quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Chico Xavier - A Gargalhada Do Rio







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Passávamos os três sobre uma ponte.

Nós, nossa esposa e o Chico

Lá em baixo, um rio encachoeirado sorria e gargalhava.

Paramos para melhor sentir-Lhe a Mensagem.

Nossa companheira recorda-nos uma cena do livro “A CIDADE E AS SERRAS”, de Eça de Queiroz, em que Jacinto, o principal personagem, cansado da vida barulhenta das cidades, muda-se para a roça, a fim de gozar o silêncio das serras e medicar-se com o ar puro dos ambientes campestres.

Lá, na sua propriedade, providencia uma série de medidas higiênicas favoráveis a seus empregados.

Coloca banheiras nas casas dos roceiros, esta a primeira providência, por achar que a falta de banho concorria para multiplicar as enfermidades.

Seu companheiro de jornada ri-se desta preocupação. E, ambos, ao passarem sobre uma ponte, debaixo da qual corre um rio marulhante, reparam que ali passam muitos de seus assalariados com as vestes sujas e a pele encardida por falta de banhos..

— Veja, Jacinto, exclama o companheiro, vivem sujos porque querem.
Não parece que o rio está dando gargalhadas?…

E Chico concluindo a cena que a companheira memorara:

— Tem razão. O rio está, até hoje, dando gargalhadas, rindo-se ao ver-se com tanta água e apelando para nós, a fim de que não venhamos a mergulhar na sujeira de nosso próprio pretérito.

(Lindos Casos de Chico Xavier, por Ramiro Gama

Alaide Chaded Casos de Chico Xavier


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