sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Onaldo Queiroga - 2013


um conto - uma crônica

A mídia notificou diversas profecias apocalípticas para 2012. Estudiosos comentavam sobre o Livro Perdido de Nostradamus e lançavam previsões sobre o fim de velhos paradigmas e um novo começo a partir de 2012. Os monges tibetanos sinalizavam o fim dos dias para 2012. Outros estudiosos indicavam a existência de um Código da Bíblia que sinalizava o fim dos tempos no ano de 2012. Já o TimewaveZero e a Profecia Hopi, como a Cosmologia Maia, apontavam o nosso fim para o dia 21 de dezembro de 2012, mas, pelo que observamos, essa data ficou para trás e até o momento nada mudou.

E agora? Bom, agora é descortinar 2013, entrar nesse novo ano com o pé direito, pois inegavelmente vivemos tempos difíceis, de antagonismos, da busca da felicidade no reino do materialismo. Nada sabemos sobre o nosso futuro, mas temos conhecimento que a natureza vem sendo devastada pelo homem, que pouco faz pela sustentabilidade do planeta e, consequentemente, coloca em risco a sua própria existência.

O incrédulo homem se intitula inteligente, mas entrega-se e se deixa dominar pela droga, é consumido pela cocaína, pelo crack, cria marchas e perfila uma legião de miseráveis que caminham vestindo o verde diabólico da maconha. Evoluiu no mundo tecnológico, investindo incalculáveis valores na virtualidade, fomenta guerras, no entanto, assiste inerte à fome que mata um exército de desassistidos.

Jamais podemos perder a esperança. O ano de 2013, acreditamos, será um ano de mudanças, onde o verde dos pastos substituirá a cinzenta cor da estiagem. Dos céus esperamos relâmpagos, trovões e muita chuva, água para encher os açudes, rios e riachos, matar a sede dos animais e dos homens, transformando-se assim a lama em vida e, com isso, colocar na mesa do sertanejo o pão, a água, o peixe, a carne e a fartura decorre do milho, pamonhas, canjicas, cuscuz, bolos etc...

Sabemos que o número 13 é sempre questionado, pois uns acreditam que ele está ligado ao azar, mas outros acreditam que simboliza a sorte. Sou daqueles que acreditam na sorte, pois mesmo diante do cenário nefasto que o mundo hoje nos apresenta, ainda acredito na solidariedade e na paz, por isso, que venha 2013 e, com ele, o redirecionamento do nosso existir, com homens voltados para o amor. O sangue das tragédias tem a mesma cor daquele que irriga de amor os nossos corações. É preciso entender que é necessário estendermos a mão aos nossos semelhantes.

Feliz 2013 para todos!

Publicada no jornal Correio da Paraíba
Caderno Opinião
Edição 29/12/2012.  


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