segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Germano Romero - Um Século De Espiritismo

Allan Kardec

Eis que o Espiritismo na Paraíba é coroado com os louros de um magnífico Congresso, no seu Centro de Convenções , junto com as comemorações pelo 100 anos da Federação Espírita Paraibana, no último fim de semana.

Espiritismo que com apenas 158 anos de existência, e que, para alguns, ainda é tido como prática esquisita e "proibida pela Bíblia". Como? Se é uma doutrina codificada pelo educador francês, Allan Kardec, há tão pouco tempo, a partir de observações investigativas de fenômenos  mediúnicos ocorridos em Paris, no ano de 1857?

Espiritismo, cuja essência se embasa na comunicação entre os mundos físicos e espiritual, através das mesmas faculdades citadas nas antigas escrituras e no Evangelho de Jesus. Que foram estabelecidas tão claramente nas mensagens recebidas do anjo que anunciou a vinda do Cristo, do que orientou José a fugir para o Egito, e em outros fatos que comprovam a existência da vida extraterrena.

E são tantos registros desta comunicação espiritual no Evangelho! Nas vezes em que Jesus exorcizou obsidiados, nos fenômenos de Pentecostes, quando luzes desceram sobre os que falaram línguas que não conheciam. No Monte Tabor, quando Jesus conversou com os espíritos de Moisés e Elias, na presença de Pedro, João e Tiago.

Mas, quanta descrença ainda  há, inclusive entre doutores e pós-doutores, tal como antigamente.

Bem lembrou o médium Divaldo Franco, no seminário deste memorável Congresso, que eram muitos os mundos ocultos que se revelaram com a ciência. E que, da mesma forma como o microscópio descobriu um universo minúsculo, e o telescópio desvendou bilhões de galáxias, a mediunidade revelou o mundo espiritual.

Um mundo maravilhoso e eterno do qual Divaldo nos fala com tanta eloquência, exortando-nos a crer na vida futura, que não se finda no túmulo, e por isso é bela e infinita como toda a Criação Divina.

Germano Romero, Arquiteto e bacharel em Música

Publicada no jornal Correio da Paraíba
Edição de 15 de janeiro de 2016
Opinião  

Nenhum comentário:

Postar um comentário