quinta-feira, 3 de maio de 2012

Brígida Brito - Velhas Roseiras



Cantinho da paz

Eu já tive milhares de companheiros e colegas. Dentre eles, fiz centenas de bons amigos. Mas nem todas as amizades duraram. Algumas pareciam sólidas como rochas, mas não resistiram aos tempos e as circunstâncias. Assim sobraram poucos amigos de infância, pouquíssimos amigos de escola, poucos amigos de adolescência, poucos amigos de juventude. E pensar que a gente brincava todos os dias, via-se todos os dias e não saia da casa um do outro...



De repente, outros afetos, outros amigos, outros interesses, outro tipo de vida, longos anos de distância e mil preocupações da vida nos afastaram totalmente. Agora não sei onde andam e os que vejo aqui e acolá  são amigos de "Bom dia"... Mas nada acontece. A gente se respeita e se admira, mas a amizade de infância, de juventude não volta. Mudaram eles ou mudei eu? Ou foi a vida que nos mudou a todos?



Restam algumas amizades fiéis que resistem a tudo... O que sei é que fiz muitos amigos e não conservei aquelas amizades. De bons amigos que éramos, somos hoje bons conhecidos que se saúdam de passagem e se respeitam. As vezes nem isso. Crescemos e nossa amizade  ficou lá no passado. E eu digo a mim mesmo: "Feliz o homem que sabe cultivar sua roseira!"



Talvez não seja tarde...Roseiras velhas também produzem rosas lindas e viçosas. Basta recultivá-las..."

Padre Zezinho


  Brigida Brito.Médica, e terapeuta de regressão.
Publicada no Jornal Correio da Paraíba
 Caderno: Cultura/Lazer

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