra do autor com maior número de traduções) e virou novela e filme.

3- Dona Flor e Seus Dois Maridos (1966)


Dona Flor e seus dois maridos conta a história de Florípedes Paiva, que foi casada com o boêmio Vadinho, com quem viveu uma paixão avassaladora. Com a morte do marido, Flor se casa com o farmacêutico Teodoro e encontra a paz, a segurança e o amor metódico. Um dia, Vadinho volta como um fantasma capaz de proporcionar todo o erotismo de novo à protagonista.

Esta também foi uma obra que ganhou vida na televisão, no teatro e no cinema.Divulgação.

4- A Morte e a Morte de Quincas Berro d’Água (1961)


Jorge Amado narra a história das várias mortes de Joaquim Soares da Cunha, vulgo Quincas Berro Dágua, cidadão exemplar que à certa altura da vida decide abandonar a família e a reputação para
 juntar-se à malandragem da cidade.Divulgação.

Algum tempo depois, Quincas é encontrado morto. Sua família faz de tudo para enterrá-lo com decência, mas, no velório, os amigos de farra aparecem e a partir daí o protagonista vai ao encontro de sua segunda morte.

5- Mar Morto (1936)


Jorge Amado tinha apenas 24 anos quando escreveu Mar morto, obra que retrata histórias da beira do cais da Bahia. Os pescadores vivem o destino traçado de sair para o mar e serem levados por Iemanjá. Até que um dia o médico Rodrigo e a professora Dulce, dois forasteiros, procuram despertar a consciência da população do cais contra o marasmo e a opressão.Divulgação.

6- Tieta do Agreste (1977)



O romance conta a história de Tieta, uma mulher que retorna à sua cidade natal após anos em São Paulo. Quando adolescente, é surrada pelo pai e expulsa de Santana do Agreste depois que sua irmã mais velha, Perpétua, delata suas aventuras eróticas. Mas, depois de mais de 20 anos, Tieta está de volta ao vilarejo, no interior da Bahia, rica e poderosa.Divulgação.


7- Teresa Batista Cansada de Guerra (1972)

Essa é a história da luta de uma mulher num mundo de sofrimento, miséria e violência. Primeiro quando fica órfã e é vendida pelo tio a um capitão. Um dia, mata o seu algoz, vai presa, passa por um convento, cai num bordel.Divulgação.

Em Aracaju, apaixona-se por Gereba, marítimo baiano que é casado. A partir daí, sua história de sofrimento é contada e entrelaçada com os encontros e desencontros com seu amado.

8- Os Subterrâneos da Liberdade (1954)


O romance Os Subterrâneos da Liberdade é uma trilogia composta por três livros: Os Ásperos Tempos, Agonia da Noite e A Luz no Túnel. A narrativa se inicia nas vésperas do golpe que instaurou a ditadura de Getúlio Vargas em 1937, explorando a dinâmica entre a elite e o proletariado brasileiro. Amado traça um painel da sociedade da época, repleto de histórias de amor, traição, corrupção e valentia.
Divulgação.

O autor mistura figuras históricas com personagens fictícios, descrevendo com maestria tanto as greves operárias quanto os banquetes da alta sociedade. A obra revela as negociatas escusas e os comícios populistas, além do trabalho clandestino dos militantes comunistas e a desinformação promovida pela censura na imprensa.

9- Seara Vermelha (1946)


Seara Vermelha narra a história de uma família de lavradores pobres que, expulsos de suas terras por um novo latifundiário, partem em direção ao sul. Durante a jornada pela caatinga, liderados pelo patriarca Jerônimo, muitos membros da família ficam pelo caminho. A segunda parte do livro foca nos três filhos de Jerônimo que deixaram casa antes do êxodo: Jão se torna soldado de polícia, José se transforma no temido cangaceiro Zé Trevoada e Juvêncio se engaja na luta revolucionária.
Divulgação.

A obra retrata eventos cruciais da história brasileira, como a Revolução Constitucionalista de 1932 e o Levante Comunista de 1935, além do cangaço e das revoltas místicas. Jorge Amado entrelaça figuras históricas com personagens fictícios, apresentando um painel da sociedade da época, repleto de histórias de amor, traição, corrupção e coragem.

