terça-feira, 20 de junho de 2023

Jacqueline Kennedy

A Majestosa Vida da Eterna Primeira Dama dos Estados Unidos, Jacqueline Kennedy Onassis

John F. Kennedy é considerado um dos presidentes mais famosos dos Estados Unidos. Mas quando se trata de popularidade, é fácil dizer a mesma coisa sobre sua esposa, a sempre bela Jacqueline Kennedy Onassis. Do momento em que ela viu pela primeira vez a luz deste mundo, passando pela a produtiva carreira que teve durante o mandato político de seu marido, até os momentos que viveu após a trágica morte de JFK, Jackie Kennedy merece ser lembrada como a eterna Primeira Dama dos Estados Unidos.

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A menina rica de Southampton, em Nova York, teve uma criação não muito rígida. Embora tenha levado uma vida cheia de estilo e luxo, ela mostrou às pessoas que conseguia realizar o trabalho esperado de uma Primeira-Dama e muito mais. Jackie passou seu tempo na Casa Branca trabalhando com a arte, a cultura, e até mesmo a moda. Ela também lidava com a política mundial com uma graciosidade e confiança inigualáveis. Mas, embora haja quase inúmeros escritos e informações sobre a vida desta mulher extraordinária, ainda existem alguns segredos que ficaram guardados no armário. Coisas como, como ela lidou com Marilyn Monroe? Como salvou seu casamento com o presidente? Como cumprimentou a Rainha da Inglaterra quando elas se conheceram pela primeira vez? Atualmente, vieram à luz novas evidências biográficas que respondem a estas perguntas sobre a vida secreta de Jacqueline Kennedy Onassis.

Onde Tudo Começou

A Primeira Dama nasceu Jacqueline Lee Bouvier em 28 de julho de 1929, em Southampton, Nova York. Seu pai, John Vernou Bouvier III, era um rico corretor da bolsa em Wall Street, enquanto sua mãe, Janet Norton Lee Bouvier, era uma socialite. Devido à inclinação e ao hábito de seu pai de jogar, ele era chamado de "Black Jack" (Vinte-e-um). Jackie recebeu seu nome em homenagem a ele, que era um infame jogador, filantropo e bêbado.


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Entretanto, apesar de ficar conhecido por seu "coração corrupto", o pai de Jackie fazia parte de uma família que se encontrava na parte superior da sociedade. Eles tinham origens humildes, mas ao longo dos anos, a família havia adquirido uma enorme riqueza. Com o desejo de se misturar ao mundo dos ricos e poderosos, eles recorreram à falsificação de documentos a fim de estabelecer laços patrilineares com a realeza europeia. Embora tenha sido uma tentativa desesperada, a ideia de ter um título nobre havia afetado a infância de Jackie de uma maneira muito real.

Um Passado Privilegiado

Apesar da má reputação de seu pai, Jackie aprendeu a idolatrá-lo ao crescer. Talvez como forma de compensar seus defeitos como pai, John devolvia a admiração de sua filha, inundando-a de elogios e coisas materiais. Não era segredo que Jackie foi criada nos domínios da elite dos Estados Unidos.


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Ainda muito jovem, Jackie mostrou seu lado competitivo e sua surpreendente confiança através da equitação. Ela participou de várias competições e saiu como vencedora na maioria delas. Além de sua força física, a Primeira Dama surpreendia as pessoas ao seu redor ao já dominar a língua francesa quando era uma menina. Do 1º ao 6º ano, Jackie obteve sua educação fundamental na Escola Chapin, uma das mais prestigiadas escolas só para meninas em Manhattan naquela época. Entre as suas antigas estudantes estão Ivanka Trump e a Rainha Noor da Jordânia. Você acredita que a sempre bela e elegante senhora já foi descrita por seus professores como "uma criança querida, a garotinha mais bonitinha, muito inteligente, muito artística, e com o diabo no corpo"?

Vida Universitária

Jackie nunca teve problemas em tirar as melhores notas de sua classe até o ensino médio, graças ao seu comportamento enérgico. Seus colegas de classe e professores a lembraram não apenas por ser uma amazona, mas também por sua sagacidade, suas realizações inacreditáveis e talvez até por sua relutância em se tornar uma dona de casa. Ela frequentou a Universidade de Grenoble, na França, onde fez seu primeiro ano e estudou na prestigiosa Sorbonne, em Paris.


