Caminhando e cantando
Cabelos Brancos
Herivelto Martins/Marino Pinto
Não falem dessa mulher perto de mim
Não falem pra não lembrar minha dor
Já fui moço, já gozei a mocidade
Se me lembro dela, me dá saudade
Por ela vivo aos trancos e barrancos
Respeitem ao menos meus cabelos brancos
Ninguém sofreu na vida o que eu sofri
Ninguém viveu a vida que eu vivi
As lágrimas sentidas
Os meus cabelos brancos
Refletem-se hoje em dia
Nos meus cabelos brancos
Agora, em homenagem ao meu fim
Não falem dessa mulher perto de mim.
Carinhoso
Pinxinguinha/João de Barros
Meu coração, não sei por que, bate feliz quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo e pelas ruas vão te seguindo
Mas mesmo assim, foges de mim.
Ah! se tu soubesse como sou tão carinhoso
E muito, muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei qeu tu não fugirias mais de mim.
Vem, vem, vem,vem,
Vem sentir o calor dos lábios meus
A procura dos teus
Vem matar esta paixão
Que me devora o coração
E só assim então, serei feliz, bem feliz
.Caminhemos
Herivelto Martins
Não, eu não posso lembrar que te amei
Não, eu preciso esquecer que sofri
Faça de conta que o tempo passou
E que tudo entre nós terminou
E que a vida não continuou pra nós dois
Caminhemos, talvez nos vejamos depois.
Vida comprida, estrada alongada
Parto à procura de alguém
Ou a procura de nada
Vou indo, caminhando, sem saber onde chegar
Quem sabe na volta te encontre no mesmo lugar.
Caçador de Mim
Milton Nascimento
Por tanto amor, por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz, manso ou feroz
Eu caçador de mim.
Preso a canções, entegue a paixões.
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar, longe do meu lugar,
Eu caçador de mim.
Nada a temer, senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura.
Longe se vai sonhando demais
Mas onde se chega assim?
Vou descobrir o que me faz sentir
Eu caçador de mim.
Castigo
Dolores Duran
A gente briga
Diz tanta coisa que não quer dizer
Briga pensando que não vai sofrer
Que não faz mal se tudo terminar.
Um belo dia
A gente entende que ficou sozinho
Vem a vontade de chorar baixinho
Vem o desejo triste de voltar.
Você se lembra
Foi isso mesmo que se deu comigo
Eu tive orgulho e tenho por castigo
A vida inteira pra me arrepender!
Se eu soubesse
Naquele dia o que sei agora
Eu não seria este ser que chora
Eu não teria perdido você!
Canteiros
Raimundo FagnerCântico de Natal
(baseado no poema de Cecília Meireles)
Quando penso em você
Fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa
Menos a felicidade
Correm os meus dedos longos
Em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego
Já me dá contentamento
Pode ser até manhã
Cedo, claro, feito dia
Mas nada do que me dizem
Me faz sentir alegria
Só queria ter do mato
Um gosto de framboesa
Para correr entre os canteiros
E esconder minha tristeza
Eu ainda sou bem moço
Pra tristeza...
Deixemos de coisas,
Cuidemos da vida
Senão chega a morte
Ou coisa parecida
E nos arrasta moço
Sem ter visto a vida
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um toco sozinho...
São as águas de março fechando o verão
E a promessa de vida em nosso coração.
John Lennon/Yoko Onno
Versão Cláudio Rabelo
Então é Natal
E o que você fez?
O ano termina
E nasce outra vez.
Então é Natal
A festa cristã
Do velho e do novo
Do amor como um todo.
Então é Natal
E o Ano Novo também
Que seja feliz quem
Souber o que é o bem
Então é Natal
Pro enfermo e pro são
Pro rico e pro pobre
Num só coração.
Então é Natal
Pro branco e pro negro
Amarelo e vermelho
Pra paz afinal
Então é Natal
E o Ano Novo também
Que seja feliz quem
Souber o que é o bem
Então bom Natal
E o que a gente fez
O ano termina
E começa outra vez.
Então é Natal
A festa cristã
Do velho e do novo
Do amor como um todo
Então bom Natal
E oAno Novo também
Que seja feliz quem
Souber o que é o bem.
Então é Natal
E o que você fez?
O ano termina
E nasce outra vez.
Coração Bobo
Alceu Valença
Meu coração tá batendo
Como quem diz não tem jeito
Zabumba, bumba esquisito
Batendo dentro do peito
Teu coração tá batendo
Como quem diz não tem jeito
O coração dos aflitos pipoca
Dentro do peito (Bis)
Coração bobo, coração bola
Coração balão, coração São João
A gente se ilude dizendo já não há mais coração.
