terça-feira, 6 de setembro de 2016

Onélia Queiroga - A Tristeza

A tristeza é um estado psíquico que leva à alma vontade de chorar, por lembrar fatos repletos de mágoas e de desalento. A  tristeza provoca em quem a sente um desânimo da vida, de sentido de abandono, de desencanto, de perda nunca mais recuperada.

A tristeza, muitas vezes, leva ao isolamento, nos momentos mais sofridos e nas horas mais dolentes propiciadas pela natureza. Estima-se que esta compreende o por que da solidão de alguém por isso também ela própria se estremece em solidariedade  àquele que sofre.

Sofrer com resignação talvez represente um pouco de esperança na reconquista do bem perdido. Esperar com calma é preciso; é a magia de quem põe à prova as forças guardadas para esses instantes de transes de cruz.

A tristeza, às vezes, fica e às vezes vai. Não mora sempre no coração do sofredor, porque há dias de chuva e dias de sol; há dias de escassez e dias de prosperidade; há dias de pessimismo e dias de esperança. Há dias para o fracasso e há dias para todas as vitórias.

A tristeza somente dura enquanto a felicidade não chega. Quando aporta na casa de alguém, vai embora, em busca de outro lugar, onde encontre espaço para se abrigar.

O ser humano, por toda a sua vida, caminha ao encontro de dias melhores. Daí ser a tristeza sempre errante e a felicidade arraigada à natureza de todas as criaturas, sendo, assim, a sua maior conquista.

Os que trazem no rosto a marca de ferro da tristeza, a dor, deve apagá-la. Deve ir em busca da felicidade que é a alegria, que é luz e bondade. A sua conquista relacionada está à sabedoria de cada um. Os que a alcança, terão sempre um sorriso no semblante. São chamados de venturosos. 

Onélia Queiroga
Escritora e Professora de Ciências Jurídicas da Faculdade de Direito da UFPB

Publicada no jornal Correio da Paraíba
Edição de 04 de setembro de 2016
Aos Domingos
Caderno 2 

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