segunda-feira, 23 de maio de 2011

Onaldo Queiroga - O Homem E O Cinema


O que seria do mundo sem o cinema! Dados arqueológicos indicam que o homem, desde os primórdios, já se preocupava com o registro do movimento. Desenhos e pinturas encontrados em cavernas são exemplos desse dado históricos.

No oriente, por volta do ano 5.000a.C., foram utilizados, conforme registros, jogos de sombras, que constituíam um tipo de projeção sobre paredes ou telas de pano, com figuras de homens, animais e objetos, sempre contendo uma narrativa sobre príncipes, dragões e valentes guerreiros.

No século XV, na Alemanha, foi criada a lanterna mágica que projetava imagens em uma lâmina de vidro. Mas, os primeiros aparelhos capazes de captar e reproduzir imagens do movimento foram baseados no fenômeno da persistência da retina, no ano de 1826, pelo inglês Peter Mark Roger. Em 1890, Thomas Edison inventa o filme perfurado e roda Black Maria, o primeiro filme da história do cinema. Aperfeiçoando o cinetoscópio, os irmãos Auguste e Louis Lumière montaram o cinematógrafo em 1895.

Porém, foi o cinema mudo que oficialmente deu início à história do cinema. A introdução do som só aconteceu nos anos 20 do século passado.De lá para cá, com a ascensão de Hollywood, o cinema enveredou por vários gêneros: westem, policial, musical, de comédia, de terror, romântico e de ficção.

O rádio e o cinema assumiram, no século XX, um grandioso papel na vida do homem, influenciando, direta ou indiretamente, o comportamento de muitas sociedades existentes no mundo. A indústria cinematográfica a partir dos anos 80 do século passado, passou a ser fragilizada pelo surgimento da televisão, do vídeo-cassete, do DVD e, agora, pela famigerada pirataria. Hoje, quando a mídia anuncia o lançamento de uma grande película, em qualquer esquina, um contraventor já comercializa uma cópia fajuta.

Mesmo com todas as intempéries postas no seu caminho, o cinema persiste. Antigamente, tínhamos o cinema instalado em grandes prédios. Mas, com a crise do final do século XX, diversos cinemas fecharam suas portas, principalmente nas cidades interioranas. Com o advento dos shoppings, gradativamnte o cinema vem ressurgindo, com a instalação de várias salas, trazendo uma variedade de filmes. Essa iniciativa, primeiramente, foi adotada pelos shoppigs situados nos grandes centros, mas atualmente vem sendo desenvolvido empreendimentos localizados nas cidades de médio porte.

Um projeto interessante é o que vem sendo desenvolvido pelo SESI, que, de forma itinerante, monta uma grande estrutura de um cinema em praça pública, transformando as noites das cidades pequenas em uma grande festa.

Enquanto existir o homem, haverá o cinema. Enquanto houver o cinema, haverá um mundo culturalmente melhor.

Onaldo Queiroga.
Escritor e Juiz de Direito.

Esquinas da Vida
Capítulo II - O Homem e as Esquinas
Passa o tempo e a história nos mostra que apenas mudam os
personagens, também flagelados.
Páginas 63 e 64.

Onaldo Queiroga.
Escritor e Juiz de Direito.

Esquinas da Vida
Capítulo II - O Homem e as Esquinas
Passa o tempo e a história nos mostra que apenas mudam os
personagens, também flagelados.
Páginas 59 e 60.

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