Francisca Feitosa
29 de dezembro de 2018 20:18



29 de dezembro de 2018 20:18
A cada cinco minutos, um brasileiro morre por arritimia cardíaca.
Nem sempre é fácil perceber quando o coração bate fora do compasso. Em algumas situações, uma arritmia pode te acompanhar por muito tempo sem que você nem desconfie. É o caso da fibrilação atrial, uma alteração do ritmo de contração do coração que pode ter graves consequências.

Fibrilação atrial: o que é?
A fibrilação atrial é uma alteração do ritmo normal dos átrios, duas das 4 cavidades que compõem o coração. O impulso nervoso anormal faz com que essas "caixas" tremam enquanto se contraem para que haja a expulsão do sangue. Estima-se que a doença afete mais de 1 milhão de brasileiros.
Alguns fatores como hipertensão, diabetes, presença prévia de insuficiência cardíaca, idade superior a 65 anos, doença arterial coronariana, obesidade, insuficiência renal crônica, doença nas válvulas cardíacas, doença pulmonar obstrutiva crônica, apneia do sono, dentre outros, aumentam o risco de ocorrência desta arritmia.

Arritimia as vezes é confundida com um aperto no peito, cansaço.
Arritmia silenciosa
Segundo o cardiologista Frederico Scuotto, do Hospital Samaritano, de São Paulo, quase 30% das pessoas que sofrem desta doença não apresentam nenhum sintoma. Aproximadamente 10% dos casos de fibrilação atrial só são descobertos quando o paciente sofre o Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Em alguns casos, a arritmia pode ser sentida durante a palpação do pulso.
Doenças causadas pela arritmia
O especialista explica que a fibrilação atrial pode provocar a formação de coágulos no coração, que podem ser expelidos durante o batimento cardíaco.
Uma vez na corrente sanguínea, esses coágulos podem migrar para diferentes partes do corpo e causar diferentes tipos de trombose. Caso se desloquem para o cérebro, pode ocorrer um AVC, nas pernas podem gerar um tromboembolismo, e assim por diante.
Caso não seja adequadamente tratada, a fibrilação atrial também pode aumentar as chances de desenvolver insuficiência cardíaca e demência – doenças até 5 vezes mais prevalentes em quem tem a arritmia.
Como desconfiar da arritmia
O especialista recomenda que pessoas com mais de 65 anos realizem a palpação regular do pulso, aumentando as chances de identificar a doença, que muitas vezes não dá sinais de sua presença. Também é indicado fazer visitas regulares ao cardiologista, principalmente se você tiver um ou mais fatores que aumentam as chances de ter arritmia.
Quando dá sinais, a doença pode se manifestar com fraqueza, dificuldade para fazer exercícios, fadiga, vertigem, falta de ar, dor no peito, desmaio, palpitações e falta de ar.
TopBuzz.Com
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