sexta-feira, 10 de outubro de 2025

O menino olhava para o avô com a curiosidade

Proseando com a Aninha

O menino olhava para o avô com a curiosidade doce de quem enxerga o mundo pela primeira vez.

— Vovô… quando eu crescer, também vou perder o cabelo?

Vou ganhar essas manchinhas nas mãos, como um bolo com pedacinhos de chocolate?

E meus cabelos… vão parecer nuvens ou algodão-doce?

O avô sorriu com paciência.

— Acho que sim, meu neto.

O pequeno abriu um sorriso largo.

— Então eu vou ficar bonito, não é?

— Você acha que eu sou bonito? — perguntou o avô, com a voz baixa e terna.

— Lógico que sim, vovô! Você é a pessoa mais legal do mundo!

E assim ficavam, mergulhados em conversas sem pressa.

Não eram lições, não eram sermões.

Eram diálogos de alma: perguntas inocentes e respostas carregadas de magia.

O olhar do menino enchia o avô de ternura e orgulho, como se cada instante fosse um presente.

— Vovô… posso fazer mais uma pergunta?

— Claro, meu querido.

— Se eu pedir para o Papai do Céu… Ele me empresta você por mais um pouquinho?

O velho homem sorriu, com lágrimas escondidas nos olhos.

— Pode deixar, eu mesmo vou falar com Ele.

E ficou.
Mais um pouquinho emprestado.

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