Em 21 de maio, caminhoneiros de todo o Brasil paralisaram suas atividades, fazendo bloqueios nas estradas brasileiras para reivindicar alguns benefícios em favor de suas atividades.
Após 72 horas de paralisação, os efeitos começara a ser sentidos pela população em várias partes do País e em diversos setores econômicos. Como os caminhoneiros transportam a maioria dos produtos brasileiros, muitos serviços essenciais foram afetados.Com isso, a população, em geral, ficou desesperada para suprir suas necessidades básica.
Milhares de pessoas saíram aflitas de suas casas em uma corrida incessante para encontrar combustível para seus veículos. A frustração por não conseguir abastecê-los era explícita. Quem tinha pouco combustível precisou economizar ao máximo, pois não se sabia até quando a situação iria estender-se.
Com a redução da frota de transporte público, muitas escolas e universidades cancelaram as aulas e repartições públicas reduziram seus serviços. Quem optou por andar a pé, acabou inseguro pelo aumento da violência nas ruas.
Nos supermercados, houve a disparada para comprar comida antes que alguns itens acabassem. Em muitos estabelecimentos, a quantidade de produtos vendidos a cada cliente foi controlada.Logo, o brasileiro se deparou com a falta de alimentos, como carnes e verduras, e aí a preocupação se intensificou. Em casa, a ordem era estocar o que tivesse na despensa e racionar o consumo.
Eventos foram cancelados, preços de produtos aumentaram, voos foram desmarcados e até cirurgias não emergenciais foram adiadas. O caos se instalou no País e era nítida a incerteza de como iria ser o dia seguinte.
Os brasileiros não estavam preparados para os efeitos de uma paralisação tão intensa como essa. Não estavam instruídos a agir diante da situação do caos que foi instalado tão perto de suas residências e famílias.
Independentemente das razões e das justificativas da categoria dos caminhoneiros e seus representantes, o fato é que o País acompanhou, perplexo, as consequências de uma greve que deixou uma séria reflexão : acontecimentos como esse, cada vez mais, estarão presentes diante dos olhos de todos.
Publicado na Folha Universal
Editorial
Edição de 10/06/2018

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