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O romance floresceu em Paris quando ela conheceu John P. Marquand Júnior. Ele era filho do famoso romancista John P. Marquand. O relacionamento dos dois era intenso e, juntos, desfrutavam do estilo de vida vibrante da cidade. Entretanto, quando a mãe de Jackie soube da relação, imediatamente a desaprovou. Para sua mãe socialite, escritores eram tão pobres quanto ratos de igreja. Ela queria que Jackie se casasse com um homem rico.

Construindo uma Carreira na Vogue

Jackie voltou para casa depois de passar um ano na França. Nos Estados Unidos, ela se matriculou em um curso de bacharelado em literatura francesa e se formou em 1951. Ela então se candidatou ao cargo de editora júnior na revista Vogue e conseguiu o emprego, vencendo várias centenas de mulheres no processo seletivo. A jovem, corajosa e independente mulher estava a caminho de fazer um nome no mundo do jornalismo.

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Entretanto, quando ela foi enviada para um trabalho nos escritórios da Vogue em Nova York, seu editor-gerente sugeriu que ela desistisse de seu emprego e fosse para Washington. Jackie já tinha 22 anos naquela época, uma idade que era considerada um pouco antiga para ainda ser solteira. Foi uma surpresa que a determinada Jackie tenha seguido o conselho.

Um Trabalho Mais Desafiador

Jackie trabalhava como recepcionista por meio período no Washington Times-Herald, um jornal local em Washington. Mas, sempre disposta a sair de sua zona de conforto e aprender coisas novas, ela logo enjoou do trabalho e pediu ao seu editor, Frank Waldrop, um emprego mais desafiador. Embora bastante relutante no início, Jackie foi designada a tarefa de ser uma repórter com câmera.


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Jackie Kennedy ganhou uma câmera. Seu trabalho era encontrar homens inteligentes na rua e depois conduzir entrevistas. Este trabalho lhe abriu portas para se conectar com pessoas mais conhecidas, incluindo Tricia, a filha do vice-presidente Nixon. Em Washington D.C., Jackie foi capaz de estabelecer sua carreira como uma jornalista de confiança da alta sociedade. Neste círculo social, ela conheceu o charmoso John Fitzgerald Kennedy.

Dando as Boas-vindas a um Novo Romance

Pertencendo ao mesmo círculo social, Jackie Lee Bouvier e John F. Kennedy pareciam ter sido feitos um para o outro. Eles tinham muitas semelhanças. Eram ambos jovens e atraentes. Ambos tinham uma formação internacional e foram criados como católicos. Eles também compartilhavam o mesmo interesse pela escrita jornalística. Mas o mais importante era que ambos eram solteiros.


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Apesar de ser uma escolha perfeita, Jackie não estava inclinada a namorar John no início. O ex-oficial da Marinha a convidou para sair e a levou para passear em um iate. O diário de Jackie revelou o que ela sentia a respeito de seu encontro. Ela escreveu que JFK tinha um corpo engraçado, magricela com pernas de palito de dente. Seguiram-se mais encontros românticos e logo John conquistou o coração da bela e indiferente Jackie.

Cobrindo a Coroação da Rainha

Apesar de já ter um homem em sua vida para servir, o primeiro amor de Jackie seria sempre sua carreira como repórter. Em 1953, J. F. Kennedy decidiu candidatar-se ao Senado. Logo após as eleições de novembro, ele pediu sua amada Jackie em casamento. Qualquer outra mulher no planeta diria sim imediatamente ao afoito Kennedy, mas Jackie era diferente. Por um tempo, ela deixou Kennedy esperando e foi para a Europa. Ela precisava cobrir a coroação da Rainha Elizabeth II para o jornal Time-Herald.


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Jackie estava em dúvida sobre casar-se com Kennedy. Embora parecessem ser um casal perfeito, John a lembrava de seu próprio pai - ambos eram notórios conquistadores de mulheres. A fraqueza de Kennedy não era segredo para seus pais e eles decidiram conversar com Jackie de uma vez por todas.

