quarta-feira, 6 de junho de 2012

Estevam Fernandes - Os Contrastes


mensagem de fé com Estevam Fernandes 
A vida é feita de contrastes. Ela é como uma mesa com sabores não apenas variados e diferentes, mas antagônicos também.



Na verdade, os contrastes fazem partes da nossa vida. Assim é o nosso cotidiano: um encontro de contradições, uma grande encruzilhada;mel e fel sobre a mesma mesa - ora doce, ora amargo, e não raro doce e amargo ao mesmo tempo. Com frequência, há oscilação entre alegria e tristeza, esperança e desespero, prazer e dor. São essas alternâncias que melhor refletem o fluxo da nossa existência.



Vista por este prisma, a vida parece uma grande incoerência, uma insensatez. Por que temos que conviver com tantos contrastes? Se Deus pode transformar o amargo em doçura, por que temos que experimentar o fel?No entanto, Deus o quer assim: o equilíbrio na diversidade.



Jesus também experimentou o mel e o fel. Ele percorreu caminhos parecidos com os nossos. Deus quis assim! Fez do Seu Filho não somente o padrão, mas também o sentido da nossa existência.



Os contrastes da vida possuem sua dimensão pedagógica. Logo, Deus tem Suas razões ao permitir que provemos de palavras tão díspares: a doçura do mel e o amargo do fel. Primeiro, por uma necessidade de contraste. A enfermidade nos faz valorizar a saúde, a prisão, a liberdade; a escassez, a abundância. Assim, o mel torna mais amargo o fel; e o fel, mais doce o mel.



Uma segunda vantagem na diversidade dos sabores da vida, é que sendo feita de mel e fel, ela se constitui uma encruzilhada diante da qual somos levados a escolher caminhos.Vida é opção.O homem é responsável pelas escolhas que faz, e não Deus. O Senhor põ em nossas mãos a receita certa: aceitá-la ou rejeitá-la é uma decisão nossa.



Na vida humana, o fel vem de dentro do homem, é produzido pelo próprio homem com seus pensamentos negativos, sentimentos mesquinhos e atitudes danosas à vida. Então, o coração se transforma numa bolsa de fel, qual o fígado segregando bílis.



Conhecedor da interioridade humana, Jesus afirmou: Do coração procedem os maus pensamentos... São essas coisas que contaminam o homem (Mt.15.18,19).O ser humano precisa drenar o seu coração. Purificá-lo dos resíduos amargos que o impedem de sentir a doçura do mel, pois a vida é um presente de Deus. Para drenar o coração, é preciso saber escolher entre o mel e o fel, entre o doce e o amargo. Esse equilíbrio é que ´dará a dose exata do sabor da vida. Eis a grande encruzilhada da nossa existência!

 Estevam Fernandes de Oliveira.
Pastor da 1ª Igreja Batista.

Publicada no Jornal Correio da Paraíba


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