E alguns marcos da transformação social ocorrida no país.
Por João Sorima Neto e Lucíla Soares
1900
Doenças infecciosas como peste bubônica, febre amarela e malária matam 5.000 pessoas no Rio de Janeiro, que tinha 690.000 habitantes na época. Seria como se morressem hoje mais de 40.000 pessoas na cidade.
1904
O governo decide tornar a vacinação obrigatória. Os protestos contra a determinação ficam conhecidos como a Revolta da Vacina.
1918
A gripe espanhola, um surto que dizimou mais de 20 milhões de pessoas no mundo, mata cerca de 15.000 pessoas no Rio de Janeiro em apenas um mês. O presidente eleito, Rodrigues Alves, é uma das vítimas.
1920
Criação do Departamento Nacional de Saúde Pública, que estende ao interior a pesquisa sobre condições de vida da população.
1930
A taxa de analfabetismo é superior a 60%. O governo cria o Ministério da Educação e Saúde Pública.
1934
Fundada a Universidade de São Paulo, que traz para o Brasil alguns dos mais importantes pensadores da época.
1940
Cerca de 30% da população vive nas cidades. Dos 1.500 municípios existentes, apenas 234 tinham esgoto sanitário.
1942
O país registra o último caso de febre amarela urbana.
1950
A mortalidade infantil cai de 144 por 1.000 nascimentos para 118. É o efeito do aumento da urbanização e dos serviços de água e esgoto e do combate à tuberculose.
1960
Durante a década, as cidades ganham redes de água e esgoto em grande escala e reduzem-se drasticamente as mortes por doenças infecciosas.
1970
A população urbana supera a rural. O censo registra 52 milhões de brasileiros em cidades e 41 milhões no campo. Expande-se o ensino universitário no país. O número de escolas de nível superior chega a 860.
1980
A vacinação em massa ganha vulto com grandes companhas. O resultado aparece logo. Em 1989, o país registra o último caso de poliomielite (paralisia infantil). Na década, a taxa de mortalidade infantil recua para 47 óbitos por 1.000 nascidos vivos.
1996
Apenas 14% dos domicílios brasileiros não têm esgoto sanitário e todos contam com algum tipo de abastecimento de água.
1998
O número de matrículas na rede primária é de 36 milhões, equivalente a 23% da população total. A taxa de analfabetismo é de 15%
Com reportagem de João Sorima Neto e Lucila Soares
Com reportagem de João Sorima Neto e Lucila Soares
Publicado na revista Veja - 2000
22/12/1999
Século 20Brasil
Especial


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