O Conselho de Sua Futura Sogra

Rose Kennedy conhecia seus filhos muito bem, tendo estado acostumada a viver com seu marido infiel por muito tempo. Ela sabia que os meninos da família eram propensos a trair. Ao longo dos anos, Rose tinha tido muitas conversas com todas as suas noras. Ela as aconselhou que a melhor maneira de lidar com um marido mulherengo é aceitar a situação e ignorá-la completamente.


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Esta conversa franca entre Rose e Jackie parecia ressoar nos pensamentos da pobre mulher. Ao retornar da Europa após seu trabalho, ela disse um doce sim a John.

Um Casamento Clássico e Abençoado

Ambos vindos de famílias de grande riqueza, o casamento de Jackie e John foi, sem surpresa, uma das cerimônias mais esperadas dos Estados Unidos naquela época. Eles se casaram na Igreja St. Mary em Newport, no estado de Rhode Island, em 12 de setembro de 1953, com 700 importantes convidados como testemunhas. Outras 800 pessoas vindas da classe alta da sociedade também estiveram presentes na festa de casamento.

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Além de ocupar uma posição importante na Igreja Católica, Rose Kennedy havia sido nomeada Condessa Papal pelo Papa Pio XII. A união foi abençoada não apenas por Richard Cushing, o Arcebispo de Boston, mas também pelo líder da Igreja Católica no mundo. Entretanto, mesmo com todas as bênçãos do dia do casamento, Jackie e John logo sofreriam tragédias pessoais como um casal.

Uma Série de Infortúnios e Tragédias

Após o casamento, levou dois anos para que Jackie engravidasse. Contduo, a tão esperada bênção do casal acabou em tragédia quando Jackie sofreu um aborto espontâneo em 1955. A segunda gravidez em 1956 resultou em um natimorto, o que partiu o coração do casal mais uma vez. O que ainda tornava tudo pior para Jackie foi a batalha de seu marido por sua saúde. A série de tragédias se tornou o catalisador da depressão de Jackie.


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No entanto, Jackie conseguiu sair deste estado quando Kennedy decidiu concorrer novamente ao senado em novembro de 1957. Jackie teve que ajudá-lo com sua campanha e isso tornou-se a luz no fim do túnel para ela.

Recebendo a Primeira Princesa na Família

Jackie provou ser um recurso valioso na campanha do JFK para o senado. Com sua habilidade em fazer discursos e se conectar com as pessoas, o principal consultor político de Kennedy, Kenneth O'Donnell, descrevia que a multidão ficava duas vezes maior sempre que Jackie estava por perto. Além de poderem melhorar o lado profissional de suas vidas, eles também estavam curando o pessoal no processo.


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Antes de 1957 chegar ao fim, Jackie deu o melhor presente a John. Ela deu à luz a primeiro filha deles e lhe deram o nome de nossa princesa Caroline. Mais tarde na vida, ela serviria como embaixadora dos Estados Unidos no Japão.

Um de Seus Piores Pesadelos

Apesar da chegada de uma criança, a infidelidade de John nunca parecia cessar. Jackie ainda não havia superado completamente seus abortos passados e a infidelidade de seu marido estava inclusive fortalecendo esse sofrimento. Uma noite, John chegou tarde em casa, evidentemente tendo passado a noite com sua amante. A discussão acabou levando Jackie a decidir que já estava farta dos caprichos dele. Ela ficou tão perturbada que saiu correndo de casa usando nada além de sua camisola.


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Aparentemente perdido e incapaz de lidar com a situação, Kennedy chamou uma ambulância e Jackie foi levado para a Clínica Psiquiátrica Valleyhead em Carlisle, no estado de Massachusetts. Contra sua vontade, ela suportou três brutais tratamentos de eletrochoque. Ela foi inclusive forçada a ficar lá por uma semana. Em entrevistas posteriores, ela admitiria que esses tratamentos de eletrochoque eram o maior pesadelo de sua vida. Ela quis largar tudo após aqueles incidentes horríveis.


