Cantinho da paz
Sara Maria Binatti dos Anjos.
Sou uma pessoa comum. Fui criada com princípios morais comuns.
Quando criança, ladrões tinhan a aparência de ladrões e nossa única preocupação em relação à segurança era a de que os "lanterninhas" dos cinemas nos expulsassem devido às batidas com os pés no chão quando uma determinada música era tocada no início dos filmes, nas matines de domingo.
Mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades presumidas, dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos, e/ou mais velhos, mais afetos.
Inimaginável responder deseducadamente a policiais, mestres, idosos, autoridades. Confiávamos nos adultos porque todos eram pais/mães de todas as crianças da rua, do bairro, da cidade.
Tínhamos medo apenas do escuro, de sapos, de filmes de terror.
Ouvindo o jornal da noite, deu-me uma tristeza infinita por tudo que perdemos.
Por tudo o que meu filho precisa temer.
Pelo medo no olhar de crianças, jovens, velhos e adultos.
Matar os pais, os avós, violentar crianças, sequestrar jovens, roubar, enganar, passar a perna, tudo virou banalidades de notícias policiais, esquecidas após o primeiro intervalo comercial.
Agentes de trânsito multando infratores são exploradores, funcionários de indústrias de multas. Policiais em blitz são abusos de autoridade.
Regalias em presídios são matérias votadas em reuniões.
Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos. Não levar vantagem é ser otário.
Autoria: Sara Maria Binatti dos Anjos
Colaboração de
Brígida Brito
Médica, e terapeuta de regressão.
Publicada no Jornal Correio da Paraíba
Com o Título :" Quero de volta 1"
Coluna: Espaço do ser
Caderno: Cultura/Lazer
continua...
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Brígida Brito - Reflexões
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