O nascer do dia é algo encantador e de infinita beleza. Pássaros em revoada cantam suas sinfonias despedindo a madrugada e o vaqueiro aboiando vai tangendo o gado do patrão.
Como é lindo o amanhecer. De repente o escuro céu vai se transformando. Deus com seu pincel vai clareando a escuridão e o sol vai surgindo dando tons dourados até deixar céu, mar e terra sob o seu brilho intenso. O astro-rei vai se elevando, seus raios despejam energia e muito calor, molha nosso rosto escorrendo pelo corpo, lava pele e alma.
O dia é rápido e logo a tarde cai. A luz do dia, agora dar lugar a despedida do sol, que novamente transforma o céu num cenário, numa tela divina, onde mais uma vez o dourado faz a transição entre esses dois mundos, dia e noite.
Tanto o amanhecer como o anoitecer são espetáculos da natureza que o homem precisa contemplar pelo menos algumas vezes no mês. Precisamos de alguns instantes para sair do corre e corre frenético e, assim, massagear nossa alma, acalmar nosso espírito e afastar o estresse desse mundo moderno.
São tantas belezas naturais que Deus renova todos os dias para que o homem possa contemplar e conviver. Contudo, por sua vez, esse mesmo homem é que deixa a vida passar sem aproveitar esses encantos , sem usufruir essas inúmeras dádivas.
É preciso saber da natureza das coisas, como já decantou o poeta Accioly Neto. Muitas vezes trabalhamos muito, corremos intensamente em busca de sonhos materiais e, pelo caminho esquecemos que tudo passa, que a velhice chega e que um dia partiremos desse mundo, nada levando, mas apenas deixando, o bem ou mal de nossos atos. Por isso, doravante conviva mais com a família e com amigos, abrace a natureza e suas belezas, pois a vida é curta.
Onaldo Queiroga
Juiz de Direito
Publicada no jornal Correio da Paraíba
Edição de 09 de março de 2019
Opinião

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