Falar de Divórcio Tinha que Ser Posto de Lado

Joseph P. Kennedy, pai de John, estava bem ciente dos sonhos de seu filho de se tornar o Presidente dos Estados Unidos. A ideia de Jackie se divorciar dele poderia facilmente causar um escândalo que acabaria por arruinar suas chances de ganhar o voto do público. Ele tinha que fazer alguma coisa.


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Um pai subornar sua nora era uma jogada desesperada pelo bem de seu filho. Foi oferecido a Jackie um milhão de dólares para esquecer o divórcio. O pai conseguiu a resposta que queria. Jackie permaneceu esposa de JFK até seu assassinato em 1963.

A Corrida à Presidência

John F. Kennedy anunciou oficialmente que se candidataria à presidência em 1960. Assim como nos velhos tempos, Jackie estava ao lado de seu marido, servindo como seu maior recurso de popularidade. No entanto, ela não conseguiu acompanhá-lo pessoalmente na última parte de sua campanha. Ela estava grávida novamente. Como Jackie havia tido problemas para manter uma gravidez saudável, ela tinha que ficar em casa. Entretanto, ela ainda ajudava seu marido publicando artigos em uma coluna semanal com o título "Esposa da Campanha". Em todos os esforços de JFK para conquistar os corações dos americanos, Jackie estava o apoiando, ficando ao seu lado até o fim.


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O Partido Democrata nomeou oficialmente John F. Kennedy como seu candidato oficial para a Presidência em 13 de julho de 1960. Em 8 de novembro de 1960, Kennedy tornou-se o 35º Presidente dos Estados Unidos após derrotar Richard Nixon, o candidato do Partido Republicano.

Um Título Bem Merecido

Em 20 de janeiro de 1961, John, Jackie e Caroline puseram os pés na Casa Branca como a primeira família dos Estados Unidos. Não demorou muito para que o casal se tornasse os queridinhos da mídia. Sucedendo aos Eisenhowers, o casal Kennedy, que era jovem e fotogênico, certamente manteve a imprensa ocupada. Eles tinham estabelecido com sucesso uma imagem descolada e formidável. O poderoso casal tinha elevado bastante o nível para os futuros Presidentes e Primeiras Damas.


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Jackie manteve-se ocupada na Casa Branca, trabalhando nas coisas que valorizava. Ela dedicou a maior parte de seu tempo promovendo a cultura e as artes. Ela foi atrás das elites e organizou bailes de gala e eventos culturais e políticos. Jackie inclusive deixou sua marca na Casa Branca. Seu maior projeto ainda pode ser visto e sentido na Casa Branca atualmente.


Restauração com Significado Histórico

Acostumada a sua vida nas elites da América, Jackie esperava encontrar na Casa Branca uma residência bem conservada. Embora ela não esperasse que o local superasse o estilo de vida que sua família podia proporcionar, ela caiu em desilusão quando viu que a residência era escura e desarrumada. O mobiliário era pouco convidativo e ela não conseguia encontrar nenhum significado histórico neles. Para a Primeira Dama, que era fã de História e tinha senso de estilo, a situação era inaceitável. Ela não podia ignorar o que havia encontrado e decidiu iniciar um de seus projetos mais valiosos.


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Jackie buscou a ajuda de historiadores, designers de interiores e especialistas em móveis. Essas pessoas a ajudaram a encontrar peças de arte e móveis históricos. Ela também pediu a orientação de um comitê de belas artes. Além da parte de dentro, Jackie também trabalhou incansavelmente para revitalizar os jardins. O projeto exigiu um orçamento enorme. No entanto, ela havia pensado em uma maneira de como eles poderiam ir em frente. Ela criou um "Catálogo da Casa Branca", que foi vendido aos cidadãos americanos. Ele explicava a história e o significado da restauração da residência presidencial para o povo americano. Até hoje, as noções de história e a importância cultural dada pela Primeira Dama têm servido de base para a decoração da Casa Branca.

