Muitas vezes convivemos com pessoas extremamente negativistas. Para elas nada presta, tudo vai dar errado, dia e noite conduzem o mal humor, são pessoas que derrubam qualquer instante de felicidade. Diante dessa situação, ou persuadimos o negativista, levando-o para as fileiras do bom humor, ou, então, só resta nos afastarmos dele, pois sua carga negativa pode nos afetar.
O homem tem a felicidade nas mãos, mas, incompreensivelmente, procura caminhos que o levam a dor. Quantas pessoas cheias de saúde, com dinheiro no bolso, carro e um bom ciclo de amizade continuam a todo instante a reclamar da vida? São muitas. Mas também existem exemplos de pessoas que mesmo portadoras de doenças incuráveis, nunca se deixaram levar pela tristeza, pelo contrário, trazem consigo sempre o sorriso no rosto, a alegria de poder viver cada momento, de sentir o calor do sol, de ouvir o canto dos pássaros, o som da chuva, os murmúrios das ondas do mar.
Na minha caminhada aprendi que o importante é que se há algo bom na vida, esse algo é sorrir. Sorrir é expressão de felicidade, de uma pessoa leve, de bem consigo e com a própria vida.Quando sorrimos levamos a todos aqueles que nos circundam, o amor e a paz. O sorriso é uma espécie de elixir, um santo remédio que transforma nosso espírito, espalhando alívio para o corpo inteiro, causando relaxamento mental e muscular.
Quem conduz em seu rosto um eterno sorriso é, sem dúvida, um ser abençoado. A vida é tão curta, tudo passa tão rápido, então, por que relutamos tanto sorrir? Não compreendo como alguém assiste filmes de terror, pois é enorme sua carga negativa, que impõe medo e estresse. Um dia desses fui testar: assisti um filme onde havia um psicopata com uma serra elétrica matando fria e violentamente as pessoas. Logo fiquei estressado. Qual a vantagem de assistir um filme desse tipo? Ao término senti meu corpo fadigado, a mente cansada, o espírito revoltado e triste. Então, resolvi assistir um filme de comédia, queria fazer um paralelo, perceber os efeitos do riso. Quando saí da sala do cinema, de tanto sorrir, pude, no final, sentir meu corpo e a minha mente, ambos leves. Fiquei mais susceptível à prática de atos solidários, me vi mais amável e senti que a paz reinava no meu âmago.
Devemos, por outro lado, é claro, termos cuidado com os falsos risos, mas desse não quero falar agora, quero lembrar que o sorriso é remédio de corpo e da alma, pois não podemos esquecer que é preciso sorrir mesmo que no fundo da alma haja dor, pois é sorrindo que se espanta a tristeza e que proporcionaremos aos amigos a felicidade de nos ver sempre feliz.
Onaldo Queiroga
Escritor e Juiz de Direito.
Publicada no Jornal Correio da Paraíba.Coluna: OpiniãoEdição de sábado.
16/06/2012

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