sexta-feira, 6 de maio de 2011

Epilepsia

Relatos sobre ataques epilépticos existem desde 3500a.C. em documentos sobre medicina do antigo Egito e sempre estavam vinculados a fenômenos sobrenaturais, magia e maldições. No século VI a.C. a medicina grega deu um avanço significativo no que se refere à compreensão das doenças entre elas a epilepsia. Por volta de 400C., Hipócrates, afirmou que a causa da epilepsia não estava em espíritos malígnos e sim no cérebro, tentando desfazer mitos. Apesar disso, esses mitos persistiram com o passar do tempo, e as pessoas portadoras desta patologia neurológica foram submetidas a todo tipo de preconceito, eram excluídas da sociedade e muitas foram queimadas em fogueiras como "bruxas". Hoje, no século XXI, apesar de toda a informação que se tem dos médicos e dos meios de comunicação, ainda observamos que alguns mitos continuam, como por exemplo, queimar a roupa do epiléptico após ele ter tido uma crise, na intenção de exorcizar algum espírito diabólico, que teria provocado a crise.

O que é epilepsia?

Epilepsia é uma síndrome neurológica caracterizada por crises ou "ataques" repetidos, e essas crises podem se manifestar de muitas maneiras. Às vezes a pessoa com epilepsia perde a consciência, mas às vezes experimenta apenas pequenos movimentos corporais ou sentimentos estranhos. Porém, sintomas menores não significam que a crise seja de menor importância. Se as alterções epilépticas ficam restritas a uma parte do cérebro, a crise chama-se parcial; se o cérebro inteiro está envolvido, chama-se generalizada.

A epilepsia é mais comum na infância, quando é maior a vulnerabilidade a infecções do sistema nervoso central (meningites), a acidentes (traumatismo do crânio) e doenças como o sarampo, varicela e caxumba, cujas complicações podem causar crises epilépticas.

O problema também pode se manifestar com o envelhecimento e suas complicações vasculares.

Publicado no jornal O Norte.

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