Seu Gosto pela Moda

Como esposa do Presidente, Jackie não podia se dar ao luxo de sair da Casa Branca vestida de forma descuidada. Embora ela estivesse acostumada a estar elegante e apresentável, ser a Primeira Dama era outra coisa. Ela contratou Oleg Cassini, um infame estilista de moda franco-americano daquela época. Ele fez para ela uma coleção especial que seria usada em suas aparições oficiais como Primeira Dama dos Estados Unidos. Além de sua inclinação à moda parisiense, ela também contratou alfaiates americanos para complementar seu guarda-roupa impecável. Jackie tornou-se um ícone instantâneo da moda não apenas nos Estados Unidos, mas em todo o mundo.

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O que fez com que tudo de alguma forma se tornasse preocupante foi a quantia gasta com seu guarda-roupa. Apenas no primeiro ano, ela gastou mais de 145 mil dólares em sua coleção de roupas. Seu marido, o Presidente, ganhava em média apenas 100 mil dólares por ano.

Visitas Oficiais a Outros Países

Políticos viajam muito e Jackie aproveitou isso ao máximo. Ela foi a vários países em visitas oficiais, com ou sem o Presidente. Seus críticos naquela época duvidavam de sua capacidade de realizar reuniões com líderes poderosos de outros países. No entanto, Jackie provou que eles estavam errados. Com suas habilidades e facilidade para falar e entender línguas estrangeiras, ela logo foi reconhecida como uma figura importante entre os dignitários estrangeiros.


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Uma das visitas de Estado mais memoráveis foi a que ela fez à França acompanhada por seu marido. Antes da viagem, ela preparou um breve documentário sobre o gramado da Casa Branca. O curta-metragem inteiro foi produzido em francês. Durante a viagem, Jackie conquistou a admiração e o respeito do público francês com seu conhecimento do idioma, bem como da história do país. A revista Time cobriu toda a viagem e até fez um comentário controverso, referindo-se a JFK como o homem que acompanhou Jacqueline Kennedy a Paris. Felizmente, o presidente não tomou o comentário como uma ofensa e até disse de ter gostado. Entretanto, o impressionante desempenho de Jackie em terras internacionais não terminou aí.

Ganhando a Admiração do Líder Soviético

Continuando suas viagens políticas, Jackie acompanhou JFK à Áustria para encontrar o primeiro-ministro soviético Nikita Khrushchev. Quando chegou a hora de uma sessão de fotos, o líder soviético perguntou se ele poderia apertar a mão da Primeira Dama, antes do próprio presidente.


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O charme de Jackie contribuiu muito para a reunião e eles voltaram para casa satisfeitos. Khrushchev até lhes enviou um presente de gratidão, um cachorro que era filhote de Stella, um dos cães que haviam sido enviados pelos russos para o espaço.

A Dama da Diplomacia Internacional

Durante a presidência de JFK, Jackie viajou quase o mundo inteiro. Ela tinha estado no Afeganistão, Áustria, Índia, Canadá, Paquistão, Inglaterra, Colômbia, Grécia, Marrocos, Turquia, México, Itália e Venezuela.


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Além do francês, Jackie também era fluente em espanhol. Como tinha a habilidade de se dirigir ao público latino-americano usando seu próprio idioma, ela tinha facilmente conquistado sua atenção e respeito. Mas isso não foi o fim de suas master class em negociações internacionais.

O Verdadeiro Lance Entre Jackie e a Rainha

Uma versão ficcional do encontro real que aconteceu entre Jackie e a Rainha Elizabeth II pode ser vista na segunda temporada de "The Crown", uma série popular da Netflix. A primeira cena mostrou a Rainha e a Primeira Dama compartilhando um momento íntimo enquanto passeavam pelo Palácio de Buckingham.


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Entretanto, na cena seguinte, Jackie estava de volta aos Estados Unidos e, enquanto estava em um jantar, ela começa a contar que a Rainha era apenas uma mulher de meia-idade pouco inteligente, pouco notável e desinteressante. A personagem de Jackie chegou a dizer que o Palácio Britânico era um lugar pequeno e que a decoração era decepcionante. Ela inclusive o comparou a um hotel provincial de segunda categoria. Quando a rainha Elizabeth ouviu falar das reclamações de Jackie, ela tinha algumas palavras a dizer em resposta: "Bem, devemos recebê-la de volta em breve". Mas a pergunta é: esse encontro aconteceu na vida real, ou foi apenas um produto das mentes criativas dos produtores da série?

