um conto - uma crônica
A Paraíba e suas belezas naturais. Aliás, são tantas que não podemos contabilizar levando em conta apenas os dedos das mãos. Do litoral ao sertão, encontramos lugares de belezas exuberantes e que merecem sempre ser visitados.
Um desses lugares, de extrema magnitude, fica localizado no município portuário de Cabedelo. Trata-se do pôr do sol da praia do Jacaré. É um local que tem um ótimo complexo de lazer, incluindo bares, restaurantes, marinas, casa de shows, lojas voltadas para a venda do artesanato local etc. Para essa praia, turistas se deslocam levados pela vontade de testemunhar de perto os encantos naturais, como por exemplo, o visual que a mistura das águas do Sanhauá, do verde do mangue e dos canaviais proporcionam aos nossos olhares mortais,beleza que logo se transforma em flashes fotográficos que serão guardados eternamente no álbum do nosso âmago.
Ali os turistas têm a oportunidade de conhecer as delícias da nossa culinária, pois podem degustar gostosos ensopados de peixe, caranguejo, camarão, ostra, além de uma deliciosa peixada. Não podemos esquecer a cerveja gelada e os demais aperitivos que integram o cardápio.
Mas há algo que torna aquele cenário ainda mais belo. Referimo-nos ao momento mágico do crepúsculo, onde o Sol, Jurandir e o bolero de Ravel se unem para estabelecerem instantes mágicos de encantamento e brilho maior em nome da grandeza da vida. Com máquinas fotográficas nas mãos todos se posicionam para flagrantes de instantes únicos, aonde o Sol paulatinamente vai descendo do céu e ao mesmo tempo vai se escondendo por trás do verde dos canaviais, levando consigo a claridade do dia, ocasião em que o céu azul transmuda-se nos enchendo os olhos de infinitas cores, ora amarelo fogo, ora roxa e em meio a toda essa ebulição, um som encantador ecoa do sax de Jurandir, deixando o cenário ainda mais nostálgico.
É um momento único e de muita paz. Sentimos naqueles instantes do pôr do sol que algo de muita serenidade, tranquilidade e divindade invadem nossas almas. Ficamos verdadeiramente extasiados, pasmados e maravilhados com tanta beleza. O céu, o Sol, o Rio, a mata, o som e o homem integrados para num só momento produzirem, na permissão de Deus, instantes tão formidáveis, sublimes e portentosos.
Onaldo Queiroga é juiz de Direito.
Publicada no jornal Correio da Paraíba
Caderno Opinião
Edição 13/10/2012

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