um conto - uma crônica
Comentam que o mundo anda meio louco. Realmente, as coisas correm de porteira aberta. Falta ética, credibilidade, compromisso, mas sobra corrupção, cinismo, trapaça, puxada de tapete e tantas outras mazelas comportamentais.
Diante de tanta indecência, os conceitos estão sendo alterados. Quem pratica o bem, a solidariedade, estende a mão para ajudar alguém, quem é gentil e cede sua vez para um idoso, ou mesmo, quem se conduz com dignidade, é visto por muitos como um tolo, que numa linguagem rasteira poder ser também encarado como otário, bobo, tonto ou como dizem lá no sertão, um "besta".
Outros são tidos como espertos e sabidos. São os que alcançam as metas promovendo a subida dos degraus da vida a qualquer custo. O que interessa é o poder de dar ordens, de ter uma mansão, um carro importado, alcançar uma promoção no trabalho, ter roupas de grife e dinheiro muito no bolso. Pouco importa se, para conseguir tudo isso, tenham eles que lavar dinheiro, comprar diplomas, criar intrigas, cuspir no prato que comeram e atropelar quem estiver em sua frente. Amizade é algo muito difícil de se encontrar nesse estrelado mundo da glória materialista.
Você é tolo ou esperto? Prefiro ser tolo. Quando me taxam de besta, lembro-me dos ensinamentos de Madre Teresa de Calcutá: "As vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas. Perdoe-as assim mesmo! Se você é honesto e franco, as pessoas podem enganá-lo. Seja honesto e franco assim mesmo!Se você é vencedor, terá alguns falsos amigos e inimigos verdadeiros. Não desista de lutar, vença assim mesmo! Se você tem paz e é feliz, as pessoas podem sentir inveja. Tenha paz e seja feliz assim mesmo! O bem que você faz hoje pode até ser esquecido amanhã. Continue fazendo o bem assim mesmo!"
Onaldo Queiroga é Juiz de Direito
Publicada no jornal Correio da Paraíba
Edição de 22 de agosto de 2015
Opinião

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