Paraíba
Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira
Quando a lama virou pedra
E mandacarú secou
Quando a ribaçã de sede
Bateu asas e voou
Foi aí que vim embora
Carregando a minha dor
Hoje eu mando um abraço
Pra ti pequenina
Paraíba masculina
Mulher macho sim senhor
Eta, pau pereira
Que em princesa já roncou
Eta, Paraíba, mulher macho sim senhor
Eta pau pereira
Meu bodoque não quebrou
Hoje eu mando um abraço pra ti pequenina
Paraíba masculina
Mulher macho sim senhor.
Pastorinhas
João de Barros/Noel Rosa/Braguinha
A estrela D'alva no céu desponta
E a lua anda tonta com tamanho esplendor
E as pastorinhas, pra consolo da lua
Vão cantando na rua lindos versos de amor.
Linda pastora morena da cor de Madalena
Tu não tem pena de mim que vivo tonto com o seu olhar
Linda criança, tu não me sai da lembrança
Meu coração não se cansa de sempre e sempre te amar.
Paraíba, Meu Amor
Chico César
Paraíba meu amor
Eu estava de saída
Mas eu vou ficar
Não quero chorar
O choro da despedida
O acaso da minha vida
Um dado não abolirá
Pois seguirás bem dentro de mim
Como um São João sem fim
Queimando o sertão
E a fogueirinha é lanterna de laser
Ilumina o festejo do meu coração.
Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores
Geraldo Vandré
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção.
Vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer
Vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer
Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões,
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão.
Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam antigas lições
De morrer pela pátria e viver sem razão.
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não!
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição.
Pra Você
Sílvio César
Pra você eu guardei
Um amor infinito
Pra você procurei
O lugar mais bonito
Pra você eu sonhei
O meu sonho de paz.
Pra você me guardei
Demais
Se você não voltar
O que faço da vida?
Não sei mais procurar
A alegria perdida.
Eu não sei nem por que
Terminou tudo assim
Ah! se eu fosse você
Eu voltava pra mim!
Prelúdio Para Ninar Gente Grande
Luiz Vieira
Quando estou nos braços teus,
Sinto o mundo bocejar
Quando estais nos braços meus
Sinto a vida descansar
No calor do teu carinho
Sou menino, passarinho,
Com vontade de voar
Sou menino, passarinho,
Com vontade de voar
Paz Do Meu Amor
Luiz Vieira
Você é isso, uma beleza imensa
Toda a recompensa
De um amor sem fim
Você é isso
Uma nuvem calma
No céu de minh'alma
É ternura em mim
Você é isso
Estrela matutina
Luz que descortina
Um mundo encantador
Você é isso
Parto de ternura
Lágrima que é pura
Paz do meu amor.
Prece Ao Vento
Gilvan Chaves/F. L.C.Cascudo/Alcir Pires
Vento que balança as palhas do coqueiro
Vento que encrespa as ondas do mar
Vento que assanha os cabelos da morena
Me traz notícias de lá.
Vento que assobia nos telhados
Chamando para a lua espiar
Vento que na beira lá da praça
Escutava meu amor a cantar
Hoje estou sozinho e tu também
Triste me lembrando do meu bem
Vento, diga por favor
Aonde se escondeu o meu amor.
Porto Solidão
Jessé
Se um veleiro repousasse
Na palma da minha mão
Sopraria com sentimento
E deixaria seguir sempre
Rumo ao meu coração, meu coração
A calma de um mar
Que guarda tamanhos segredos
De versos naufragados e sem tempo.
Rimas e ventos e velas
Vida que vem e que vai
A solidão que fica e entra
Me arremessando contra o cais.
Palpite Infeliz
Noel Rosa
Quem é você que não sabe o que diz
Meu Deus do Céu, que palpite infeliz
Salve Estácio, Salgueiro e Mangueira
Osvaldo Cruz e Matriz
Que sempre souberam muito bem
Que a vila não quer abafar ninguém
Só quer mostrar que faz samba também.
Fazer poemas lá na vila é um brinquedo
Ao som do samba dança até o arvoredo
Eu já chamei você pra ver
Você não veio porque não quiz
Quem é você que não sabe o que diz?
A vila é uma cidade independente
Que tira samba mas não quer tirar patente
Pra que ligar a quem não sabe
Onde tem o seu nariz?
Quem é você que não sabe o que diz?
Poema do Adeus
Luiz Antonio
E então eu fiz um bem
Dos males que passei
Fiz do amor uma saudade de você
E nunca mais amei
Deixei nos olhos teus
Meu último olhar
E ao bem do amor
Eu disse adeus
Caminho o meu caminho
E nos lugares que passei
As pedras do caminho
São pranto que chorei
Escondo em minhas mãos
Carinhos que eram teus
E guardo tua voz
No poema do adeus.
Pisando Corações
Antenógenes Silva/Ernani Campos
Quando eu te vi naquela noite enluarada
Minha impressão era que tu fosse uma fada
Fugida do seu reinado
Vinda de um mundo encantado
Agora sei que a hipocrisia é sortilégio
Que afivelas, como máscara ao teu rosto
E que o teu sorriso encantador
É taça de veneno em formato de flor.
Tu passaste a vida a sorrir
Pisando corações, indiferente, a rir
Agora voltarás, e então, hás de sofrer
Por tudo que fizestes aos outros padecer.
Pedras Que Cantam
Dominguinhos/Fausto Nilo
Quem é rico mora na praia
Mas quem trabalha nem tem onde morar
Quem não chora dorme com fome
Mas quem tem nome joga prata no ar
Ô tempo duro no ambiente
Ô tempo escuro na memória
O tempo é quente se o dragão é voraz
Vamos embora de repente
Vamos embora sem demora
Vamos pra frente que pra trás não dá mais
Pra ser feliz num lugar
Pra sorrir e cantar
Tanta coisa a gente inventa
Mas no dia em que a poesia se arrebenta
É que as pedras vão cantar.
Luiz Antonio
E então eu fiz um bem
Dos males que passei
Fiz do amor uma saudade de você
E nunca mais amei
Deixei nos olhos teus
Meu último olhar
E ao bem do amor
Eu disse adeus
Caminho o meu caminho
E nos lugares que passei
As pedras do caminho
São pranto que chorei
Escondo em minhas mãos
Carinhos que eram teus
E guardo tua voz
No poema do adeus.
Pisando Corações
Antenógenes Silva/Ernani Campos
Quando eu te vi naquela noite enluarada
Minha impressão era que tu fosse uma fada
Fugida do seu reinado
Vinda de um mundo encantado
Agora sei que a hipocrisia é sortilégio
Que afivelas, como máscara ao teu rosto
E que o teu sorriso encantador
É taça de veneno em formato de flor.
Tu passaste a vida a sorrir
Pisando corações, indiferente, a rir
Agora voltarás, e então, hás de sofrer
Por tudo que fizestes aos outros padecer.
Pedras Que Cantam
Dominguinhos/Fausto Nilo
Quem é rico mora na praia
Mas quem trabalha nem tem onde morar
Quem não chora dorme com fome
Mas quem tem nome joga prata no ar
Ô tempo duro no ambiente
Ô tempo escuro na memória
O tempo é quente se o dragão é voraz
Vamos embora de repente
Vamos embora sem demora
Vamos pra frente que pra trás não dá mais
Pra ser feliz num lugar
Pra sorrir e cantar
Tanta coisa a gente inventa
Mas no dia em que a poesia se arrebenta
É que as pedras vão cantar.
Ilce Marinho

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