terça-feira, 5 de março de 2019

Chico Xavier - A Despedida

Foto: https://www.google.com

Isolina, 56 anos, tornou-se devota de Chico aos catorze, quando ele curou a sua enxaqueca crônica apenas com o toque das mãos.

Isolinas de todo o Brasil rezaram para Chico Xavier naqueles dias de despedida e conversaram com ele, nas breves passagens pela beira do caixão, como se Chico estivesse ouvindo cada palavra de saudade e de gratidão.

Na terça-feira 48 horas depois da morte , um carro do Corpo de Bombeiros estacionou em frente ao Grupo Espírita da Prece para transportar o corpo de Chico até o cemitério.

Os cinco quilômetros do trajeto demoraram uma hora e meia para serem percorridos.

Mais de 30 mil pessoas acompanharam o cortejo a pé. 

O trânsito parou e um clima de comoção tomou conta da multidão.

A pedido de Chico, as flores das coroas mais de cem, no total - foram distribuídas a quem acompanhava o corpo.

Na porta do cemitério, o caixão foi recebido com uma chuva de pétalas de 3 mil rosas lançadas de um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal, ao som de músicas como Nossa Senhora, o canto de fé de Roberto Carlos, e Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores, canção de protesto de Geraldo Vandré.

O corpo permaneceu na entrada do cemitério mais quarenta minutos antes de ser levado para a sepultura.

Chico queria se despedir de todos.

E se despediu como planejou.

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