domingo, 12 de janeiro de 2025

O que é a Síndrome de Ménière, que está fazendo a atriz Mariana Rios perder a audição



A atriz perdeu 30% após ser diagnosticada com a Síndrome de Ménière, uma doença rara

Amanda Sperotto , Florianópolis

Na última terça-feira (10), a atriz Mariana Rios compartilhou, durante entrevista ao programa The Noite com Danilo Gentili, que foi diagnosticada com a Sídrome de Ménière , uma condição autoimune que afeta a orelha interna, região responsável pelo equilíbrio e audição. A doença foi desencadeada por um pico de estresse relacionado à intensa rotina de trabalho, levando a uma perda de 30% da audição do ouvido esquerdo e a um zumbido constante.

Mariana Rios perdeu 30% da audição
– Foto: Divulgacão/Observatório dos Famosos/ND


A atriz contou como os primeiros sinais surgiram em meio à sobrecarga de trabalho.”Eu estava no trabalho, super estressada, fazendo a ponte aérea entre Rio de Janeiro e São Paulo, e meu ouvido começou a zumbir sem parar. Isso durou um mês, e eu não procurei ajuda. Só quando comecei a ter tontura e sintomas de labirintite percebi que algo estava errado. Fui ao médico, e ele disse: ‘Você veio tarde. Deveria ter vindo nas primeiras 36 horas. Você perdeu 30% da audição, e não há como reverter'”, relatou Mariana.

O que é a Síndrome de Ménière?


A Doença de Ménière é caracterizada pelo aumento da pressão nos líquidos que banham o labirinto da orelha interna, afetando tanto o equilíbrio quanto a audição.


A causa exata da doença ainda é desconhecida res genéticos podem estar envolvidos, já que muitos pacientes relatam histórico familiar. A doença é mais comum entre pessoas de 30 a 50 anos.
Síndrome de Ménière afeta a audição e é rara
– Foto: Reprodução/ND


Sintomas


Os sintomas da condição incluem:


Crises de tontura:
Episódios intensos que podem durar de 20 minutos a várias horas, muitas vezes impedindo o paciente de realizar atividades diárias;


Perda auditiva:
Geralmente unilateral, flutuando entre piora durante crises e melhora parcial;

Zumbido e plenitude aural:
Sensação de ouvido “tapado” ou cheio de água.

Tratamento

Embora não tenha cura, a Doença de Ménière pode ser controlada. O tratamento inclui mudanças no estilo de vida e intervenções médicas para reduzir a retenção de líquidos no corpo.

Doença pode causar crises de labirintite
– Foto: Reprodução/ND

O controle das crises passa por uma dieta com baixa ingestão de sal e açúcar, que ajudam a evitar o acúmulo de líquidos. Em alguns casos, é necessário o uso de diuréticos ou medicamentos específicos.

Doença de Ménière
(Doença de Ménière; hidropsia endolinfática)
Por Mickie Hamiter 

A doença de Ménière é um distúrbio caracterizado por crises recorrentes de vertigem incapacitante (uma sensação falsa de movimento ou giro), náuseas, perda de audição flutuante (nas baixas frequências) e barulho no ouvido (acufeno).

Os sintomas incluem crises súbitas não provocadas de vertigem incapacitante severa, náusea e vômito, geralmente com a sensação de pressão no ouvido e perda da audição.

O exames incluem testes auditivos e, às vezes, exames de ressonância magnética.

Uma dieta pobre em sal e um diurético podem diminuir a gravidade e a frequência das crises.

Medicamentos como meclizina ou lorazepam podem ajudar a aliviar os sintomas de vertigem, mas não previnem as crises.

Acredita-se que a doença de Ménière seja causada por uma quantidade em excesso do líquido que está normalmente presente no ouvido interno. 

O líquido no ouvido é mantido em uma estrutura em forma de bolsa chamada de saco endolinfático. Esse líquido é secretado e reabsorvido de forma contínua, mantendo-se em uma quantidade constante. Tanto um aumento da produção de líquido do ouvido interno, quanto uma diminuição de sua reabsorção, resultam em excesso de líquido. Não se sabe porque isso acontece. Essa doença normalmente ocorre em pessoas entre os 20 e 50 anos de idade.

Sintomas da doença de Ménière

Os sintomas da doença de Ménière incluem crises súbitas (agudas) e não provocados de vertigem incapacitante severa e, geralmente, náuseas e vômito. A vertigem  é uma falsa sensação de que as pessoas, seu ambiente, ou ambos estão se movendo ou girando. A maioria das pessoas descreve essa sensação desagradável como "tontura", embora as pessoas frequentemente também utilizem a palavra "tonto" para outras sensações, como estando atordoado.

Esses sintomas geralmente duram de 20 minutos a 12 horas. Raramente, eles duram até 24 horas. Antes e durante uma crise, uma pessoa frequentemente sente um entupimento ou pressão no ouvido afetado. Às vezes, os sons parecem excepcionalmente altos ou distorcidos.

A audição no ouvido afetado pode ficar comprometida após uma crise de vertigem. Frequências sonoras mais baixas (vogais auditivas) são mais difíceis de ouvir. A audição tende a oscilar, mas piora progressivamente com o passar dos anos.

