sábado, 4 de junho de 2011

Rubens Nóbrega - Verdades E Mentiras - 4 - A Pantomima Da Bolinha De Papel


um conto - uma crônica

Eu não votaria em Dilma de jeito ou maneira nenhuma se ela fosse capaz de enganar o eleitor assinando compromisso em cartório de cumprir mandato até o final para, dois anos depois, quebrar a palavra e se candidatar a outro cargo.

Eu não votaria em Dilma se ela insultasse a minha inteligência e a de todos os eleitores do Brasil simulando ferimento depois de levar uma bolinha de papel na careca.

Eu não votaria em Dilma se ela protagonizasse tamanha e tão ridícula farsa, semelhante aquela do goleiro chileno no Maracanã, e torceria para que ela fosse banida da política, tal e qual Rojas foi banido do futebol.

Eu não votaria em Dilma Rousseff se ela fosse José Serra ou parecida com ele e fizesse o que ele fez em 2002, quando enfrentou Lula e tentou ganhar espalhando o medo entre brasileiros e brasileiras.

Eu não voltaria em Dilma Rousseff se ela fosse José Serra ou parecida com ele e hoje tentasse ganhar espalhando mentiras capazes de despertar o ódio dos incautos contra o adversário.

Mas Dilma não é Serra, para felicidade da maioria que até aqui está acreditando, apostando e votando nela para elegê-la a primeira mulher presidente do Brasil.

Por essas e outras, sinto que nesta campanha vai se confirmar a profecia de Leonardo Boff: se antes, com Lula, a esperança venceu o medo; agora, com Dilma, a verdade vencerá a mentira.

Rubens Nóbrega
Jornalista

Publicada no Jornal Correio da Paraíba.
Edição 24/10/2010.

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