Nelson Manzatto
Houve uma festa dos judeus, e Jesus foi a Jerusalém.
Existe em Jerusalém, perto da porta das Ovelhas, uma piscina com cinco pórticos, chamada Betesda em hebraico.
Muitos doentes ficavam ali deitados — cegos, coxos e paralíticos.
De fato, um anjo descia, de vez em quando, e movimentava a água da piscina, e o primeiro doente que aí entrasse, depois do borbulhar da água, ficava curado de qualquer doença que tivesse.
Aí se encontrava um homem, que estava doente havia trinta e oito anos. Jesus viu o homem deitado e sabendo que estava doente há tanto tempo, disse-lhe:
“Queres ficar curado?” O doente respondeu:
“Senhor, não tenho ninguém que me leve à piscina, quando a água é agitada. Quando estou chegando, outro entra na minha frente”.
Jesus disse: “Levanta-te, pega tua cama e anda”.
No mesmo instante, o homem ficou curado, pegou sua cama e começou a andar.
Ora, esse dia era um sábado. Por isso, os judeus disseram ao homem que tinha sido curado:
“É sábado! Não te é permitido carregar tua cama”.
Ele respondeu-lhes:
“Aquele que me curou disse: ‘Pega tua cama e anda’”.
Então lhe perguntaram: “Quem é que te disse: ‘Pega tua cama e anda’?” O homem que tinha sido curado não sabia quem fora, pois Jesus se tinha afastado da multidão que se encontrava naquele lugar.
Mais tarde, Jesus encontrou o homem no Templo e lhe disse: “Eis que estás curado. Não voltes a pecar, para que não te aconteça coisa pior”.
Então o homem saiu e contou aos judeus que tinha sido Jesus quem o havia curado.
Por isso, os judeus começaram a perseguir Jesus, porque fazia tais coisas em dia de sábado. (Jo 5,1-16)
Reflexão: Muitas vezes, as pessoas que sofrem diferentes formas de males possuem uma fé muito grande no poder de Deus, mas de algumas formas são impedidas de chegar até ele e receber as suas graças, condição indispensável para a superação de seus males e sofrimentos.
É o caso do paralítico, que acreditava no poder de Deus e na cura que viria pela ação do anjo ao agitar a água, mas era impedido pelos outros que entravam primeiro na piscina. Assim também acontece hoje quando criamos uma série de regras e preceitos humanos que dificultam a participação de muitos na vida divina e um relacionamento pessoal com ele, que é a fonte de todas as graças que nos dão vida em abundância.
(Fonte: CNBB)

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