terça-feira, 8 de outubro de 2013

Seculo 20 - O Século Das Celebridades


Editado por Mônica Weinbergt e Viviane Kulczynski

 Essas pessoas são tão especiais que não poderiam deixar de ser notadas.
Marilyn e as atrizes
Marilyn Monroe. 

O cinema produziu milhares de atrizes e poucos mitos. O maior foi Marilyn Monroe. Atrizes interpretam diversas. Marilyn era autêntica e representava um só papel, o dela própria, a loira fatal. Como morreu jovem, aos 36 anos, e com uma filmografia curta, muitos achavam que cairia no esquecimento. Mas, deu-se o contrário. Marilyn frequenta a lista dos nomes e marcas mais conhecidos do mundo, ao lado de Elvis Presley e da Coca-Cola. Há sobre ela mais de 300 biografias escritas apenas nos Estados Unidos. Rainha das drag queens, já foi eleita várias vezes a mulher mais sexy do século.


Gisele e Virgínia:
Gisele e Virgínia: todas as medidas encolheram menos uma
29 centímetro a mais

Movidas a folhas de alface, fatias finas de peixe grelhado e muita malhação, as musas que alimentam a fantasia dos homens e irritam as mulheres transformaram as formas neste século. Quando comparadas às da vedete Virgínia Lane, que fez sucesso nos anos 50, as medidas da top model brasileira Gisele Bundchen mostram quanto o atual padrão de beleza se modificou. Todos os números encolheram - menos um. Gisele é 29 centímetros mais alta do que Virgínia.

Bastidores da família real


Diana e dois momentos de sua vida: no casamento e com os filhos 

O que a princesa Diana tinha que as outras princesas nascidas neste século não tinham? Por que os flashes viviam atrás dela? por que Grace Kelly, que era mais bela e muito mais famosa quando se casou com o príncipe Rainier, de Mônaco, não produziu igual fascínio? Bom, Diana pertencia à monarquia mais prestigiada do mundo ocidental. Mas isso só explicaria um interesse súbito pela moça, não a devoção que se tinha por ela. A resposta mais provável é que Diana era uma fonte de diversão e encantamento que dividiu com milhões de pessoas os bastidores da família real.Como autora e estrela do incrível filme que foi sua vida, a princesa bateu todos os recordes de audiência.



Seu casamento foi acompanhado pela televisão por 750 milhões de pessoas. Seu funeral, por 2,5 bilhões de espectadores - mais do que a final da Copa do Mundo.


  Jacqueline Kennedy
A mulher mais copiada

Ela foi casada com o homem mais poderoso da Terra, o presidente americano John Kennedy e depois com um dos mais ricos , armador grego Aristóteles Onassis. Enquanto esteve na Casa Branca, Jaqueline Kennedy foi a mulher mais imitada do mundo.Seu corte de cabelo virou moda, as bolsas, os chapéus, os sapatos. Todas as primeiras-damas que vieram depois foram inevitavelmente comparadas a ela - e perderam a disputa.Depois que deixou o poder, após o assassinato do marido, manteve a compostura. Não se conhece um único comentário seu a respeito das incontáveis amantes de Kennedy. O escritor Norman Mailer a definiu: "Ela não é uma celebridade. É uma lenda. Não, não é uma lenda.É um mito. É mais que um mito, é um arquétipo histórico".



  
Isadora Duncan 
 Para lá de moderna - dança sem cenário, amor sem muitas regras

A bailarina Isadora Duncan surgiu no começo do século pregando a libertação do balé clássico e o amor livre. Foi duplamente bem-sucedida. Suas apresentações sem cenários e sapatilhas são consideradas a pedra fundamental da dança moderna. Na vida pessoal, a moça também era um furacão, com uma biografia recheada de amantes. Para aprender a dançar com Isadora, as jovens tinham de suplicar aos pais.

Margaret Thatcher
  Dama de Ferro na passarela



Primeira-ministra da Inglaterra durante onze anos, Margaret Thatcher passava uma imagem durona, mas por trás da capa rígida batia um coração vaidoso.Quando jovem, quem diria, a Dama de Ferro chegou a posar de manequim para revistas de moda. Depois de assumir o cargo que a transformaria na mulher mais poderosa do século, adorava ser fotografada vestindo avental e pilotando o fogão. Mas nunca abria mão dos penteados impecáveis esculpidos em longas sessões nos salões de beleza.

Coco Chanel

A mãe da moda - Chanel: definindo a elegância no século



Ela inventou a bijuteria fina, a bolsa a tiracolo, o perfume Chanel nº 5, os sapatos bicolores, o tailleur e o "pretinho básico". Foi também em suas mãos que a calça comprida virou uma roupa feminina. Com uma lista de feitos dessa ordem, ninguém no ramo da moda pode competir com Coco Chanel, a estilista francesa que definiu o conceito de elegância no século 20. Quando Chanel nasceu, no fim do século passado, mulher elegante tinha as formas opulentas e espremia-se em espartilhos sob vestidões volumosos. Chanel fez a mulher fica magra, já que gorduchas nunca couberam bem em suas criações. Graças a seu estilo simples e prático imposto nos anos 20, vestir-se bem hoje em dia é acessível ao bolso da classe média.

Publicado na revista Veja - 2000
22/12/1999
Século 20
Gente Especial
Editado por Mônica Weinbergt e Viviane Kulczynski

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