O Feitiço de Áquila: filme de 1985 mostra como a tristeza age nas pessoas.
Muitas vezes, esquecemos de perceber que a tristeza pode afetar negativamente quem está em volta.
Quando o Bispo de Áquila descobre que sua amada está apaixonada por outro homem, lança um feitiço no casal, condenando-os a nunca conseguirem se entregar um ao outro.
Dentre os filmes que marcam época na vida dos jovens por fazerem parte da “Sessão da Tarde”, muitos possuem um significado mais profundo do que a simples história que se apresenta. Longas-metragens como “Meu Primeiro Amor” e “Ghost”, por exemplo, foram capazes de participar da vida de milhares de adolescentes no mundo todo.
Outro filme que se fez presente no programa vespertino foi “O Feitiço de Áquila”, lançado em 1985 e estrelado por John Wood, Michelle Pfeiffer, Rutger Hauer e Matthew Broderick. Dirigido por Richard Donner, ele é ambientado no século XII, quando o Bispo de Áquila (John Wood) descobre que a mulher que ama, Isabeau (Pfeiffer) está apaixonada pelo cavaleiro Etienne Navarre (Rutger Hauer).
Tomado pela ira do coração ferido e solitário, ele lança uma maldição sobre o casal, condenando Isabeau a se transformar em falcão todo o nascer do sol, e Navarre em lobo todo pôr-do-sol. Impedido de poder se entregar um ao outro, o casal conta apenas com a ajuda de Rato (Matthew Broderick), o único prisioneiro que conseguiu escapar vivo de Áquila, e os poucos segundos antes de se transformarem em animais.
Sem poder se tocar como humanos e sem lembranças enquanto assumem suas formas como animais, Isabeau e Navarre protagonizam uma bela lenda romântica, vivendo a amargura de estarem juntos, mas sempre separados. Rato, também chamado de Phillipe Gaston, acaba percebendo o que acontece casal, e passa a ajudar em momentos críticos. A busca pelas maneiras capazes de encerrar o feitiço acabam sendo uma busca constante do elenco, que se une, principalmente pela química.
Muitos consideram raro quando um diretor lança mais de um filme em um curto espaço de tempo, e foi justamente isso de Donner fez na ocasião, lançando “O Feitiço de Áquila” e “Os Goonies” em poucos meses de diferença. Ainda que existam críticas contendentes que possam ser feitas ao roteiro, o público com frequência se encanta com a trama que envolve o drama do casal apaixonado e o charme impulsivo e heroico de Broderick.
Separados pelo dia e pela noite, ainda que sempre andem juntos, sem nunca se separar, nunca conseguem se tocar na forma humana, e essa dificuldade passa a ser compreendida por aqueles que os cercam. Ainda que um destino de solidão tenha se apoderado do jovem casal, é possível destacar certas máximas.
OAMOR.Com.Br

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