10- Tenda dos Milagres (1969)


Tenda dos Milagres narra a história de Pedro Arcanjo, um estudioso que publica obras sobre o sincretismo cultural e genético da Bahia. Sua trajetória se complica quando ele se torna alvo da elite baiana, sendo perseguido e perdendo seu emprego, o que resulta em um silêncio forçado em torno de sua obra.Divulgação.

Jorge Amado utiliza a figura de Pedro para traçar um painel da cultura negra baiana e sua resistência à repressão violenta enfrentada nas primeiras décadas do século XX. A obra resgata e exalta manifestações culturais como o candomblé, a capoeira, os afoxés e o samba de roda, destacando a luta e a resiliência do povo baiano diante das adversidades.

Além dessas obras principais, Jorge Amado escreveu muitos outros romances e livros infantis que também merecem destaque, como “O País do Carnaval” (1930) e “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá” (1976). Sua literatura continua a influenciar gerações de leitores e artistas no Brasil e no mundo todo.

Mais sobre Jorge Amado

Jorge Amado de Faria, nasceu em 10 de agosto de 1912, na fazenda Auricídia, em Itabuna, Bahia. Sua infância foi marcada por tragédias familiares, incluindo o ferimento de seu pai em uma tocaia e a mudança da família para Ilhéus devido a uma epidemia de varíola. Alfabetizado por sua mãe, desde jovem, Amado demonstrou talento para a escrita, tornando-se repórter policial aos 14 anos.

Arquivo Pessoal.

Em 1931, publicou seu primeiro romance, O País do Carnaval, enquanto estudava Direito na Universidade do Rio de Janeiro. Influenciado por Rachel de Queiroz, aproximou-se do Partido Comunista e foi preso em 1942 por sua oposição ao governo de Getúlio Vargas.

Amado foi o quinto ocupante da cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras e recebeu diversos prêmios ao longo de sua carreira, incluindo o título de obá orolu no candomblé, que ele considerava um dos mais significativos. Faleceu em 6 de agosto de 2001, apenas quatro dias antes de completar 89 anos, deixando um legado literário que retrata as problemáticas da sociedade brasileira da época que continua atual como nunca.

Arte e Cultura

Especial: Poemas que viraram música; confira

Luiz Gonzaga

Descubra como grandes nomes da música brasileira transformaram a poesia em canções memoráveis; Luiz Gonzaga está na lista do site da Novabrasil
Clarissa Sayumi - 28.10.2024 - 13:20


Para o poema virar música só falta a melodia. Para a música virar poema é preciso um toque de silêncio. Quem é artista sabe que essa linha tênue pode ser elástica e fazer muita coisa bonita.

Na arte de musicar poemas, temos grandes nomes na música brasileira. Vem que a gente te mostra.

João Sobral e Clarice Lispector

João Sobral se inspirou nas obras de Clarice Lispector. O músico é conhecido por sua habilidade em transformar a profundidade emocional dos poemas em canções que capturam a essência da escrita da autora. Mais do que uma homenagem, é uma forma de trazer novos significados às palavras de Clarice, o que permite que um público mais amplo se conecte com a literatura de outras formas diferentes de ler.

Cid Campos e Augusto de Campos

Cid Campos é filho do poeta Augusto de Campos e tem se dedicado a musicar obras poéticas e dar vida às palavras de seu pai por meio da música. Em 2023, participou da FLIP, junto com Adriana Calcanhoto, em uma homenagem à figura icônica da literatura brasileira, Patrícia Galvão (PAGU).

Caetano Veloso

Caetano musicou o poema Circuladô de Fulô, composto por Haroldo de Campos na década de 1970.

Luiz Gonzaga

Patativa do Assaré é o criador do poema “A Triste Partida”, que ele também musicou e que foi gravado por Luiz Gonzaga em 1964. A letra retrata a jornada de uma família que, após perder todas as suas crenças, decide deixar a seca do Nordeste em busca de melhores condições em São Paulo, “para viver ou morrer”. Entretanto, essa decisão é acompanhada pela esperança de um dia retornar à sua terra natal.

