Travessia
Milton Nascimento
Quando você foi embora
Fez-se noite em meu viver
Forte eu sou, mas não tem jeito
Hoje eu tenho que chorar
Minha casa não é minha
E nem é meu este lugar
Estou só e não resisto
Muito tenho pra falar
Solto a voz nas estradas
Já não quero parar
Meu caminho é de pedra
Como posso sonhar?
Sonho feito de brisa
Vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto
Vou querer me matar.
Vou seguindo pela vida
Me esquecendo de você
Já não quero mais a morte
Tenho muito que viver
Vou querer amar de novo
E se não der não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço
Com o meu braço meu viver.
Tudo De Mim
E.Gouveia/Jair Amorim
De que é feito afinal
Este seu coração
E que espécie de amor
Você deseja dar
Se me humilho demais
Me abaixo até o chão
E ainda fico a dever
Sem me contentar
O que mais quer você
Se tudo já lhe dei
E o que resta de mim
Sorrindo lhe entreguei
Se do pranto do olhar
Nem mesmo tenho mais
Uma gota sequer para chorar
Só minha vida eu não lhe dou
Como lhe dar se morto estou.
Tristeza Do Jeca
Argelino de Oliveira
Eu nasci naquela serra,
Num ranchinho a beira chão
Todo cheio de buraco
Onde a lua faz clarão
Quando chega a madrugada,
Lá no mato a passarada
Principia o barulhão.
Nessa viola eu canto, eu gemo de verdade
Cada toada representa uma saudade
Nestes versos tão singelos,
Minha bela, meu amor
Pra você quero contar o
Meu sofrer e a minha dor
Eu sou como o sabiá
Que quando canta é de tristeza
Desde o galho onde ele está.
Lá no mato tudo é triste
Desde o jeito de falar
Quando riscam na viola
Dá vontade de chorar
Num tem nem quem cante alegre
Tudo vive padecendo
Cantando pra aliviar
Vou parar com a minha viola
Já não posso mais cantar
Pois o Jeca quando canta
Tem vontade de chorar
E o choro que vai saindo
Devagar vai se sumindo
Como as águas vão pro mar.
Ilce Marinho
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Letras De Músicas Para Recordar - T
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