sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Cecília Meireles

Cecília Benevides de Carvalho Meireles

Biblioteca Municipal de Joule - Sophia de Melo Breyner Anresen
𝗖𝗲𝗰𝗶́𝗹𝗶𝗮 𝗠𝗲𝗶𝗿𝗲𝗹𝗲𝘀 𝗻𝗮𝘀𝗰𝗲𝘂 𝗮 𝟬𝟳 𝗱𝗲 𝗻𝗼𝘃𝗲𝗺𝗯𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝟭𝟵𝟬𝟭
“Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro, em 7 novembro de 1901, filha dos açorianos Carlos Alberto de Carvalho Meireles, um funcionário de bancos e Matilde Benevides Meireles, uma professora.

Cecília Meireles foi filha de órfã criada pela avó açoriana, D. Jacinta Garcia Benevides, natural da ilha de São Miguel. 

Aos nove anos, começou a escrever poesia. 

Frequentou a Escola Normal no Rio de Janeiro, entre os anos de 1913 e 1916 e estudou línguas, literatura, música, folclore e teoria educacional.

Em 1919, aos dezoito anos de idade, Cecília Meireles o seu primeiro livro de poesias, Espectros, um conjunto de sonetos simbolistas.

Embora vivesse sob a influência do Modernismo, apresentava ainda, na sua obra, heranças do Simbolismo e Surrealismo, razão pela qual a sua poesia é considerada atemporal.

No ano de 1922 casou co, o artista plástico português Fernando Correia Dias, com quem teve três filhas. 

O seu marido, que sofria de depressão aguda, suicidou-se em 1935. 

Voltou a casar-se no ano 1940, quando se uniu ao professor e engenheiro agrónomo Heitor Vinícius da Silveira Grilo, falecendo em 1972. De entre as três filhas que teve a mais conhecida é Maria Fernanda que se tornou atriz.

Teve ainda importante atuação como jornalista, com publicações diárias sobre problemas na educação, área à qual se manteve ligada, tendo fundado, em 1934, a primeira biblioteca infantil no Brasil.

Observa-se ainda o seu amplo reconhecimento na poesia infantil com textos como o Leilão do Jardim, O Cavalinho Branco, Colar da Carolina.

O mosquito escreve, Sonhos de menina, O menino azul e A pombinha da mata, entre outros. 

Com eles traz para a poesia infantil musicalidade características de sua poesia, explorando versos regulares, a combinação de diferentes metros, o verso livre, a alteração, a assonância e a rima. 

Os poemas infantis não ficaram restritos à literatura infantil, permitindo diferentes níveis de leitura.

Em 1923, publicou Nunca Mais… e Poemas dos Poemas, e, em 1925, Baladas Para El-Rei. Após um longo período, em 1939, publicou Viagem, livro com o qual ganhou o Prêmio de Poesia da Academia Braseira de Letras Católica, escreveu textos em homenagem a santos, como Pequeno Oratório de Santa Clara, de 1955; O Romance de Santa Cecília e outro.

Em 1951 viajou pela Europa, Índia e Goa, e visitou pela primeira e única vez os Açores, onde na ilha de São Miguel contactou o poeta Armando César Côrtes-Rodrigues, amigo e correspondente desde a década de 1940.”

Obras de Cecília  Meireles

- 𝘈𝘯𝘵𝘰𝘭𝘰𝘨𝘪𝘢 𝘱𝘰𝘦́𝘵𝘪𝘤𝘢

- 𝘖𝘶 𝘪𝘴𝘵𝘰 𝘰𝘶 𝘢𝘲𝘶𝘪𝘭𝘰

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