A Rainha Versus a Primeira Dama

Embora possamos dizer que a encenação da série de eventos históricos é ficcional, algumas partes da série foram baseadas na realidade. A Rainha Elizabeth II deu a Jackie um tour particular do Palácio de Buckingham e parece que as duas poderosas mulheres se deram bem. Quando Jackie levantou o tópico sobre ela se acostumar a ser uma figura pública, a melhor resposta da Rainha foi: "A pessoa fica esperta depois de um tempo e aprende como se salvar".


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Um ano depois, Jackie visitou um familiar em Londres. Quando a Rainha recebeu a notícia, a convidou para almoçar. Jackie até disse à imprensa o quanto se sentia grata por estar na presença de uma rainha tão encantadora.

O Memorial de Dedicatória da Rainha

Anos após o referido almoço no Palácio de Buckingham, Jackie voltaria a ver a Rainha. Entretanto, foi durante um período difícil, quando seu marido foi assassinado. A Rainha quis homenagear o falecido presidente inaugurando um Memorial do Reino Unido em Runnymede, em Berkshire. Este é o local onde a Carta Magna havia sido selada.


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A Rainha ficou devastada com a notícia e disse ao povo que o período de luto tinha uma intensidade sem precedentes. Na dedicatória do memorial, a Rainha reconheceu as realizações do Presidente Kennedy e também reconheceu as grandes esperanças que o acompanhavam.

Encontrando uma Desculpa?

Jackie tinha a confiança e a habilidade de ir em visitas de Estado, com ou sem seu marido. Sendo a menina dos olhos da imprensa, era difícil manter em segredo que seu relacionamento estava se despedaçando. O afastamento entre o casal continuou a crescer e a viagem de Jackie foi vista pela imprensa como uma forma de evitar seu marido.


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A distância parecia crescer cada vez mais e, claramente, seu relacionamento estava em crise. Mas houve um evento específico que realmente causou um terrível estrago em sua união.

Marilyn Monroe e JFK

Como presidente bem quisto, em 19 de maio de 1962 foi realizado um grande evento de arrecadação de fundos para o Partido Democrata. Foi dez dias antes do 45º aniversário do JFK. A festa foi realizada em um terço do Madison Square Garden com mais de 15.000 convidados presentes. Apesar de seu marido ser o convidado de honra, a Primeira Dama decidiu não ir.


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Foi nesse dia que Marilyn Monroe cantou a eterna canção "Happy Birthday, Mr. President". Usando um vestido justo e cantando com sua voz mais sedutora, sua simples saudação tornou-se uma cena icônica. Foi um evento terrível para Jackie, ver seu marido flertando com o maior ícone sexual do mundo enquanto milhões de pessoas estavam assistindo e a imprensa estava se divertindo. Foi como perder sua dignidade e, mais uma vez, ela decidiu pedir o divórcio.

Outra Tragédia os Assola Novamente

Em 1963, Jackie passou a maior parte de seu tempo em Massachusetts, grávida e longe de seu marido. Ela estava se aproximando do parto quando uma tragédia ocorreu novamente. Ela deu à luz via cesariana a um bebê prematuro. Entretanto, devido ao parto antes do tempo, os médicos descobriram que os pulmões de seu filho não estavam desenvolvidos. Imediatamente, o bebê foi levado de avião para Boston para receber tratamento de emergência no Children Hospital. Jackie teve que ficar em um hospital da base da Força Aérea próximo porque ela ainda não tinha se recuperado.


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O presidente voou imediatamente para Boston para cuidar de seu filho. No entanto, o bebê, a quem tinham dado o nome de Patrick, faleceu alguns dias depois. Infelizmente, Jackie não estava ao seu lado.

Unidos pelo Luto

Apesar de terem problemas conjugais, Jackie e John se entendiam. A morte de seu filho, Patrick Bouvier Kennedy, foi outro desgosto que eles carregaram por muito tempo. Naquele momento de luto, o casal se viu fortalecido um pelo outro.


