Se me perguntarem qual ou quais os cantores que mais se destacaram nas paradas de sucessos do mundo diria sem titubear: Bing Crosby, Frank Sinatra, Nat King Cole, Doris Day, Elvis Presley, Mario Lanza (tenor).
Foram as mais belas vozes que o mundo já produziu. Eram referenciais.
Difícil hoje chegarmos a classificar quem é quem no mundo musical (voz, interpretação).
O que ouve por aí...Sem comentários! São cantos que não encantam.
São raríssimas as exceções. Quando essas surgem, causam espanto a muita gente. É que os ouvidos de hoje não estão acostumados à seleção, não foram educados para isso.
Não há mais um tratamento musical digno, merecedor de respeito para um bom ouvido; um ouvido que se preza.
O carinho, o zelo poético para o que se faz, parece não mais existir.
Hoje, apenas barulho organizado e que desorganiza...
Anteriormente existia uma educação musical, e isso era ensinado em colégios.
Não era um compositor qualquer que se aproximava de um cantor talentoso para gravar uma música sua.
Existia à época uma seleção musical, priorizando o gosto, sabor, saber musical.
As composições tinham mensagens saudáveis, elas iam à alma.
Eram recados certeiros, existia conteúdo.
O ouvido musical era "mais que perfeito", era exigente... condicionava-se a isso.
Sabia-se aonde ia um canto, seu fundo existencial. E não faz tanto tempo assim.
E aí se pergunta: como medir a qualidade de uma voz, interpretação, diante de uma música sem estilo, sem concordância com...??
Certa vez, conta a história musical brasileira, em um determinado programa de calouros de uma emissora do Rio de Janeiro um dos candidatos foi chamado; perguntaram-lhe o que iria cantar, respondeu: Aquarela do Brasil.
Em certo trecho da música ele expressou-se da seguinte maneira: Brasil, meu Brasil brasileiro, meu mulato inzoneiro, vou cantar-te em meus velsos...O maestro mandou parar a música e disse para o calouro: você pode cantar em seus velsos, mas meus versos, não.
Era o próprio compositor da música, Ari Barroso.
Aqui para nós, acredito mesmo que não foi apenas o erro de português que o eliminou da competição.
Coisas do destino!!!
Cassimirodo Ó é médico psiquiátra
Publicado no Jornal da Paraíba
08/11/2013
Opinião.

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