quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

Insuficiência renal:


Insuficiência renal: fatores que levam à perda da função dos rins

Médica nefrologista explica os diferentes graus da insuficiência renal e alerta para problemas de saúde que danificam os rins

Redação
11 dez2022- 15h07
(atualizado em 12/12/2022 às 18h31)


Insuficiência renal: fatores que levam à perda da função dos rins
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Os rins fazem parte do grupo de órgãos imprescindíveis à vida. 

Isso porque são eles que filtram nosso sangue e regulam os fluídos, hormônios, ácidos e sais no corpo.

É dessa maneira que os rins eliminam substâncias nocivas ao organismo. No entanto, alguns fatores podem danificar os órgãos, levando à lesão aguda, doença crônica e insuficiência renal.

"Na forma aguda, o insulto ao rim ocorre rapidamente, podendo levar à perda da função dos rins de horas a dias, e é potencialmente reversível. 

Mas, quando crônico, o problema perdura por mais de 3 meses. Além disso, causa perda da função dos rins de caráter crônico e progressivo", explica a médica nefrologista do Hospital São Luiz e Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Dra. Caroline Reigada.

Insuficiência renal

Segundo a médica, a insuficiência renal aguda pode ser dividida de acordo com suas causas, que podem ser pré-renais, renais e pós-renais. 

As causas pré-renais são 

desidratação

queimaduras extensas, 

perda de sangue,

insuficiência cardíaca, 

uso abusivo de laxativos e de diuréticos", esclarece.

Já os fatores renais são as doenças que acometem os vários compartimentos dos próprios rins, explica a especialista. 

Por exemplo:

 as vasculites

as nefrites, 

as doenças infecciosas como hepatite B e C e o HIV,

o uso abusivo de anti-inflamatórios, 

a sepse (inflamação geral do organismo secundária a uma infecção), 

embolia por colesterol, 

a síndrome hepatorrenal e 

coágulos nas veias do rim.

No caso dos pós-renais, temos os casos de
 
obstruções ao fluxo de urina, 

tumores obstrutivos como o câncer de colo de útero e a 

fibrose no retroperitônio, aponta a médica.

 "A importância de dividir a etiologia da lesão renal aguda (antigamente chamada de insuficiência renal aguda) é justamente entender o mecanismo do problema, para assim combatê-lo e tratá-lo, evitando que a lesão se propague e torne-se irreversível", pontua.

Doença renal crônica

A doença renal crônica (ou antes denominada insuficiência renal crônica) é um quadro mais grave, de característica progressiva.

 "Ou seja, não há retorno para uma função renal adequada. 

O quadro pode inclusive chegar ao último grau de disfunção dos rins (que é o grau 5), aquele em que somente a diálise ou o transplante podem salvar a vida do paciente", esclarece a nefrologista.

No Brasil, a doença mais prevalente capaz de destruir progressivamente as funções dos rins é a

hipertensão arterial sistêmica (pressão alta). 

Por ser silenciosa, a hipertensão não apresenta sintomas. 

Ainda assim, o diagnóstico precisa ser realizado o quanto antes, através da medição da pressão arterial.

Já a segunda doença mais importante que deteriora os rins é a diabetes.

"Quando esta doença não é controlada, ou seja, não são atingidos os níveis de glicose ideais, os rins são sobrecarregados. A longo prazo, eles excretam proteínas que não deveríamos eliminar. Isso pode acarretar na doença renal crônica terminal (estágio 5), e o paciente precisará, assim, iniciar um programa de substituição da função renal, como a diálise", conta a médica especialista.

Além da hipertensão e diabetes, 

a obesidade e o tabagismo também podem levar à insuficiência renal crônica. 

Por isso, o controle do peso e os hábitos saudáveis de vida são fundamentais.

 "Essas são causas potencialmente evitáveis. 

Por isso é importante realizar seu check-up para 

pressão alta e diabetes,

manter hábitos de vida saudáveis, 

limentação equilibrada e 

cessar o tabagismo", destaca a Dra. Caroline.

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