Um conto - uma crônica
Todas as vezes que adentramos numa casa de cultura o nosso espírito se regozija e se enche de esperança.
Tomar conhecimento e compreender o pensar de homens que mudaram o mundo é um incentivo a que não desistamos de lutar pelo cultivo de boas sementes a germinarem idéias voltadas a novos rumos garantidores do efetivo respeito à concreção do princípio da dignidade da pessoa humana.
As pregações de homens santos aliadas às criações e descobertas de homens sábios suplantam as provas dos trucidadores de serem humanos e as dos enganadores de pessoas de boa fé. A mentira e o engodo jamais prevalecerão contra aquelas, porque, cedo ou tarde, a verdade será descoberta.
A essa hipótese liga-se a tragédia do holocausto de Katyn, mantida em segredo por trinta anos, embora, à época da Segunda Guerra Mundial, tenha sido decifrado por cientistas matemáticos de cérebros iluminados. Os interesses políticos ficaram acima do respeito às pessoas: de viver e de viver dignamente.
A corrente do bem encontra abrigo no espírito dos que estão preparados para ouvi-la, aceitá-la e difundi-la entre as nações. Os que não estão nem sempre a aceitam, o que torna mais complexa a sua entrada naquela corrente.
Essa hipótese ocorre quando o espírito vacila em tomar a decisão correta. Isso dificulta a sua compreensão, levando-a a seguir trilhas enganosas. A verdadeira atitude pode surgir através de uma luz enviada por um ente que o levará a decidir o que deve ou não fazer. Nesse momento, o espírito alegra-se, ao ser, finalmente, tocado pela visão da sabedoria.
Os sábios e pregadores são pessoas humildes, por entenderem os limites dos seus conhecimentos. Inúmeros textos do Evangelho apresentam a humildade como virtude indispensável para agradar a Deus.
Nossa Senhora de Fátima, mãe do Senhor, seguiu a mesma linha, ao escolher três humildes pastorinhos, Lúcia, Jacinta e Francisco, nascidos na pequena aldeia de Aljustrel, acerca de um quilômetro de Fátima, para transmitir ao mundo que a negação dos valores espirituais e a fúria ateísta da Primeira Guerra Mundial não estavam acima da sua mensagem de fé, de esperança de paz.Onélia Queiroga.
Escritora e Professora de Ciências Jurídicas
da Faculdade de Direito da UFPB.
Publicada no Jornal Correio da Paraiba.
Coluna Aos Domingos.
Caderno Cultura/Lazer.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Onélia Queiroga - Os Mensageiros Da Fé
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