terça-feira, 7 de junho de 2011

Letras De Músicas Para Recordar - R

Risque
Ari Barroso

Risque meu nome do seu caderno
Pois não suporto o inferno
Do nosso amor fracassado.

Deixe que eu siga novos caminhos
Em busca de outros carinhos
Matemos nosso passado

Mas se algum dia, talvez
A saudade apertar
Não se pertube
Afogue a saudade
Nos copos de um bar.

Creia toda a quimera se esfuma,
Como a brancura da espuma
Que se desmancha na areia.

Romaria
Renato Teixeira

É de sonho, é de pó
O destino de um só
Feito eu perdido em pensamento
Sobre o meu cavalo
É de laço e de nó
De gibeira o jiló
Dessa vida cumprida a sol.

Sou caipira, Pirapora,
Nossa Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida.

O meu pai foi peão
Minha mãe solidão
Meus irmãos perderam-se na vida
À custa de aventuras
Descansei, joguei, investi, desisti,
Se há sorte, eu não sei, nunca vi.

Sou caipira, Pirapora,
Nossa Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida.

Me disseram, porém,
Que eu viesse aqui
Pra pedir de romaria e prece
Paz nos desaventos
Como eu não sei rezar
Só queria mostrar
Meu olhar, meu lhar, meu olhar.

Sou caipira, Pirapora,
Nossa Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida.

Regra Três
Toquinho/Vinicius de Morais

Tantas você fez, que ela cansou porque você rapaz
Abusou da regra três, onde menos vale mais.

Da primeira vez ela chorou, mas resolveu ficar.
É que os momentos felizes tinham deixado raizes
No seu penar
Depois perdeu a esperança, porque o perdão também cansa
De perdoar.

Tem sempre o dia em que a casa cai,
Pois vai curtir seu deserto vai
Mas deixa a lâmpada acesa
Se algum dia a tristeza quiser entrar
E uma bebida por perto porque você pode
Estar certo que vai chorar.

Riacho Do Navio
Luiz Gonzaga

Riacho do navio corre pro Pajeú
O rio Pajeú vai despejar no São Francisco
O rio São Francisco vai bater no meio do mar
O rio São Francisco vai bater no meio do mar

Ah! Se eu fosse um peixe ao contrário do rio
Nadava contra as águas e nesse desafio
Saía lá do mar pro Riacho do navio
Saía lá do mar pro Riacho do navio

Pra ver o meu brejinho, fazer umas caçadas
Ver as "pegas" de boi, andar nas vaquejadas
Dormir ao som do chocalho e acordar com a passarada
Sem rádio e sem notícia da terra civilizada
Sem rádio e sem notícia da terra civilizada

Revelação
Clôdo/Clesio

Um dia vestido
De saudade viva
Faz ressuscitar
Casas mal vividas
Camas repartidas
Faz se revelar

Quando a gente tenta
De toda maneira
Dele se guardar
Sentimento ilhado
Morto e amordaçado
Volta a incomodar

Ilce Marinho

Nenhum comentário:

Postar um comentário