Por Daniela Pinheiro
Alexander Fleming
Alexander Fleming: revolução no tratamento contra as infecções a partir do mofo.
Em 1928, o médico escocês Alexander Fleming notou que uma pequena quantidade de mofo que crescera numa cultura de estafilo- cocos destruiu as bactérias. Mais tarde, ele deu ao extrato do bolor o nome de penicilina. Fleming anos depois agraciado com o Prêmio Nobel de Medicina de 1945, criou a revolução batizada como antibiótico.No começo da década de 40, depois que outros cientistas refinaram o antibiótico, os grandes laboratórios farmacêuticos iniciaram sua produção em massa, tornando possível aquilo que antes parecia impensável. Infecções incuráveis, como pneumonia, escarlatina, febre reumática, sífilis, tétano, gangrena, passaram a ser valentemente combatidas. A tuberculose, o maior problema de saúde pública da época, ficaria sob controle. Tamanho era o entusiasmo com tais progressos que epidemiologistas chegaram a decretar o fim das doenças contagiosas, o que não aconteceu porque gerações de bactérias cada vez mais fortes desafiam a medicina até hoje.
Albert Sabin e Jonas Salk
Pode-se dizer que a medicina teve três fases mais decisivas e nítidas neste século. A penicilina introduziu a primeira delas: a da cura de doenças. Na vigência da segunda fase, tão benéfica quanto a primeira, descobriu-se o papel extraordinário das vitaminas na manutenção e incremento da saúde e inventaram-se as vacinas. Com essas ferramentas, o homem, que já curava, também conseguiu estabelecer uma rotina de prevenção de doenças. Entre as vacinas, a mais destacada foi inventada em 1954, pelo microbiologista americano Jonas Salk, para combater a poliomielite. Aplicada por meio de injeções, acabou superada por uma evolução que viria logo a seguir, a famosa gotinha do doutor Albert Sabin.
James Watson e Francis Crick
Nos últimos anos, a medicina decidiu enfrentar um novo desafio muito mais ambicioso com a ajuda da engenharia genética. A ciência entraria em sua terceira fase: a da previsão de doenças. Ela começou quando a dupla de cientistas James Watson e Francis Crick decifrou a estrutura do DNA, em 1953. Já é possível saber se o DNA de uma pessoa acusa a predisposição a certos tipos de câncer e, a partir desta constatação, aplicar um tratamento preventivo no paciente. Num futuro que parece não estar tão distante, várias outras doenças geneticamente programadas para aparecer poderão ser tratadas ainda antes de começar a se manifestar. Aposta-se hoje em dia que, no século 21, com o mapeamento do DNA de um embrião recém-fecundado, será possível atacar males como a fibrose cística ou a síndrome de Down.
Por Daniela Pinheiro
Publicado na revista Veja - 2000
Por Daniela Pinheiro
Publicado na revista Veja - 2000
22/12/1999
Século 20
Saúde
Vitória da Vida
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