Com o avanço da idade observa-se que os cães sofrem alterações comportamentais. Exige que os seus donos tenham cuidados extremamente importantes com os cães nesta fase. Os cães, como nós, envelhecem, ficam sujeitos a doenças, dores e alterações em seu comportamento. À medida que vão ficando mais velhos, eles precisam de mais atenção dos seus donos e assim melhorar suas condições de vida.
O companheiro de longas datas, antes brincalhão e contente, já não é tão esperto, passa a maior parte do tempo dormindo.. O temperamento mudou, anda mais ranzinza intolerante e teimoso.
Como nos humanos, o processo de envelhecimento canino pode apresentar doenças tais como artrite, depressão, diabetes, cardiopatia e outros decorrentes da idade, que podem ser diagnosticados através de exames e também pela observação das mudanças de comportamento.
Longevidade
Fatores como, características da raça, estado de saúde, tipo de alimentação, condições higiênicas e ambientais influenciam na longevidade do cão. O relacionamento entre o dono e o cão reflete na qualidade de vida do animal: um cão que passa muito tempo preso e que tem pouco contato com o dono e demais pessoas da família fica mais suscetível a contrair doenças.
Percebe-se que os cães de pequeno porte vivem mais, podendo chegar a viver 18 anos enquanto que os de grande porte vivem em média 9 anos. A qualidade de vida é extremamente importante nesta fase. Há mudanças no metabolismo, o cão produz menos calor e gasta menos energia, daí ele passa a sentir mais frio. O cão idoso tem mais facilidade para engordar mesmo comendo a mesma quantidade de ração. Nos períodos de chuva e mais frio, eles precisam ficar mais agasalhados, ter sua casinha, se dorme na área externa, para ficarem protegidos do frio e do vento, ou dormir em cama, colchão se ficam na área interna isto deve ser providenciado principalmente se ele não pratica atividades e vive parado.
Os cuidados
O processo de envelhecimento se dá porque com o passar dos anos, as próprias células vão envelhecendo e sua capacidade de regeneração diminui, causando desequilíbrios orgânicos. As doenças degenerativas, não podem ser evitadas, nem detidas, mas proteladas e amenizadas. Isto faz parte do ciclo da vida, o cão novo precisa de cuidados porque seu organismo está imaturo, o cão senil precisa de cuidados por estar com o organismo desgastado. À medida que o cão vai envelhecendo seu coração não tem mais a mesma disposição, cansa-se com facilidade e sente falta de ar. Pulmões, fígado e rins são afetados pela deficiência cardíaca. Patologias como gengivites, tártaro, podem ser resolvidos através de tratamento clínico-veterinário. Nesta fase podem surgir verrugas e tumores na pele, que devem ser observados com bastante atenção e conforme o caso deve ser removido. Há deficiência na calcificação, por isso os ossos vão se tornando mais frágeis e sujeitos a fraturas.
Desgastes e inflamação das articulações são comuns nos cães idosos; oferecer uma cama macia, ajuda a diminuir a pressão sobre as articulações. Outro aspecto relevante é deixá-lo em local sossegado e onde ele possa ficar resguardado do barulho e do movimento das pessoas. Respeitar o seu sono, não exigir que ele exerça as atividades de quando era mais jovem.
Quais as mudanças?
Fisicamente as transformações são ainda mais notórias: olhos opacos, pelos sem brilho, focinho esbranquiçado. É o peso da idade que atinge também os cães. Nessa fase, doses de paciência, compreensão e amor, são a forma de compensar o carinho, a dedicação e a fidelidade que o amigo de quatro patas ofereceu ao longo do tempo de convívio. O cão quando fica mais velho, a visão, o olfato e a audição ficam prejudicados e com isso aumenta a incidência de atropelamentos e acidentes, pois eles já não percebem com exatidão a aproximação de carros, de obstáculos. Pela perda destes sentidos ele pode não reconhecer as pessoas amigas, até mesmo seu dono.
O que deve ser evitado?
Mudar de casa, de ambiente ou de proprietário pode deixar o cão desorientado. O abandono, o desprezo, a falta de assistência ao cão idoso, é o que de pior pode acontecer ao pobre animal. O amparo à velhice deve começar com o cão ainda na infância, através de bom acompanhamento veterinário, vacinação correta e princípios básicos de higiene. Quando bem tratado, o animal geralmente tem uma morte serena, tranquila e digna.
Vilênia Cunha
Publicado no jornal Correio da Paraíba
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