terça-feira, 23 de novembro de 2010

Onaldo Queiroga - Hoje Comigo, Amanhã Contigo





Um conto-uma crônica

O planeta gira, as águas dos mares se movimentam, o dia chega, a noite vem e o relógio não pára, e assim caminhamos na trajetória da vida. A todo instante através de ações ou mesmo de omissões, interagimos com nossos semelhantes. O importante neste aspecto é termos a consciência de que sempre devemos buscar algo de positivo, não só para nós, mas também para nossos irmãos.

Costumamos ser egoístas e, na realidade, na grande maioria das vezes agimos sem nos dar conta dos estragos que podemos causar aos outros. Uma ação ou uma inércia nossa, pode muito bem provocar ingratidões. Pode gerar situações desconfortáveis, espalhar perseguições, ferir brutalmente corações amigos.

Por isso, antes de agirmos ou de covardemente nos omitirmos, devemos refletir pelo menos por uns dez segundos, procurar alcançar efetivamente os efeitos que podemos causar aos nossos semelhantes.

É preciso entender que se praticarmos o bem, indiscutivelmente, colheremos bons frutos, mas se o foco for voltado para atos que gerem algo de negativo a alguém, sem dúvida que, mais cedo ou mais tarde, experimentaremos o gosto amargo que impiedosamente obrigamos esse alguém a suportar.

O homem tem que compreender que no materialismo a felicidade mostra-se palpável, mas ao mesmo tempo frágil e facilmente devorada pelo monstro do consumismo, que hoje se apresenta mais feroz do que nunca. Cada um de nós tem participação fundamental na construção do futuro da humanidade. A solidariedade e o amor são pontos preponderantes para que o ser humano, no presente, prepare o seu futuro.

Não é a toa que há um dito popular que sentencia:
" Hoje comigo, amanhã contigo". Ora, é aquela velha história: nada melhor do que uma noite no meio e novo dia para recomeçar. Se pararmos um pouco, logo perceberemos que o mau que ontem fizemos a alguém hoje ou no futuro receberemos malfazejos na mesma moeda. Muitas vezes atravessamos situações difíceis e hipocritamente passamos a questionar até a Deus: o que fizemos para merecer tantas dificuldades?

É em momentos como esses, de extremas dificuldades, que o ser humano, ao invés de lançar lamentos ao ar, reclamar da sorte, deve sim, buscar no silêncio da sua própria alma a solução para proseguir na caminhada, pois todas as respostas que procuramos estão dentro de nós mesmos.

Emmanuel nos ensina: "Não olvides que a própria noite na Terra é uma pausa de esquecimento para que aprendamos a ciência do recomeço, em cada alvorada nova." E continua:" Não nos iludamos com respeito as nossas tarefas. Somos todos chamados pela Benção do Cristo a fazer luz no mundo das consciências - a começar de nós mesmos - dissipando as trevas do materialismo ao clarão da verdade, não pelo espírito da força, mas pela força do espírito, a expressar-se em serviço, fraternidade, entendimento e educação".

Onaldo Queiroga
Escritor e juiz de Direito.
Publicada no Jornal Correio da Paraíba.
Coluna: Opinião
Edição de sábado.

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