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Arthur Schlesinger, um historiador presidencial, escreveu em seus artigos que o período de luto tinha aproximado o casal mais do que nunca. O Presidente sempre considerou Jackie com genuíno afeto e orgulho. Aqueles meses de 1963 foram vistos pelas pessoas ao redor do casal como a fase mais sólida de seu relacionamento como marido e mulher. Tal era a sensação de entendimento que Jackie esqueceu momentaneamente a ideia do divórcio.

Ressuscitando seu Casamento

Descobrindo o quanto eles ainda precisavam um do outro, reconciliações foram feitas. Jackie concordou em viver com seu marido e mais uma vez, decidiu acompanhá-lo numa viagem política. No dia 21 de novembro de 1963, eles estavam indo ao Texas, onde se encontrariam com membros do Partido Democrata para solidificar a relação de JFK dentro do partido.


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O casal tomou um rápido café da manhã no Forth Worth antes de embarcar na Força Aérea Um. Eles pousaram no aeroporto Dallas Love Field onde John Connally, o governador do Texas e sua esposa estavam os esperando. Juntos, eles se dirigiram ao Trade Mart de Dallas na limusine presidencial. Kennedy era esperado para fazer um discurso em um almoço formal.

O Assassinato de um Presidente

No segundo dia de sua viagem política ao Texas, no dia 22 de novembro de 1963, exatamente às 12h30min, o Presidente John Fitzgerald Kennedy foi morto a tiros. As balas foram disparadas por um homem armado sozinho, Lee Harvey Oswald. O assassino era um ex-fuzileiro dos EUA.


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A morte repentina do presidente chocou o mundo inteiro. Naquele dia, as atividades políticas e sociais pareceram parar. Mas, para Jackie, o impacto da tragédia chegou cedo demais.


Jackie Queria que o Mundo Visse

John F. Kennedy foi baleado na cabeça enquanto sua esposa estava sentada ao seu lado. O vestido de Jackie estava coberto com o sangue de seu marido. Apesar da comoção, um agente do Serviço Secreto teve a oportunidade de oferecer a ela roupas limpas. No entanto, a Primeira Dama as recusou. Ela estava decidida a usar seu vestido manchado de sangue. Ela disse que queria que o mundo visse o que tinha sido feito com JFK.


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Mesmo quando embarcou no Air Force One para testemunhar o juramento do vice-presidente Lyndon B. Johnson, ela ainda estava vestindo suas roupas manchadas de sangue.

A Fantástica Camelot

De acordo com uma entrevista conduzida pela revista Life, Jackie Kennedy descreveu os momentos presidenciais de JFK como se estivessem em Camelot. Ela equiparou o mandato de seu marido ao reinado de Camelot e ao símbolo do mundo do Rei Arthur.


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Jackie queria que os Estados Unidos se lembrassem para sempre que, uma vez, mesmo por um breve momento, houve uma época de luz conhecida como Camelot. Para Jackie, haveria novamente grandes presidentes, mas nunca mais haveria outra Camelot.

Organizando o Funeral

Apesar da dor e da agonia, Jackie permaneceu forte diante desta crise. Ela tomou conta da organização do funeral de seu marido. O funeral de JFK seguiu o modelo utilizado na morte de Abraham Lincoln.


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A Primeira Dama liderou a procissão a pé e até pediu para levar uma vela. Devido à força que Jackie tinha mostrado, Lady Jeanne Campbell, que era repórter do The London Evening Standard, escreveu: "Jacqueline Kennedy deu ao povo americano... uma coisa que sempre lhes faltou: Majestade".


Propostas que Ela Recusou

Após o trágico assassinato e um período de dor e luto, o Presidente Johnson sentiu a necessidade de fazer algo atencioso para a incrível senhora. Ele sabia que a França tinha tudo a ver com Jackie e lhe ofereceu o papel de Embaixadora do país, mas Jackie recusou.


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O Presidente ofereceu duas outras funções: Embaixadora do México e do Reino Unido, mas Jackie também recusou essas duas propostas. Ela queria apenas uma coisa, que era renomear o centro espacial da Flórida como "Centro Espacial John F. Kennedy". Seu pedido foi concedido uma semana após o assassinato de seu marido.