Chega de Saudade
Tom Jobim/V.Morais
Vai minha tristeza, e diz a ela que sem ela não pode ser.
Diz-lhe numa prece que ela regresse porque eu não posso mais sofrer!
Chega de saudade, a realidade é que sem ela não há paz, não há beleza
É só tristeza e a melancolia que não sai de mim.
Não sai de mim, não sai.
Mas se ela voltar, se ela voltar, que coisa linda, que coisa boa.
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que darei na sua boca.
Dentro dos meus braços, os abraços hão de ser minhões de abraços
Apertados assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é para acabar com esse negócio de viver sem mim
Não quero mais esse negócio de você longe de mim.
Vamos deixar desse negócio de você viver sem mim.
Conceição
Dunga/Evaldo Gouveia
Conceição, eu me lembro muito bem
Vivia no morro a sonhar
Com coisas que o morro não tem.
Foi então, que lá em cima apareceu
Alguém que lhe disse a sorrir
Que descendo à cidade ela iria subir
Se subiu, ninguém sabe, ninguém viu
Pois hoje o seu nome mudou
E estranhos caminhos pisou
Só eu sei que tentando a subida desceu
E agora daria um milhão
Para ser outra vez Conceição!
Como Uma Onda
Lulu Santos/Nelson Mota
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa, tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo-e-vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu a um segundo
Tudo muda o tempo todo no mundo
Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar,
Ciranda da Rosa Vermelha
Alceu Valença
Teu beijo doceTem sabor do mel da canaSou tua ama, tua escravaMeu amor
Sou tua cama, teu engenho, teu moinhoTu és feito um passarinhoQue se chama beija-flor
Sou rosa vermelhaAi meu bem quererBeija-flor sou tua rosaE hei de amar-te até morrer.
Quando tu voasPra beijar as outras floresEu sinto doresUm ciúme e um calor
Que toma o peito o meu corpoInvade a almaSó meu beija-flor acalmaTua escrava, meu amor.
Sou rosa vermelhaAi meu bem quererBeija-flor sou tua rosaE hei de amar-te até morrer.
Coração de PapelReginaldo Rossi
Se você pensa que meu coração é de papelNão vá pensando pois não éEle é igualzinho ao seuE sofre como eu
Pra que fazer chorar assimA quem te ama.
Se você pensa em fazer chorar a quem lhe querA quem só pensar em você
Um dia sentiráQue amar é bom demaisNão jogue amor ao léuMeu coração que não é de papel.
Por que fazer sofrerPor que fazer chorarUm coração que só lhe quer
O amor é lindo eu seiE todo eu lhe deiNão jogue amor ao léuMeu coiração que não é de papel.
Como é Grande o Meu Amor por VocêRoberto Carlos
Eu tenho tanto pra lhe falar
Mais com palavras não sei dizer
Como é grande o meu amor por você
E não há nada pra comparar
Para poder lhe explicar
Como é grande o meu amor por você.
Nem mesmo o céu, nem as estrelas
Nem mesmo o mar e o infinito
Não é maior que o meu amor
Nem mais bonito
Me desespero a procurar
Alguma forma de lhe falar
Como é grande o meu amor por você.
Nunca se esqueça nenhum segundo
Que eu tenho o amor maior do mundo
Como é grande o meu amor por você.
Chuá - Chuá
Pedro de Sá Pereira/Ary Pavão
Deixa a cidade, formosa morena
Linda pequena, e volta ao sertão
Beber a água da fonte que canta,
Que se levanta do meio do chão
Se tu nasceste, cabloca cheirosa
Cheirando a rosa do peito da terra
Volta pra vida serena da roça
Daquela palhoça do alto da serra
E a fonte a cantar, chuá, chuá...
E a água a correr, chuê, chuê...
Parece que alguém, que cheio de mágoa
Deixasse quem há de dizer a saudade
No meio das águas rolando também
A lua branca da luz prateada
Faz a jornada no alto dos céus
Como se fosse uma sombra altaneira
Da cachoeira fazendo escarcéu
Quando esta luz lá na altura distante,
Loura ofegante no poente a cair
Dai-me essa trova que o pinho descerra
Que eu volto pra serra que eu quero partir
E a fonte a cantar, chuá, chuá...
E a água a correr, chuê, chuê...
Parece que alguém, que cheio de mágoa
Deixasse quem há de dizer a saudade
No meio das águas rolando também
Ilce Marinho

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