sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Cora Coralina

Cora Coralina

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Coisinha Simples e Deliciosas

136 anos de Cora Coralina!

Hoje (20/08) comemoramos o nascimento de Cora Coralina, pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães

Peixoto Bretas nasceu na Cidade de Goiás no dia 20 de agosto de 1889 e faleceu na capital goiana,

Goiânia, no dia 10 de abril de 1985.

Foi uma poetisa e contista brasileira.

Considerada uma das mais importantes escritoras brasileiras, ela teve seu primeiro livro publicado em

junho de 1965 (Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais), quando já tinha quase 76 anos de idade,

apesar de escrever seus versos desde a adolescência.

Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a

modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em

particular dos becos e ruas históricas de Goiás.

Cora Coralina está entre os nomes mais populares da poesia brasileira.

Sua obra vem ganhando cada vez mais destaque e admiradores,

que fazem com que os versos da poeta

goiana ganhem projeção e a atenção de estudiosos da palavra.

É comum encontrar textos de Cora Coralina compartilhados nas diversas redes sociais, fato que

comprova a atemporalidade de sua poesia.

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Coisinhas Simples e Deliciosas

Parabéns Cora Coralina !

Ana Lins dos Guimarães Peixoto Brêtas, nasceu na cidade de Goiás, em 20/08/1889.

E para celebrar os 136 anos de existência dessa doceira, costureira e poeta, nada como reler um dos seus textos mais lindos:

Anihas e as Pedras

Não te deixes destruir…

Ajuntando novas pedras

e construindo novos poemas.

Recria tua vida, sempre, sempre.

Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.

Faz de tua vida mesquinha um poema.

E viverás no coração dos jovens

e na memória das gerações que hão de vir.

Esta fonte é para uso de todos os sedentos.

Toma a tua parte.

Vem a estas páginas

e não entraves seu uso

aos que têm sede.

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Você sabia?

Hoje (20/08) é o dia do vizinho?

Curiosidade e origem da data:

O Dia do Vizinho é comemorado no Brasil em duas datas:

20 de agosto e 23 de dezembro.

Para a data de 23 de dezembro não se sabe de uma justificativa para a escolha, entretanto,

o dia 20 de agosto, o que se sabe é que foi criado há mais de 30 anos,

em comemoração ao aniversário da poetisa Ana Lins de Guimarães Peixoto Bretas,

a Cora Coralina, na cidade de Goiás (GO).

A ideia surgiu quando moradores da rua de Cora quiseram dar uma festa de aniversário, que ela recusou,

e disse preferir uma comemoração entre vizinhos.

É o que conta o cineasta Lázaro Ribeiro de Lima.

"Vizinho é mais que parente, pois é o primeiro a saber das coisas que acontecem na vida da gente",

era o pensamento da poetisa, que começou a escrever aos 14 anos e fez dezenas de livros.

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Graciosa Página

Hoje lembramos os 136 anos da poetisa Cora Coralina

Cora Coralina é o pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto (1889-1985). Nasceu na cidade de Goiás, antiga Villa Boa de Goyaz.

Foi criada às margens do rio Vermelho, em uma casa comprada por sua família no século XIX, quando
 seu avô ainda era uma criança. 

Estima-se que essa casa fora construída em meados do século XVIII, sendo uma das primeiras

construções da região. 

Aos 15 anos de idade, Ana se tornou Cora, derivativo de coração. Coralina veio depois, como uma soma

de sonoridade e tradução literária.

Poeta e contista brasileira de prestígio, Cora se tornou um dos marcos da nossa literatura. 

Iniciou sua carreira literária aos 14 anos com o conto Tragédia na Roça, publicado no Anuário Histórico

e Geográfico do Estado de Goiás.

Casou-se com o advogado Cantídio Tolentino de Figueiredo Brêtas e teve seis filhos. 

O casamento a afastou de Goiás por 45 anos. 

Ao voltar às suas origens, viúva, iniciou uma nova atividade, a de doceira (conheça a obra Doceira e Poeta). 

Além de fazer seus doces, Aninha, como também era chamada, escreveu a maioria de seus versos nas

horas vagas ou entre panelas e fogão.

Cora publicou o seu primeiro livro aos 76 anos e despontou como detentora de uma das maiores

expressividades da poesia moderna. 

Em 1982, mesmo tendo estudado somente até o equivalente ao segundo ano do atual Ensino

Fundamental, recebeu o título de Doutora Honoris Causa da Universidade Federal de Goiás. 

No ano seguinte, foi a vencedora do concurso Intelectual do Ano do Troféu Juca Pato, tornando-se a

primeira mulher a receber tal honraria. 

Em 1984, foi eleita Símbolo da Mulher Trabalhadora Rural pela Organização das Nações Unidas para a

 Agricultura e Alimentação (FAO).

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