Ainda Ativa na Política

Jackie foi capaz de realizar trabalhos políticos de sucesso sozinha, mesmo antes de ficar viúva. Após a morte de JFK, ela continuou no mundo da política. Ela acompanhou o ex-embaixador britânico dos Estados Unidos no Camboja e o ajudou a estabelecer e fortalecer as relações entre o país e os EUA.


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Apesar do trauma óbvio causado pelo assassinato de seu marido, Jackie continuou forte e até assistiu ao funeral de Martin Luther King Jr. em 1960.

O Amigo Mais Próximo e Confidente de Jackie

Robert "Bob" Kennedy era o irmão de JFK. Ele sempre foi próximo de sua cunhada, consolando-a durante os seus altos e baixos. Bob estava lá quando Jackie sofreu seus abortos e nunca saiu de seu lado quando ela estava de luto. A imprensa até começou um boato de que, após a morte de JFK, a amizade havia evoluído para algo mais.


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Quando os conselheiros políticos de Robert Kennedy descobriram que o presidente Johnson estava tendo um desempenho ruim nos números da pesquisa, eles convenceram Bob a concorrer à presidência. Entretanto, sua única resposta foi: "Isso depende do que Jackie quer que eu faça".

Apoio Incondicional

Conhecendo Bob e suas capacidades, Jackie deu todo o seu apoio à sua candidatura. Ela estava confiante e otimista de que outro Kennedy se tornaria o Presidente dos Estados Unidos.


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Jackie nunca esperou que ela fosse lidar com a dor insuportável da perda mais uma vez após a morte de seu marido.

Otimismo que Durou Pouco

Robert Kennedy conquistou com sucesso o apoio do Partido Democrata. O senador vitorioso foi escolhido como o candidato oficial. Entretanto, em 5 de junho de 1968, poucos minutos após a celebração, o senador foi atingido por tiros disparados por Sirhan Sirhan.


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Bob foi levado às pressas ao hospital para receber socorro. Jackie estava em Manhattan quando isso aconteceu. Quando ouviu a notícia sobre a tragédia, ela correu para o hospital de Los Angeles. No entanto, os ferimentos do senador foram graves demais e ele faleceu 26 horas após ter sido baleado.

Seu Segundo Casamento

Outro período de luto teve que ser suportado por Jackie Kennedy. Lentamente, ela se retirou do difícil mundo da política. Em 1968, ela apareceu novamente nas manchetes por se casar com Aristóteles Onassis, um magnata grego da navegação, e um bilionário. Ele era um amigo de longa data de Jackie.


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Durante anos, Jackie Kennedy Onassis refugiou-se na ilha particular de seu segundo marido, no Mar Mediterrâneo.

A Vida como Sra. Onassis

Jackie passou a viver em uma ilha particular com seus filhos. Ela se aposentou da vida que havia aprendido a amar e se sentia segura no paraíso grego de seu marido. No entanto, ela se certificou de que seus filhos não perdessem a ligação com a família de seu primeiro marido. O tio Ted, o irmão mais novo de John, visitou-os na ilha. Jackie e Ted logo se tornaram amigos íntimos.

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Jackie ficou com Aristóteles, mudando-se subsequentemente da Grécia para Paris e Nova York. Entretanto, seu marido ficou profundamente afetado quando perdeu seu filho de 24 anos, Alexander, em um acidente de avião. A saúde de Aristóteles se deteriorou e ele faleceu dois anos depois. Em meados da década de 70, Jackie decidiu ir para casa agora de modo definitivo.

Descanse em Paz, Eterna Primeira Dama

Jackie passou a ter uma vida saudável e longe da imprensa. No entanto, em 1993, ela foi arremessada de um cavalo. Apesar de sua idade, ela nunca havia desistido do hobby que aprendeu a amar quando era pequena. A lesão levou a outras complicações de saúde e, em 1994, Jackie deu seu último suspiro. Ela deixou seus filhos queridos, Caroline e John Jr., assim como seus três netos.


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Superada apenas pela Rainha Elizabeth II e Billy Graham nas estatísticas de Gallup, Jackie Kennedy Onassis é considerada uma das figuras mais populares do final do século XX.

FNSIDED Yast
Por Rebeca Marks
Junho 13.2002

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