terça-feira, 6 de dezembro de 2022

Derrames oculares e paradas cardíacas:


 Derrame ocular


O Dr. Daniel Kamlot, oftalmologista especialista em retina, explica que existem dois tipos de derrames oculares: o que ocorre na parte conjuntiva (a parte branca do olho), no qual acontece um derramamento de sangue; e o que ocorre no segmento posterior do olho, onde fica a retina.

O primeiro costuma estar associado a algum pico hipertensivo, como esforço físico e tosse exaustiva, por exemplo, o que pode estourar um vaso sanguíneo. "Não costuma afetar a visão e nem ser grave. O olho tende a absorver a hemorragia de 5 a 7 dias", explica o médico.

Já o derrame no segmento posterior do olho é mais grave. "Seria uma oclusão da artéria central da retina. Pode ter relação com alguns problemas sistêmicos, como a pressão arterial, além de alterações hematológicas (problemas cardiovasculares)", informa.

"Esse quadro sim pode afetar a visão, causando isquemia (falta de oxigenação) e, consequentemente, hemorragia, descolamento de retina, e até mesmo edema macular (inchaço na área central da visão)", afirma o oftalmologista.

O edema pode causar baixa visual, o que exige correção a laser ou até mesmo mesmo a infiltração de medicamentos, com o objetivo de reduzir o inchaço e absorver a hemorragia. Caso contrário, o paciente pode ter descolamento da retina e glaucoma vascular, alerta o Dr. Daniel.

Parada cardíaca 

Perda súbita e inesperada de função cardíaca, respiração e consciência.
Normalmente, a parada cardíaca resulta de um distúrbio elétrico no coração. Não é o mesmo que ataque cardíaco.

Os principais sintomas são a perda de consciência o desmaio.

Essa emergência médica precisa de reanimação cardiopulmonar imediata ou da utilização de um desfibrilador.

Os cuidados hospitalares incluem medicamentos, um dispositivo implantável ou outros procedimentos.

Comum

Casos por ano: mais de 150 mil (Brasil)

Requer um diagnóstico médico

Não requer exames laboratoriais ou de imagem

O tratamento é feito com auxílio médico

Curto prazo: resolve-se em dias ou semanas

Crítico: necessita de atendimento de emergência

Fontes: Hospital Israelita A. Einstein e outros.

Para a cardiologista e coordenadora do Pronto Socorro no Hospital Público do Ipiranga, Dra. Nicolle Queiroz, a parada por si só já é um episódio alarmante.

"A principal meta é tratar a causa. E o grande receio são as sequelas que esse coração pode adquirir no tempo que permaneceu sem oxigênio. Isso aumenta a chance de desenvolver insuficiência cardíaca e, eventualmente, nem voltar a bater", destaca a especialista.

Os derrames oculares podem estar associados aos episódios de parada cardíaca. "O derrame ocular pode ter sido causado por algum pico hipertensivo que também causou a parada cardíaca, ou por uma alteração cardiovascular ocorrida durante a internação na UTI", explica o oftalmologista.

Além disso, Daniel informa que, nos casos em que é necessário intubar o paciente, o esforço em excesso pode ocasionar um derrame na parte conjuntiva do olho. "Também existem alguns casos de derrames oculares do segmento posterior que podem estar associados com a Covid, por conta de alguma alteração vascular nos vasos da retina", afirma o médico.


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