O acufeno, que algumas pessoas descrevem como "zumbido nos ouvidos", pode ser constante ou intermitente e pode ser pior antes, durante, ou depois de uma crise de vertigem.

Normalmente, apenas um ouvido é afetado.

Inicialmente, os sintomas podem desaparecer entre os episódios. Períodos sem sintomas podem durar até um ano. No entanto, à medida que a doença progride, a deficiência auditiva piora gradualmente e o acufeno pode se tornar constante.

Numa variante da doença de Ménière, a perda de audição e o acufeno precedem a primeira crise de vertigem num período de meses ou mesmo anos. Depois que as crises de vertigem começam, a audição pode melhorar.

O médico suspeita de doença de Ménière quando a pessoa apresenta sintomas típicos de vertigem, acompanhados de acufenos e perda de audição em um ouvido. Além disso, a vertigem não é provocada por alterações na posição do corpo, ao contrário de pessoas com vertigem posicional paroxística benígna .

Os médicos também usam certas técnicas para verificar sintomas sugestivos da doença de Ménière. Por exemplo, eles podem pedir à pessoa para focar em um alvo enquanto giram a cabeça para um lado, depois para o outro e observam os movimentos dos olhos.

Prognóstico da doença de Ménière

Não há nenhuma maneira comprovada de interromper a perda de audição causada pela doença de Ménière. A maioria das pessoas tem perda auditiva de moderada a grave no ouvido afetado, dentro de 10 a 15 anos.

Tratamento da doença de Ménière

Prevenir crises limitando o uso de sal, álcool e cafeína e tomando um diurético

Medicamentos como meclizina ou lorazepam para aliviar crises súbitas de vertigem

Medicamentos como proclorperazina para aliviar o vômito

Algumas vezes, medicamentos ou cirurgia para reduzir a pressão dos líquidos ou destruir as estruturas do ouvido internoTratamentos não invasivos para a doença de Ménière


Seguir uma dieta com pouco sal, evitar o consumo de álcool e cafeína e tomar um diurético (como hidroclorotiazida ou acetazolamida que aumenta a excreção de urina) diminui a frequência das crises de vertigem na maioria das pessoas com doença de Ménière. No entanto, o tratamento pode não impedir a perda auditiva gradual.

Quando as crises ocorrem, a vertigem pode ser temporariamente aliviada com medicamentos administrados por via oral, como meclizina ou lorazepam. As náuseas e os vômitos podem ser aliviados com comprimidos ou supositórios contendo proclorperazina. 

Esses medicamentos não ajudam a prevenir as crises, portanto não devem ser tomados regularmente, mas somente durante crises agudas de vertigem. Para aliviar os sintomas, alguns médicos também dão corticosteroides, como prednisona, por via oral ou, às vezes, uma injeção do corticosteroide dexametasona atrás do tímpano. Certos medicamentos usados para prevenir enxaquecas (como alguns antidepressivos) ajudam algumas pessoas com a doença de Ménière.

Tratamentos invasivos para a doença de Ménière

Encontram-se disponíveis vários procedimentos para as pessoas incapacitadas devido a crises frequentes de vertigem, apesar dos tratamentos não invasivos.

Esses procedimentos têm como objetivo a redução da pressão dos líquidos no ouvido interno ou a destruição das estruturas do ouvido interno responsáveis pela função do equilíbrio. O menos destrutivo desses procedimentos é chamado descompressão do saco endolinfático. (O saco endolinfático contém o líquido que circunda as células ciliadas no ouvido interno.) Nesse procedimento, um cirurgião faz uma incisão atrás do ouvido e remove o osso sobre o saco endolinfático para que ele possa ser visto. Uma lâmina ou um laser são usados para fazer um orifício no saco, permitindo que o líquido seja drenado. O cirurgião pode colocar um dreno de plástico fino e flexível no orifício para ajudar a mantê-lo aberto. Esse procedimento não afeta o equilíbrio das pessoas e raramente prejudica a audição.

Se a descompressão do saco endolinfático não funcionar, os médicos podem precisar destruir as estruturas do ouvido interno que estão causando os sintomas injetando uma solução de gentamicina no ouvido médio, através do tímpano. A gentamicina destrói seletivamente a função do equilíbrio antes de afetar a audição, mas a perda auditiva ainda é um risco. O risco de perda auditiva é mais baixo se o médico injetar a gentamicina apenas uma vez e esperar quatro semanas antes de repetir, se necessário.

Pessoas que continuem tendo episódios frequentes e graves, apesar desses tratamentos, podem precisar de um procedimento cirúrgico mais invasivo. Cortar o nervo vestibular (neurectomia vestibular) destrói permanentemente a capacidade do ouvido interno de afetar o equilíbrio, geralmente preserva a audição e alivia com sucesso a vertigem em cerca de 95% das pessoas. Esse procedimento é geralmente feito para tratar pessoas cujos sintomas não diminuem após a descompressão do saco endolinfático ou pessoas que não querem passar por outra crise de vertigem.

Quando a vertigem é incapacitante e a audição se deteriorou no ouvido afetado, os canais semicirculares podem ser removidos através de um procedimento denominado labirintectomia. Às vezes, a restauração da audição nesses casos é possível com um implante coclear.

Nenhum dos procedimentos cirúrgicos que tratam a vertigem é útil no tratamento da perda de audição que frequentemente acompanha a doença de Ménière.

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