um conto - uma crônica
Cada vez que pensamos, refletimos, ou meditamos inspirados na prece "Pai Nosso", ditada por Jesus como ensinamento acerca de "como deveríamos orar", aumenta-nos a admiração pela grandeza da mensagem nela contida.
É bom lembrar que esta "receita" para a prece, do maior mestre de todos os tempos, se refere a um modelo exemplar de palavras, expressões e sentimentos capazes de nos aproximar de Deus, da Criação e de sua Inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas. Pai Nosso! - "Universo pai", infinito e belo, em que nos inserimos como deuses de um mesmo Deus! Que estais no céu, no cosmo, e em todos os lugares criados por Vós. Santificado, reverenciado, respeitado e eivado de fé, seja qualquer pensamento ou menção ao Vosso nome.
Venham a nós o Vosso Reino, e a imagem de tudo o que criaste no mundo vegetal, animal, mineral e no espaço sideral. Imagem que nos promova sempre a lembrança de Vossa perfeição e grandeza infinitas.
Seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no céu, em qualquer parte deste e de outros mundos, perante a qual tenhamos a sabedoria da resignação e da compreensão de nossa insignificância diante dos destinos da vida que nos foi dada, e que não podemos mudar.
Que o pão nosso de cada dia nos alimente o corpo, e a nossa consciência sobre a importância da Natureza, do meio ambiente, a que devemos respeitar, cuidar e preservar.
Perdoai as nossas dívidas, na exata medida com que soubermos perdoar a quem nos tem ofendido, pois, para isso, é necessário que façamos aos outros só aquilo que gostaríamos que nos fizessem. E que estejamos vigilantes para não cairmos nas armadilhas das ilusões, que nos levam a desacertos e inconsequências provocados pelas tentações mundanas.
Somente assim contornaremos o mal com o sábio discernimento que nos fará entender que os fatos que nos parecem maus são sempre mal interpretados. Com a sabedoria para enxergar que tudo é consequência do cumprimento da Lei Maior, do carma coletivo, a própria natureza humana e do estágio evolutivo de seres que surgiram na Terra há tão poucos milênios... e que ainda têm muito o que aprender colhendo o que semeiam.
Foi da inexorabilidade desta colheita, sob a Lei de Causa e Efeito, que Jesus tanto nos falou. E assim seja.
Germano RomeroArquiteto.
Publicado no jornal Correio da ParaíbaEdição de 30/03/2012Coluna Opinião.
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