Ela é o novo foco das pesquisas científicas e já está travando um duelo até com os sempre bonzinhos protetores solares.
Já diziam as nossas avós que é bom deixar as crianças tomando um pouquinho de sol todos os dias. Mas, em tempos de câncer de pele, buraco na camada de ozônio e envelhecimento precoce, deixar os pequenos expostos aos raios solares sem protetor é quase sinônimo de negligência. Resultado: o mundo está carente de vitamina D, que precisa da irradiação natural para ser produzida em nosso corpo. E o que isso significa? Além da diminuição do cálcio nos ossos, essa queda da substância no organismo pode ainda aumentar a pressão e influenciar no diabetes e na obesidade.
Contra obesidade
- Você já deve ter ouvido falar que a vitamina D auxilia na fixação do cálcio nos ossos, evitando a osteoporose. Mas as contribuições desse nutriente no organismo vão muito além disso.
- Segundo as novas pesquisas científicas, já foi apontada a relação entre a carência dessa substância e a resistência à ação da insulina, influenciando no diabetes. "Mas estudos ainda são necessários para avaliar a real contribuição dessa vitamina (no controle da doença)", destaca Karina Luiz, farmacêutica e especialista em nutracêuticos e nutricosméticos.
- Também existe interferência da vitamina na obesidade: foi constatado que quanto maios o índice de gordura do indivíduo, menor a presença do nutriente em seu organismo. Por isso, muitos médicos já estão receitando a sua reposição quando observado algum tipo de déficit.
Pressão alta
- Ficaram comprovados ainda os efeitos positivos da vitamina D no controle da pressão arterial. "A deficiência de vitamina D pode acarretar um aumento da pressão sanguínea. Na verdade, ela pode suprimir o sistema renina-angiotensina, importante na redução da pressão", afirma.
- Pode colocar ainda na lista de benefícios o fortalecimento do sistema de defesa do organismo, protegendo-o de doenças como resfriados e gripes que insistem em voltar com recorrência.
Protetor solar
- Uma em cada duas pessoas tem o índice de vitamina D mais baixo do que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde. "Com a falta da vitamina, há redução da absorção de cálcio e fósforo e, consequentemente, perda óssea, redução da força muscular, da imunidade; aumento da pressão sanguínea, depressão, entre outras situações", revela Karina.
- Uma explicação para a queda do nutriente na população está na crescente preocupação das pessoas com a exposição solar, já que o corpo precisa da incidência da luz natural para converter a substância 7-deidrocolesterol em vitamina D.
- "Para que seja sintetizada, é preciso exposição ao sol por pelo menos 15 minutos ao dia, antes das 10h ou após 16h, em qualquer região do corpo", ensina a especialista. É bom lembrar que nesses momentos não se deve aplicar protetor solar, já que ele não permite a produção do nutriente. Por isso, a exposição nos horários adequados é tão importante.
Raio X
De onde vem:
a vitamina D é produzida pelo organismo, principalmente, com a exposição solar, mas também pode ser absorvida pela alimentação ou suplementada com cápsulas do nutriente.
Quantidade ideal no sangue:
de 30ng/ml (nanograma por mililitro de sangue).
Carência mundial:
de acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 50% das pessoas têm menos vitamina D do que o indicado pela medicina atual.
Sintomas da falta de vitamina D:
falta de apetite, cansaço, enjoo, perda óssea, pressão alta, etc.
A suplementação de vitamina D pode ser indicada por um médico quando é constatado um nível do nutriente abaixo do recomendado.
Por Natália Ortega
Consultoria: Karina Ruiz, farmacêutica, especializada em nutracêuticos e nutricosméticos e consultora técnica na área magistral.
Publicado na revista Malu
29/11/2012

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