Em 2017 houve a celebração conjunta dos 100 anos das aparições de Nossa Senhora Aparecida por três pastorinhos e os 300 anos do achado da Imagem da Senhora Aparecida por três pescadores do Rio Paraíba do Sul.
Já desde 2014 os dois Santuários, Fátima e Aparecida, foram entrelaçando os preparativos do evento.
Em maio de 2014 o bispo da diocese de Leina-Fátima, Dom Antonio Mato, com um grupo de fiéis e personalidades portugueses trouxe a réplica da imagem de Nossa Senhora .
Ela foi entronizada em monumento perene na área nobre do Santuário da Mãe Aparecida. Houve reza do Terço, Consagração, Louvores e Missa com transmissão por TV também para Portugal.
Depois, em 12 de maio de 2015, foi levada a imagem fac-símile de Nossa Senhora Aparecida que ficou em nicho especial ao lado da Capelinha das Aparições lá em Fátima.
Aqui e no outro lado do Atlântico as celebrações jubilares televisionadas imanaram os devotos de Maria nos dois títulos,Nossa Senhora da Conceição Aparecida e Nossa Senhora do Rosário de Fátima.
É bom lembrar, que em 15 de março de 1646 o rei Dom João IV declarou a mãe de Jesus rainha e padroeira de Portugal, como Nossa Senhora da Conceição. Lá e aqui, ela o é, rainha e padroeira, apesar de certo laicismo rancoroso , obtuso e refratário imperante nas elites.
A comemoração simultânea desse jubileu mariano renovou o cerne das mensagens de Nossa Senhora , nas aparições às três crianças pastorinhas e na pesca da imagem pelos três felizardos pescadores.
Três é número bíblico-teológico que nos relembra o mistério da Trindade Santa.
Maria foi de novo o sinal da Providência divina revelando sua misericórdia e unindo-nos mais em Cristo pela Eucaristia, a fonte da oração cristã.
Nossa Senhora incentivou os videntes a se oferecerem a Deus através da oração e de renúncia pela paz no mundo em guerra e para purificá-lo das maldades do pecado.
Em Fátima ela insistiu com as crianças:
"Rezem o Terço todos os dias".
Aqui, os pescadores lideraram familiares e vizinhos, reunindo-os na reza do Terço aos sábados.
Hoje, 100 e 300 anos depois, tanto lá como aqui os dois Santuários são "escolas de Maria" na arte de orar, crer, amar e seguir Jesus.
Na evangelização e na espiritualidade são ajuda preciosa para os tempos difíceis deste mundo violento, sem comiseração com os outros nem atenção às suas dores e, sobretudo, descrente de Deus. Ele é negado e expulso da vida pública e das consciências por um ateísmo e laicismo militantes.
Mas. os santuários confirmam os peregrinos na fé, esperança e caridade.
E onde nossa vida é tantas vezes um vale de lágrimas, floresce uma nova primavera.
Questão de Fé
Pe Antonio Clayton Santana, C.SS.R
Revista de Aparecida maio 2018.

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