O homem devasta seus semelhantes e seus respectivos territórios, tudo isso em nome de uma pretensa paz e por dias melhores. Mas, na verdade, o que há é a intenção de conquista do poder, do domínio e controle das riquezas do planeta terra. Com isso, invade países, mutila culturas, desrespeita religiões, instala o caos e, usando uma artilharia pesada, quebra a soberania de um povo.
O homem, com sua marcha devastadora, também vem continuamente aniquilando, com maior intensidade, a natureza. Deus nos presenteou com a santa natura, a qual impulsiona a vida de forma equilibrada. Todavia, o homem a maltrata inescrupulosamente. insatisfeita com esse procedimento humano, a natureza responde muitas vezes silenciosamente, como é o caso do lento, mas cadenciado, mergulho e desaparecimento dos icebergs, aumentando, com isso, o volume das águas dos oceanos.
Em outro campo, verifica-se o crescimento pequeno, mas contínuo, dos desertos. Noutras ocasiões, a natureza responde de forma mais enérgica, como se gritasse aos deuses. Nesses casos, vemos a ira dos tornados, das tempestades, dos vulcões, dos tsunamis e dos furacões.
A ideia de que a criatura pode fazer as vezes do Criador tem que ser urgentemente repensada. O fato é que a história da humanidade, principalmente quando se divisa o lado religioso, vem demonstrando que Deus, diante da ação devastadora do homem, através de eventos naturais, emite alguns sinais, como se quisesse apontar o limite da sua tolerância.
Recentemente, diversos acontecimentos naturais abalaram as estruturas de vários povos. O continente asiático sofreu duramente com a força dos tsunamis. Do outro lado do mundo, o território norte-americano vem sendo castigado por inúmeros tornados e furacões. O Katrina, por exemplo, segundo o Jornal do Brasil, edição de 03/09/2005, destruiu toda a estrutura urbana, como pontes, estradas e redes de energia de Nova Orleans, proporcionando a maior emergência dos EUA.
Afirmou, ainda, o citado jornal que a dimensão da catástrofe é desconhecida. Todavia, calcula-se um prejuízo de U$ 100 bilhões, além da destruição de cerca de 150 mil propriedades e da extinção imediata de 500 mil empregos. Provavelmente, serão necessárias de 12 a 16 semanas para que as pessoas possam voltar à sua vida normal.
Enquanto centenas de milhares de soldados norte-americanos continuam em território iraquiano tentando resolver o caos que ali implantaram, os negros, os pobres, os velhos e os doentes de Nova Orleans, vítimas da ação do Katrina, continuavam sem a assistência eficaz para sobreviverem à fúria da natureza.
Indaga-se: quantos sinais ainda virão para que o homem acorde e sinta que há neste planeta lugar para todos? Que o dinheiro gasto com guerras, se utilizado em nome do bem, poderia erradicar a fome e a miséria?Acordemos! Ainda há tempo.
Onaldo Queiroga
Do livro de sua autoria Monólogo Do Meu Tempo
Páginas 69,70 e 71
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