quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Estevam Fernandes - Lágrimas E Esperança!

Mensagem de fé

Para que servem as lágrimas? Certamente que elas não caem em vão! Serão sempre sementes de vida. Elas não só molham o rosto, mas também nutrem a alma. Chorar é estar vivo. É expressão de sentimento, e não atestado de fraqueza. Só os vivos lamentam, caem, levantam-se e andam de novo. Os mortos não choram. Sendo assim, acredito que Deus, às vezes, permite-nos as lágrimas para nos lembrarmos de que estamos vivos.

Ao vivenciarem situações amargas, tais como um luto inesperado, a ruptura de um relacionamento, decepções amorosas e muitas outras experiências adversas, algumas pessoas são tomadas e dominadas por uma sensação de vazio. Não raro, são vencidas pela desmotivação generalizada. Imaginam-se abandonadas por Deus e perdem o estímulo para crer.

Por causa da vida marcado por dissabores, em algumas pessoas, as lágrimas tendem a apagar as marcas da fé, sobretudo naquelas em que a fé não é fruto de uma experiência com Deus, mas de uma tradição religiosa.

Incredulidade e o fracasso andam juntos. Todavia, a fé insiste em permanecer viva para fazer diferença. É aquela voz, muitas vezes abafada pelo silêncio da perplexidade e do medo, que grita dentro de nós, despertando a alma para sonhar outra vez. É o barulho de Deus no coração da gente, fazendo-nos ouvir os sons da esperança.

O Senhor não desiste de nós. Logo, não faz qualquer sentido deixar-se dominar pela tristeza e pelo desejo de não viver. O descaso com a vida é uma forma disfarçada e lenta de suicídio.Onde, então, buscar forças necessárias para a superação da dor e para restauração dos sonhos?Somente em Deus! O Senhor não desiste de nós!

Quem redescobre o caminho da fé, pega carona nas asas da esperança. Passa a conhecer novas estradas, pavimentadas de luz e adornadas pelas cores da alegria e da superação. Anda segurando na mão de Deus. Sabe que é um vencedor.

Estevam Fernandes é pastor da 1ª Igreja Batista

Publicada no jornal Correio da Paraíba
Edição de 13 de dezembro de 2015
Opinião  

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