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Algumas pessoas já me questionaram por que escrevo tanto sobre a infância.
Ora, quando se vive essa fase com o tempo da felicidade, então, fica difícil esquecer dos momentos ali vividos. Sabemos que é nessa fase que vivemos a inocência das coisas, que não carregamos maldade alguma em nossos corações e acreditamos nas pessoas. Tive a Graça de Deus de passar por esse período rodeado de amor, carinho, brincadeiras sadias e bons ensinamentos.
Não há como esquecer o enrolar do cordão no meu pião de madeira e, em seguida, jogá-lo ao chão para vê-lo rodar mágico e rapidamente levantando poeira. Não se esquece jamais da brincadeira de pega bandeira, que levava-nos, em tenra idade, a criar estratégias de grupo para vencer o jogo. Como não lembrar dos campos de pelada, onde pirralhos que se imaginavam craques da bola, tinham que ter habilidades especiais para fazer gol em travinhas tão pequenas.
E a primeira bicicleta? Um sonho de todos os garotos. Pedalando-a pelas trilhas do tempo chamado candura, o menino rompia o vento, subindo e descendo calçadas, percorrendo ruas. Sob o sol do sertão o suor corria rosto abaixo molhando corpo e alma. Tempo onde responsabilidade era palavra desconhecida. Livre, descompromissado ele tinha casa, comida, brinquedos e a cada esquina, descobria fragmentos novos que a infância lhe apresentava.
Mas a fase adulta chegou e nos mostrou o peso da vida, nos revelando o desencanto com a ingratidão de alguns, com a inveja de outros, com a violência desenfreada, que conduz insegurança e medo. Apesar de tudo isso, afirmamos não ser a vida hoje ruim. De forma alguma, vivemos felizes, temos família, o tesouro maior da existência humana. Temos saúde e força para lutar contra a insanidade de quem tenta sucumbir o bem. Tem fé em Deus e amor, por isso, somos felizes!
Onaldo Queiroga.Juiz de Direito
Publicada no jornal Correio da Paraíba
Edição de 07 de abril de 2018
Opinião A6

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