Gal Costa

Na voz de Gal ficou marcada a canção “O Amor”, uma canção de Caetano Veloso e Ney Costa Santos, baseada no poema de Vladimir Maiakóvski, um dos maiores poetas russos modernos.

Fagner

Em 1981, o cantor musicou o poema “Fanatismo”, de Florbela Espanca, como abertura do seu álbum “Traduzir-se”. Essa canção teve um grande impacto na música popular brasileira e na trajetória de Fagner, tornando-se um dos seus principais sucessos. Posteriormente, Fagner musicou outro poema de Florbela, intitulado “Fumo”.

Paulo Diniz

O famoso poema “E Agora, José?”, de Carlos Drummond de Andrade, foi musicado por Paulo Diniz. A letra fala sobre a crise existencial que acontece após momentos de alegria, os sentimentos de solidão e vazio que tomam conta de um cidadão comum, o José.

Secos & Molhados

A banda teve mais de um poema musicado ou adaptado, como os de Vinicius de Moraes (Rosa de Hiroshima), Cortázar (Tercer Mundo), Fernando Pessoa (Não: Não Digas Nada) e Oswald de Andrade (O Hierofante). Algumas músicas até sofreram censura: Pasárgada, baseada no poema Vou-me Embora Pra Pasárgada, de Manuel Bandeira, e Tem Gente com Fome, versão de João Ricardo para poema de Solano Trindade.

Paulo Leminski
Foi na voz de Arnaldo Antunes que a canção “Luzes” repercutiu a poesia de Leminski. Como também aconteceu com “Verdura”, cantada por Caetano Veloso.

Chico Buarque

A obra Morte e Vida Severina inspirou um álbum inteiro do cantor Chico Buarque. A canção Funeral de Um Lavrador é uma das mais fiéis ao texto original, o que evidencia a força da poesia regionalista.

Alice Ruiz

Alice Ruiz escreveu “Quase Nada”, que virou música nas mãos e voz de Zeca Baleiro, assim como “Socorro”, musicada por Arnaldo Antunes.

Maria Bethânia

Uma profunda conexão entre música e poesia marca a arte de Maria Bethânia. Reconhecida por sua habilidade de interpretar e musicar poemas, frequentemente incorpora versos de poetas brasileiros também em seus shows.

Clarice Lispector

Que o Deus Venha é um poema de Clarice Lispector que foi musicado por Cazuza. Inicialmente, foi gravado pela cantora Cássia Eller, mas depois também ganhou versões de outros artistas, como Adriana Calcanhotto, Frejat e o próprio Cazuza.

Musicar poemas promove a literatura ao mesmo tempo em que enriquece o cenário musical, é uma nova maneira de experimentar poesia e permite que as palavras ganhem vida por meio da melodia.

sábado, 1 de junho de 2024

Mario Lago


Mario Lago

Reynaldo Nyaril Poesias

"Fiz o que quis e fiz com paixão.

Se a paixão estava errada, paciência. 

Não tenho frustrações, porque vivi como em um espetáculo. 

Não fiquei vendo a vida passar, sempre acompanhei o desfile."

"Mário Lago (1911-2002) foi um compositor, ator, poeta, radialista e advogado brasileiro. 

Entre suas músicas mais famosas estão 

"Ai que Saudades da Amélia"

 e "Atire a Primeira Pedra", 

feitas em parceria com Ataúlfo Alves.

A marcha carnavalesca 

"Aurora" 

que ficou famosa na voz de Carmem Miranda 

foi feita em parceria com Roberto Roberti

e "Nada Além"

feita em parceria com Custódio Mesquita famosa na voz de Orlando Silva.

Mario Lago atuou em várias novelas, entre elas, 

"O Casarão", 

"Pecado Capital" e

 "Brilhante".

Participou de peças de teatro e filmes como "Terra em Transe" de Glauber Rocha.

Militante político foi preso várias vezes.

Mário Lago (1911-2002) nasceu no Rio de Janeiro no dia 26 de novembro de 1911. 

Era filho único do maestro Antônio Lago e de Francisca Maria Vicência Croccia Lago. 

