75 anos , médica
A sanitarista catarinense Zilda Arns viveu como santa e morreu como mártir.
No início do ano, foi ao Haiti para difundir os programas da Pastoral da Criança que evitam a morte e a subnutrição de 1,5 milhão de meninas e meninos por ano.
Suas técnicas eram tão eficientes quanto simples.
Contra a desidratação, Zilda Arns receitava 1 litro de água, duas colheres de açúcar e uma de sal.
Para combater a desnutrição, prescrevia uma farinha composta de grãos e folhas, a chamada multimistura.
As fórmulas não eram mágicas, mas sua capacidde de engajar pessoas, sim.
A Pastoral da Criança contava com 260.000 voluntários, quando sua criadora foi soterrada nos escombros da igreja na qual ensinava haitianos a cuidar de seus pequenos.
Zilda Arns sucumbiu ao terremoto que matou milhares de pobres. Até o último momento, esteve do lado deles. ( em Janeiro)
"O Brasil baixou a mortalidade infantil não só pela ação dos governos, mas pela devoção de Zilda Arns"
Fernando Henrique Cardoso,
Ex-presidente do Brasil.
Publicado na revista Veja
Edição de 29/12/2010
Página 136.
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