Ex-atriz da Globo recusou novelas após doença: “Fiquei muito assustada”
Redação
29 de dezembro de 2021 | 14:24
Poucos sabem, mas Giulia Gam nasceu em Perugia na Itália, em 28 de dezembro de 1966. Brasileira de coração, a “paulistana” Giulia Gam se tornou atriz no mesmo ano em que debutou, convidada por Antunes Filho, para a montagem de Romeu e Julieta, no teatro.

Com a companhia, viajou para diversos países, mas voltou ao Brasil em 1987, juntando-se a profissionais de renome, como Fernanda Montenegro e Gerald Thomas.
Isso culminou no convite de Roberto Talma para protagonizar os 15 primeiros capítulos de Mandala, como a jovem Jocasta. A famosa personagem seguiu na trama, sendo interpretada por Vera Fischer na segunda fase
Protagonista

Em 1988, teve outra grande protagonista: Luísa, na minissérie O Primo Basílio, contracenando com Marília Pêra e Tony Ramos.
Sequencialmente, participou de outro sucesso, Que Rei Sou Eu, como a rebelde Aline.
Depois de uma participação em Vamp, ela voltou ao protagonismo em 1993, como a valente Linda Inês, de Fera Ferida.

Ela também foi nada menos que Dona Flor, sucesso de Jorge Amado, que virou minissérie na Rede Globo, em 1998.
Na trama, ela viveu o famoso triângulo amoroso contracenando com Marco Nanini e Edson Celulari, respectivamente Teodoro e Vadinho.
Heloísa marcou sua carreira

Em 2003, teve um de seus mais famosos papeis, dando vida à histérica Heloísa, de Mulheres Apaixinadas, personagem de grande destaque na trama, pois abordou temas como crise conjugal, laqueadura, problemas psicológicos e muitos outros debates.
Ela participou ainda de Bang Bang (2005), Eterna Magia (2007), A Favorita (2008) e do remake de Ti-Ti-Ti (2010), recentemente exibida no Vale a Pena Ver de Novo, quando viveu Bruna.
Saída da Globo e depressão

Mãe de Théo, do relacionamento com o jornalista Pedro Bial, Giulia voltou à mídia recentemente por um triste papel: o da depressão.
A imprensa relatou que, após várias crises, sendo uma delas responsável por seu afastamento da novela Novo Mundo, a atriz esteve internada em uma clínica psiquiátrica, no Rio de Janeiro (RJ).
Na trama das seis, ela viveria a personagem Carlota Joaquina, que acabou ficando com Débora Olivieri. No entanto, sua assessoria desmentiu a notícia.
“Eu tive uma depressão muito profunda. Não tinha segurança para aceitar um trabalho e eventualmente não conseguir levar a cabo. Quando fui fazer ‘Novo Mundo’, não consegui gravar num dia. Isso nunca tinha acontecido na minha vida. Fiquei muito assustada. Era um papel maravilhoso”, explicou à coluna de Patrícia Kogut no jornal O Globo.
Sua última novela na Globo foi Boogie Oogie (2014), onde viveu a vilã Carlota. Em Mister Brau (2017), fez sua última aparição na emissora, na qual ficou por 30 anos e teve o contrato rescindido.
Por onde anda Giulia Gam?

Mesmo fora do elenco fixo da emissora, Giulia ainda pode participar de produções da casa e do Grupo Globo, acertando contratos por obras, como é o caso da série Mal Secreto, de Mauro Mantovani, que teve as gravações interrompidas pela pandemia de Covid-19.
Tendo completo 55 anos nesta terça (28), ela falou sobre esses episódios ao jornal O Globo.
“A depressão é algo que sempre estará sob controle. Hoje, estou bem mais forte e, principalmente, olhando para o futuro. Tenho mais otimismo, vontade e fome de vida. Isso é muito bom. Acho importante falar sobre o assunto. É importante as pessoas saberem que não estão sozinhas”, enfatizou.
“Só não falo mais detalhadamente sobre isso porque ainda estou realizando tudo (o que enfrentei). Seria precipitado dizer algo a mais sobre esse processo pelo qual passei. Sigo cuidando da depressão, tomando remédios, fazendo muita ginástica e mantendo certo controle”, completou.
TV História
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