João Pessoa
Foto: Diego Nóbrega
A Coluna de hoje é um breve convite à reflexão. Abrange o morador da cidade das acácias, a maior e mais rica do Estado, ao habitante de São Sebastião da Lagoa de Roça, onde pequenos criadores de aves se valem do cooperativismo para tirar o sustento da família, arranjar meio de vida e embalar tímidos sonhos da janela da sala.
Nenhuma outra data no calendário tem o poder de nivelar empresários, funcionários públicos e profissionais liberais a rústicos empreendedores, pescadores, donas-de-casa, operários e lavradores. É na eleição que os sujeitos se igualam, independentes de classe, nível de ensino e poder aquisitivo.
São esses cidadãos, ricos ou pobres, desvalidos ou poderosos, famosos ou anônimos, que, no cotidiano de suas lidas, edificam, dão forma, cara e corpo na cidade em que vivem e transpiram do suor do rosto as suas melhores esperanças. Por isso, é na municipalidade que se concentra a alma da cidadania.
A cidade é o ponto inicial e máximo de encontro da vida pública - concentrada nas ações de governo e atividade parlamentar - com a vida privada - representada pelas histórias, perspectivas e anseios individuais. É exatamente nesse lugar onde as verdades aparecem, sem máscaras e distâncias, bem no epicentro do olhar dos munícipes.
Esse espaço, portanto sagrado, deve ser preservado. Nele pisamos, ascendemos, tocamos e sentimos seus poros. Porque nele está nosso irrequieto e instintivo desejo de superação. Assim, a melhor e mais justa forma de ararmos esse solo hoje é plantando a semente da consciência para germinar uma flor, cuja essência e viço possam colorir vidas, perfumar sonhos e fertilizar o nosso pequeno grande jardim chamado cidade.
Heron Cid
Jornalista e reporter político da Rede Correio SAT de Rádio, do programa Debate e da Rádio CBN João Pessoa
Publicado no jornal Correio da Paraíba
Caderno Política
Edição de domingo 07/10/2012
Nenhum comentário:
Postar um comentário