Desde cedo dedicou-se às letras, publicou seu primeiro poema aos 15 anos. 

Formou-se em Direito em 1933, exercendo a profissão por poucos meses. Foi casado com Zeli com quem teve sete filhos."

Fonte: ebiografia


quinta-feira, 24 de junho de 2021

terça-feira, 28 de abril de 2020

10 Coisas Que Você Utiliza E Talvez Não Saiba Que Foram Inventadas Por Mulheres


Nós, mulheres, já estamos acostumadas a lidar com as dificuldades encontradas no mercado de trabalho e no cotidiano em geral, simplesmente pela desigualdade de gênero. Por isso, é supreendente saber que invenções tão importantes e que usamos até hoje foram desenvolvidas por aquelas corajosas que, sem dúvida alguma, romperam os padrões da época em que viveram e deixaram um grande legado.

Utensílios como a seringa, o limpador de parabrisa, além da Kevlar (fibra resistente usada em coletes à prova de balas), entre tantas outras coisas, foram criadas por mulheres que estiveram à frente do seu tempo. E o Incrível.club reuniu algumas dessas criações. Não perca e se surpreenda com a lista a seguir!

10. Limpador de Parabrisa








Esse utensílio indispensável para garantir a boa visibilidade dos motoristas em dias de chuva foi criado e patenteado por Mary Anderson, em 1903, que teve a ideia depois de enfrentar uma viagem com muita neve pelo caminho e perceber a dificuldade que era manter os vidros limpos.

9. Filtro de café


Dona de casa, Melitta , estava inconformada com a limpeza difícil dos filtros de tecidos utilizados na época, e foi por isso que ela resolveu testar novas formas de passar o café. Após alguns testes, ela resolveu fazer furos em uma caneca de lata e usou um pedaço de papel do caderno do seu filho para filtrar o café, e não é que deu super certo? Ela registrou a patente em 1908 e logo iniciou o seu próprio negócio. Anos depois, durante a Primeira Guerra Mundial, a empresa enfrentou algumas dificuldades, mas conseguiu se reerguer. Melitta ainda mantinha uma preocupação com o bem-estar dos funcionários, tendo aumentado o período de férias, reduzido a jornada de trabalho, garantido bônus de Natal e criado um fundo social para eles. Hoje, a empresa continua firme sob o controle de familiares.

8. Seringa para injeções


A enfermeira americana, Letitia Mumford Geer, foi a responsável por criar a primeira seringa de acionamento por pistão (em 1899), que permitia o seu manuseio pelo médico com apenas uma mão. Sem dúvidas, essa foi uma inovação importante para a área da saúde e que se estendeu para muitos outros setores, além de servir de pontapé inicial para a seringa como conhecemos hoje.

7. Fraldas descartáveis



Marion  O'Brien Donovan foi a responsável por criar a primeira fralda descartável resistente a líquidos. A ideia surgiu logo depois da Segunda Guerra Mundial, período em que ela se dedicou profundamente a vida familiar e as atividades domésticas. Com uma máquina de costura e uma cortina de chuveiro ela chegou ao seu primeiro protótipo. Donovan ainda foi a responsável pelo uso de fechos plásticos no lugar de alfinetes nas fraldas, entre muitas outras invenções que lhe renderam a inclusão do seu nome no hall da fama dos inventores.

6. Máquina lava-louças



Josephine Cochran construiu a primeira máquina de lavar louças em 1886. Poucos anos depois, conseguiu despertar o interesse de empresários do setor de restaurantes durante uma feira em Chicago, porém a máquina só ganhou mais destaque por volta dos anos 50, período em que ficou mais acessível para parte da população. Josephine também entrou para o hall da fama dos inventores.

5. Banco Imobiliário


Edlizabeth J.Magie Philips ElizabethJ.Magie Phillips foi a criadora do banco imobiliário, um famoso jogo de tabuleiro. Inicialmente, a ideia do jogo era transmitir noções de economia e demonstrar como o sistema capitalista era prejudicial. O jogo, que foi patenteado em 1904, chegou a ser vendido como se fosse criação de Charles Darrow, menos mal é que após saber a verdadeira autoria, a empresa buscou maneiras de ressarcir Lizzie Magie, como era conhecida.

