O canal de TV fechada Viva foi criado em 2010 com o intuito de reprisar programas de sucesso da Globo em décadas anteriores. As novelas passaram a ser o grande charme da programação e ajudam o Viva a liderar a audiência da TV paga em diversos horários.
Atualmente, o canal reapresenta quatro novelas, sendo três da década de 2000 - "Estrela-Guia" (2001), "O Cravo e a Rosa" (2000) e "Porto dos Milagres" (2001) - e uma da década de 1990 - "Terra Nostra" (1999). As reprises são consideradas recentes demais por parte do público. Em contrapartida, a direção do Viva tem justificado a medida à burocraciaDaniella Perez e Stênio Garcia em "De Corpo e Alma" (1992) (Foto: Reprodução)
O canal de TV fechada Viva foi criado em 2010 com o intuito de reprisar programas de sucesso da Globo em décadas anteriores. As novelas passaram a ser o grande charme da programação e ajudam o Viva a liderar a audiência da TV paga em diversos horários.
Atualmente, o canal reapresenta quatro novelas, sendo três da década de 2000 - "Estrela-Guia" (2001), "O Cravo e a Rosa" (2000) e "Porto dos Milagres" (2001) - e uma da década de 1990 - "Terra Nostra" (1999). As reprises são consideradas recentes demais por parte do público. Em contrapartida, a direção do Viva tem justificado a medida à burocracia dos direitos autorais que tramas antigas acabam acarretando.
Com isso, as tramas que mais ganharam vez até aqui, foram as produzidas nos anos 1990. O Correio fez um levantamento e averiguou que, dos 17 folhetins do horário das oito pruduzidos naquela década, apenas três ainda não ganharam repeteco na emissora. Já tiveram espaço na emissora, as novelas: "Rainha da Sucata" (1990), "Meu Bem, Meu Mal" (1990), "O Dono do Mundo" (1991), "Pedra sobre Pedra" (1992), "Renascer" (1993), "Fera Ferida" (1993), "A Próxima Vítima" (1995), "Explode Coração" (1995), "O Fim do Mundo" (1996), "O Rei do Gado" (1996), "A Indomada" (1997), "Por Amor" (1997), "Torre de Babel" (1998) e, atualmente, "Terra Nostra". Saiba quais ainda não foram reapresentadas:
De Corpo e Alma (1992)
Daniella e Glória Perez
Daniella e Glória Perez, filha e mãe na vida real, atriz e autora da novela, que ficou marcado pelo assassinato da jovem/Foto: Reprodução
A novela ficou marcada pela morte da atriz Daniella Perez, filha da autora Glória Perez, que fora brutalmente assassinada pelo companheiro de cena Guilherme de Pádua. Na trama, eles viviam Yasmim e Bira, protagonistas de um romance.
O crime aconteceu em 28 de dezembro de 1992, na altura do capítulo 127, dos 185 que a obra teve. Nas semanas seguintes, Gilberto Braga e Leonor Bassères ficaram à cargo de dar sequência na trama, visto que autora e mãe da vítima, Glória Perez, estava sem condições de realizar suas funções. Pouco tempo depois, ela retornou ao posto e terminou o folhetim.
Por causa da tragédia, a novela - que fechou com 52 pontos de média no Ibope, considerado ótimo para época - nunca foi reprisada. Porém, de acordo com o portal TVHistória, isso quase aconteceu. "Em 2000, a Globo, pasmem, solicitou a liberação do Ministério da Justiça para veicular a obra em suas tardes. O selo '12 anos' foi readequado para 'livre', o que possibilitava a exibição. A emissora, contudo, não a representou. Certamente para preservar a memória de Daniella Perez e poupar a todos do constrangimento de ver Guilherme de Pádua em cena com a atriz", diz a matéria de Duh Secco.
Uma reprise no Viva também é improvável, visto que a própria Glória Perez não gosta de relembrar a obra - e ela segue como contratada da Globo.
Pátria Minha (1994)
Vera Fischer e Aracy Balabanian
Escrita por Gilberto Braga, a trama foi duramente criticada por sua semelhança com "Vale Tudo", fenômeno de 1988. Na audiência, a novela foi mal. Teve 45 pontos de média - um número horrível para os padrões de então e pior se comparado aos número da antecessora, "Fera Ferida", que teve 53 pontos.
Além da rejeição do público e das críticas relacionadas ao enredo, o folhetim ainda passou por problemas com o elenco. Na época, os atores Felipe Camargo e Vera Fischer, então casados, viviam em pé de guerra e chegaram a trocar agressões durante as gravações. A Globo acabou afastando os dois da novela. Seus personagens foram mortos.
Apesar de tantos pontos negativos, um repeteco no Viva é algo provável. Isso, inclusive, já foi cogitado em anos anteriores. O canal possui uma experiência interessante com novelas fracassadas em exibição original. "O Dono do Mundo", exibida originalmente em 1991, também no horário das oito e escrita por Gilberto Braga, é um exemplo disso. Em 2015, ela foi reapresentada na emissora e conseguiu expressivos números.
Suave Veneno (1999)
Letícia Spiller
Maria Regina (Letícia Spiller) roubou a cena em "Suave Veneno"/Foto: Reprodução/TV Globo Ltda
A trama de Aguinaldo Silva foi exibida em 1999, antecedendo "Terra Nostra", em exibição. Na audiência, a trama registrou média de 37 pontos, um dos piores do horário até então. Apesar disso, a novela conseguiu se destacar com a vilã Regina, interpretada por Letícia Spiller. Hoje clássicos, as músicas "Sozinho", com interpretação de Caetano Veloso, e "That I Would Be Good", de Alanis Morissette, explodiram no país fazendo parte da trilha sonora. "Suave Veneno" nunca foi reprisada.
jcorreiodopovo
TopBuzz.com




Nenhum comentário:
Postar um comentário