Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga possui vasto acervo em casa que inclui além de todos os CDs vídeos raros.
O centenário de Luiz Gonzaga aconteceu no ano passado, quando Baião de crônicas foi editado, mas, somente agora chega às mãos dos leitores. Segundo Onaldo, durante todo o ano de 2012, ele alimentou a esperança de lançar esse livro.
"Já estávamos em outubro, eu já havia decidido bancar o livro, mas graças a Beto Brito, meu amigo e também do editor Pedro Tavares, proprietário da editora Prazer de Ler, veio a luz e a sintonia. Em 30 minutos foi fechado o contrato do livro. Algo que me impressiona até agora", esclarece.
A obra, conta o autor, é fruto de 21 anos de pesquisa. "Sem dúvida que constitui minha participação para o centenário do Rei do Baião. É uma contribuição para a cultura popular, um registro do ícone maior da cultura de raiz de um povo chamado Nordeste".
Essa história que une Onaldo a Luiz Gonzaga vem desde quando ele era menino, lá pras bandas de Pombal, onde nasceu. "Desde criança, basta olhar no livro que lá estão fotos minhas, em tenra idade, com um chapéu de couro branco na cabeça. Mas foi a partir de 1992 que o fã também passou a pesquisar a vida e a obra de Luiz Gonzaga", revela.
O autor que escreve aos sábados na Página Opinião do Correio comenta a parceria. "Escrevo no Correio sobre assuntos diversos, entre eles, a vida e obra de Luiz Gonzaga. Foi assim que fui construindo esse livro. Não conto às vezes em que fui abordado na cidade ou via emails com conversas que giram em torno dessas crônicas. Essa interação com o leitor é gratificante, não há dinheiro que pague", afirma.
É tão intensa essa paixão pela música de Luiz Gonzaga que Onaldo tem em casa um recanto dedicado a obra do artista. "Já tenho tanta coisa que sinto necessidade de ampliar esse espaço. Temos livros. LPs. CDs, recortes de jornais, chapéus adquiridos em Exu, (cidade de LG), fotos e vídeos que me foram entregues pela saudosa amiga Chiquinha Gonzaga, irmã de Luiz Gonzaga.
Queiroga tem 120 bolachas e todos os CDs que já foram lançados, além de muitos discos em que o artista canta em duetos. É raridades. "Tenho a música 'Paraíba' cantada em japonês que me foi entegue pelo amigo José Nobre, proprietário do museu de Luiz Gonzaga na cidade de Campina Grande, esse sim, o maior conhecedor da obra dele na Paraíba".
Outra raridade é um vídeo que Onaldo ganhou de Sérgio Gonzaga, onde aparece Gonzagão e a família em pleno carnaval em 1987. "Esse vídeo é uma preciosidade. Estão todos no sítio, ele e seus irmãos no Rio de Janeiro. Ali, ele toca, canta e fala sobre a vida, sobre sua visão do mundo, da política, enfim, são momentos singulares da intimidade de um rei".
Onaldo Queiroga não se aventura a enumerar as canções de sua pedileção, mas se arrisca em algumas. "Gosto demais de 'Assum Preto', 'Tropeiros da Borborema', 'Andarilho', 'Cacimba Nova' e 'Olha pro Céu'. Fica difícil fazer uma lista", esclarece.
Uma lembrança Onaldo não esquece. Ele tinha 12 anos, em 1978, lá em Pombal, de férias escolares. Era noite de comícios e ele foi com seus avós maternos. A atração era o Luiz Gonzaga. "Não se falava noutra coisa na cidade. Antes do início do comício, o artista andou pelo meio do povo e passou bem pertinho de mim, aquela figura ficou guardada no meu âmago. A segunda vez que o vi foi em 1985, na festa dos municípios, realizada na Praça da Independência. Vi o show e fiquei emocionado".
Onalldo Queiroga no momento tem mais duas obras literárias na gaveta: Efeitos Homínios e Naturais e Reflexões, obras que o autor pretende lançar até o final do ano.
Kubitschek Pinheiro
Giordano Germoglio.
Publicado no jornal Correio da Paraíba
07/03/2013.
Cultura /Laser
Pagina C3.

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