4. Bote salva-vidas


Após obter sucesso com a sua invenção capaz de acelerar a produção de barris, Maria Beasley resolveu criar um bote salva-vidas mais compacto, seguro, resistente ao fogo e de fácil manuseio. Foi então que em 1880 ela desenvolveu o novo design, o que ela não podia imaginar é que anos depois, seus botes salva-vidas ajudariam a salvar muita gente no naufrágio mais famoso do mundo — o Titanic.

3. Vidro invisível


Katharine Burr Blodgerrt foi a primeira mulher a conquistar um Ph.D. em física na Universidade de Cambridge, em 1926. Anos depois ela inventou o vidro de baixa reflectância (vidro invisível), que ajudou a melhorar a tecnologia das câmeras, microscópios e projetores da época. Sua tecnologia, inclusive, foi utilizada para a gravação do premiado filme E o Vento Levou.

2. Kevlar — fibra mega resistente



A química Stephanie Louise Kwolek foi a criadora de uma fibra extremamente resistente conhecida como Kevlar. Essa fibra pode apresentar até 5 vezes mais resistência que o aço e é usada na fabricação de coletes à prova de balas e em muitos outros produtos.

1. Conexão Wireless


A atriz e inventora Hedy Lamarr desenvolveu em parceria com o seu amigo, o compositor George Antheil, a tecnologia que ficou conhecida como a precursora do Wi-Fi. A ideia criada por eles permitia que torpedos fossem controlados a distância, além de impedir a sua interceptação pelos inimigos através da mudança de frequência. No entanto, na época, a Marinha dos Estados Unidos não quis colocar a invenção em prática, que só veio a ser utilizada muitos anos depois. Ainda bem que no final dos anos 90 a dupla recebeu um importante prêmio pelo seu feito e, em 2014, Lamarr entrou para o hall da fama de inventores.

Essas e muitas outras mulheres revolucionaram o mundo e são um exemplo de força, coragem e determinação!

INCRÍVEL. CLUB


quinta-feira, 16 de abril de 2020

Pedra Do Cachorro

 


Sou do nordeste e com orgulho

Belezas do nosso nordeste 
Pedra do cachorro no parque Nacional do Catimbau - Buíque - PE

quarta-feira, 4 de março de 2020

Artista Com Mais De 80 Anos Que Continuam Ativos


Sociedade



Relembre esses grandes profissionais desde quando começaram até hoje

por Ângela Oliveira

Além de lendas em suas áreas, essas personalidades continuam firme e fortes, atuando de forma brilhante, mesmo depois dos 80 anos. Na realidade, eles ficam melhores a cada dia, tendência natural de grandes artistas, que encaram sua profissão com seriedade.

Você vai se surpreender quando souber que esses excelentes profissionais já passaram dos 80, esbanjando energia, talento e muitas lições para seus fãs.

1. Silvio Santos

Crédito: Instagram @Programa Silvio Santos

Com 88 anos, esse ex-vendedor ambulante é hoje um dos maiores apresentadores da televisão brasileira, sendo também um grande empresário e filantropo. Nascido em 12 de dezembro de 1930, esbanja energia e jovialidade, com suas brincadeiras irreverentes e tão copiada risada, sempre com a participação do seu auditório.
Dono do Grupo Silvio Santos, detém o controle da TeleSena, Jequiti Cosméticos e, claro, do Sistema Brasileiro de Televisão, o SBT.

2. Fernanda Montenegro

Crédito: Divulgação/Globo

Com 89 anos, essa fera do teatro, cinema, rádio e televisão continua ativa e sempre brilhante, tendo nascido em 16 de outubro de 1929. Única atriz brasileira indicada ao Oscar por um filme nacional, o Central de Brasil, ela recebeu um Emmy Internacional por seu papel em Doce de Mãe, entre diversos outros prêmios.

Estreou na antiga TV Tupi, fazendo telenovelas, passando também pela Band, TV Cultura, Record e Globo, além de diversas peças teatrais e filmes renomados no cinema.

