quarta-feira, 2 de março de 2016

A Festa De Momo Nas Tramas Nacionais

O carnaval já serviu de cenário para várias telenovelas brasileiras. Vamos relembrar!

Andreia Horta, Josie Pessoa, Daniel Rocha e Leandra Leal, na novela Império
Novelas e carnaval são paixões nacionais. Então, nada melhor do que misturá-las, não é mesmo?Aguinaldo Silva que o diga! O autor é expert em unir a folia com as histórias de suas tramas. Em Partido Alto (1984), que ele escreveu com Glória Perez, a escola de samba Acadêmicos do Encantado fez muito sucesso.Depois vieram outros folhetins carnavalescos com Senhora do Destino (2004/2005) e Duas Caras (2007/2008), além de Império (2014/2015). Relembre algumas novelas em que os personagens caíram na folia.

Pai Herói (1979)
Paulo Autran
No último capítulo da trama de Janete Clair, alguns personagens tiveram seus desfechos em pleno carnaval. A novela terminou em agosto, mas mesmo assim encenou um desfile como se estivesse em pleno carnaval carioca. A cena serviu para o vilão Baldaracci (Paulo Autran) fugir de helicóptero vestido de pierrot, podendo assim, escapar da prisão para surpresa do telespectador. Já Ana Preta, vivida pela atriz Gloria Menezes, terminava a história solitária, sem o amor de André (Tony Ramos) e desfilando pela escola de samba Beija Flor de Nilópolis, em plena Sapucaí.

Quem é Você? (1996) 

 Elizabeth Savalla
A história começava em um carnaval na Veneza dos anos 70, tema retratado já na abertura da novela ao som da canção Noite dos Mascarados, na voz de Emílio Santiago. Muitos fatos acontecem em um baile de carnaval. Em plena folia, Maria Luísa (Elizabeth Savalla) anuncia que está grávida, mas Afonso (Alexandre Borges) pensa que o filho é fruto de uma traição e se vinga, tendo relações sexuais com uma mulher mascarada do baile. Nove meses depois, Beatriz (Cássia kiss) tem um filho, mas esconde a identidade do pai, que pode ser o marido da irmã. 

Chiquinha Gonzaga (1999)

Regina Duarte
A minissérie retratou a criação de uma das marchinhas mais populares da folia de rua carioca. Em um carnaval do final do século XIX, Chiquinha Gonzaga (Regina Duarte), musicista revolucionária, republicana e abolicionista, observa a passagem do cordão Rosa de Ouro e tem uma inspiração. Então, ela vai ao encontro dos músicos e sugere ao maestro uma composição. Chiquinha cantarola a letra "Ô abre alas, que eu quero passar". A história de sucesso também era repleta de marchinhas clássicas.


O Clone (2001)

Eliane Giardini
Os muçulmanos de O Clone foram parar na avenida por mero acaso. Tavinho (Victor Fasano) oferece uma carona e convida-os para seu camarote. Sem saber do que se trata e com vergonha de admitir a ignorância, o grupo vai parar no sambódromo, onde já está o animado núcleo do subúrbio. Empolgadíssima, Nazira (Eliane Giardini) requebra na avenida enquanto Mohamed (Antônio Calloni) tenta tirá-la de cima de um carro alegórico.

Senhora do Destino (2003)

Susana Vieira
Giovanni Improtta (José Wilker) era presidente da escola Unidos de Vila São Miguel.O samba enredo naquele ano era uma homenagem à protagonista, Maria do Carmo (Susana Vieira). Algumas cenas do desfile da escola de samba fictícia, exibida no final da novela, foram gravadas durante o desfile oficial da Grande Rio, na Marquês de Sapucaí. O samba-enredo cantado na novela foi escolhido pelo diretor Wolf Maya entre cinco composições enviadas pela Grande Rio, cujos integrantes e músicos da bateria apareceram na trama. Fora da ficção, Susana Vieira desfilou mesmo como madrinha de bateria. A Unidos de Vila São Miguel tinha Regininha (Maria Maya) como rainha dos ritmistas, a(Gottscha) como puxadora de samba e Nalva (Tânia Khalil), Jennifer (Bárbara Borges) e Daniele (Ludmila Dayer) como destaques.

Páginas da Vida (2006)

Quitéria Chagas
 Na novela de Manoel Carlos, Dorinha (Quitéria Chagas) era rainha da bateria da Império Serrano. Na vida real, naquele mesmo ano, Quitéria ocupava o mesmo posto. O diretor Jayme Monjardim uniu o útil ao agradável e gravou cenas da atriz na Sapucaí para usá-las na trama. Enquanto isso, nas arquibancadas, o casal Rubinho (Fernando Eiras) e Marcelo (Tiago Picci) fizeram o parto da empregada Margareth (Carolina Bezerra)que não conseguiu segurar as contrações. O casal de homossexuais adotou a filha de Margareth no final da novela.

Texto: Núcia Ferreira

Publicado na revista TV Brasil n/n 829
Folia na ficção

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