3. Eva Wilma
Crédito: Divulgação/Globo

Com 85 anos, Eva Wilma continua atuando de forma excelente, sendo também cantora e bailarina. Nasceu no dia 14 de dezembro de 1933 e, aos 14 anos, já dava aulas de balé, atuando quando mais velha em filmes nacionais e no palco do Teatro Municipal de São Paulo.

Depois ela partiu para voos mais altos. Passou pela TV Tupi e, depois de sua extinção, foi para a Globo, continuando suas grandiosas atuações em cinema e na televisão.

4. Nicette Bruno

Com 86 anos, nasceu no 7 de janeiro de 1933, sendo uma das maiores atrizes brasileiras. Imortalizando a querida Dona Benta, no Sítio do Pica Pau Amarelo, ela estreou no teatro, na peça Romeu e Julieta.

Pianista e bailarina, Nicette já recebeu muitos prêmios. Estreou na telinha em 1959, na extinta TV Continental, migrando para a Excelsior e em seguida para a Globo, onde protagonizou diversas novelas, fazendo participações também no cinema.

5. Nathália Timberg


Crédito: Divulgação/Globo

Com 89 anos, Nathália Timberg também estreou na TV Tupi, que acabou revelando grandes nomes da TV brasileira. Nascida em 5 de agosto de 1929, essa grande atriz participou de diversos filmes nacionais e telenovelas, marcando sua presença no cenário artístico nacional.

Também atuou no teatro, recebendo prêmios em todos os campos de atuação, passando por diversas emissoras de televisão.

6. Glória Menezes


Crédito: Divulgação/Globo

Com 84 anos, essa diva da televisão brasileira nasceu em 19 de outubro de 1934, participando da primeira telenovela que era transmitida diariamente da televisão brasileira, “2-5499 Ocupado”.

Interpretou inúmeros papéis, na TV e no cinema, com as mais diversas personalidades e marcou presença com a terrível Laurinha Albuquerque Figueroa, em “Rainha da Sucata”. Continua atuante na televisão, com uma vida ativa, digna de deixar o queixo de muito jovem caído.

7. Laura Cardoso


Crédito: Divulgação/Globo

Com 91 anos, a simpaticíssima Laura Cardoso nasceu no dia 13 de setembro de 1927, é uma das pioneiras na televisão nacional, iniciando sua carreira em 1952, na extinta TV Tupi, tendo participado de mais de 50 novelas e quase 30 longa metragens, até hoje.

É dona do título de Ordem do Mérito Cultura, entregue somente àqueles que contribuíram significantemente para a cultura do país. Também fez teatro, recebendo diversos prêmios ao longo da sua brilhante carreira.

8. Ary Fontoura
Crédito: Divulgação/Globo

Com 86 anos, nasceu no dia 27 de janeiro de 1933, protagonizando mais de 40 novelas, somente na Globo, além de trabalhar como diretor e ator no teatro, sua grande paixão.

Sua primeira participação na televisão foi em 1961, como ator na primeira série nacional, participando também de atividades circenses, como cantor e posteriormente na teledramaturgia. Participou também em mais de 20 filmes e diversas peças de teatro, além de programas infantis e humorísticos.

9. Tacísio Meira
Crédito: Divulgação/Globo

Com 83 anos, ele nasceu em 5 de outubro de 1935 e é casado com a atriz Glória Menezes. Pai do também ator Tarcísio Filho, esse é o casamento mais longo entre famosos na televisão brasileira, também conhecidos como casal 20.

O artista protagonizou filmes, novelas e peças teatrais com maestria, normalmente com o papel de galã ou um par romântico, muitas vezes encenado com a própria esposa.

10. Francisco Cuoco
Crédito: Divulgação/Globo

Com 85 anos, Francisco Cuoco nasceu no dia 29 de novembro de 1933 e teve fez sua primeira peça teatral como protagonista em 1961, com um personagem criado por Nelson Rodrigues.

Na televisão, começou pela TV Record, na novela Renúncia já como protagonista e galã, linha que seguiu durante quase toda a sua carreira. Fez também alguns filmes para a telona, mas sua agenda corrida de gravações nos estúdios de TV não permitiram muitos longas.

DicasOnine